Textos publicados pela autora
Outro como determinante demonstrativo
Pergunta: Na frase «ele é da outra equipa», estamos perante um determinante demonstrativo ou indefinido?
Obrigada.Resposta: No caso em apreço outra é um determinante demonstrativo, porque é antecedido de determinante artigo definido (a) e porque expressa um valor deítico (referindo uma equipa que se encontra distante do locutor) ou um valor anafórico (tendo como referência uma equipa mencionada anteriormente à de que se fala no momento). Só um conhecimento mais alargado do...
Discriminar a descriminação
Quando um -e- e um -i- fazem toda a diferença
A confusão constante entre descriminar / descriminação e discriminar / discriminação pode levar a mensagens estranhas e contraditórias. Carla Marques alerta para a importância de se distinguir claramente o -e- do -i- de modo a que não se confunda «deixar de considerar crime» com «colocar alguém de parte»....
Sobre a frase «É só não roubares, que não vais para a cadeia»
Pergunta: Como devemos fazer a análise sintática da seguinte frase: «É só não roubares, que não vais para a cadeia.»?
Tenho sérias dúvidas.
Considerar «que não vais para a cadeira» como o sujeito da frase parece-me muito acomodatício. Parece-me mais razoável considerar essa oração como uma oração coordenada explicativa como seria na frase: «Não roubes, que não vais para a cadeia».
Mas neste caso onde está o sujeito da oração «É só não roubares»? Será aqui o verbo "ser" impessoal como em «É meio-dia agora.»?
Podem-me...
Sobre a frase «São os partidários da rainha quem começa por nomeá-lo»
Pergunta: Na frase
«Ironicamente, são os partidários da rainha quem começa por nomeá-lo " Mexias de Lisboa.."»
consideramos que «os partidários da rainha» seria o sujeito da frase.
Contudo, alguns alunos destacaram «quem começa por nomeá-lo...» como sujeito, sendo «partidários da rainha» o predicativo do sujeito.
Agradecíamos (sou a porta-voz dos meus colegas!) os vossos claríssimos esclarecimentos!Resposta: A frase apresentada é um caso de oração copulativa identificadora, oração que tem como traço essencial...
O uso de «seja... seja» na coordenação
Pergunta: Na gramática tradicional a expressão «seja...seja» é considerada uma conjunção coordenativa disjuntiva.Todavia, sabemos que as conjunções pertencem a uma classe fechada de palavras e são invariáveis.
Ora, não é o que sucede com a expressão acima referida. Em inúmeras circunstâncias eu posso utilizá-la como forma verbal e flexioná-la. Já ouvi chamar-lhe expressão anafórica, forma verbal correlacional...
A minha questão é afinal a que classe de palavras pertence? Ou depende do contexto e da forma como é...
