Textos publicados pela autora
Análise da frase «o temporal não há meio de parar»
Pergunta: «...O temporal não há meio de parar...»
A frase é retirada de uma ficção.
O que quero saber é que neste contexto «o temporal» funciona como o sujeito ou um objeto anteposto?Resposta: O constituinte «o temporal» desempenha a função sintática de sujeito do verbo parar.
A frase é composta por uma oração subordinante, «não há meio de», e uma oração subordinada, «parar o temporal». Neste caso, o verbo haver está a ser usado como verbo impessoal transitivo, ou seja, trata-se de um...
Finados e cemitério
As palavras do Dia dos Fiéis Defuntos
Em ano de pandemia, a proibição, em Portugal, de circulação entre concelhos leva a que muitas famílias não possam realizar a tradicional visita aos cemitérios em Dia de Finados. É esta a realidade que motiva a seleção das palavras finados e cemitério para o apontamento da professora Carla Marques, emitido no programa Páginas de Português, na Antena 2, do dia 1 de novembro de 2020....
O valor temporal do demonstrativo este
Pergunta: Na expressão «este ano», o demonstrativo este, habitualmente considerado deítico espacial, poderá ser considerado deítico temporal?Resposta: Na expressão em causa, o grupo nominal «este ano» poderá funcionar como um sintagma com função deítica temporal. É o que se verifica numa frase como (1), na qual o grupo nominal «este ano» aponta para o intervalo de um ano no qual se insere o momento de fala, valor que é assegurado pelo determinante este, que, assinalando proximidade,...
Deítico, anáfora, catáfora
Pergunta: Agradecendo antecipadamente a vossa resposta, pergunto se todos os elementos que recuperam anafórica ou cataforicamente um referente podem ser considerados deíticos textuais.Resposta: Em termos gerais, no plano da deixis textual, os elementos que dependem referencialmente de outros podem ser considerados deíticos textuais.
Sempre que o conteúdo referencial de uma expressão depende do de outra expressão que tem um conteúdo referencial próprio, estamos perante um caso de referência textual. De forma...
Próclise, ênclise e elipse do pronome se
associado a verbos coordenados Pergunta: «É uma obra para se ler, ver e ouvir.» = «É uma obra para ser lida, vista e ouvida.» As frases acima (sinónimas) parecem ser gramaticais, mesmo sem a repetição do «se» apassivante, na primeira, e de «para ser», na segunda. Já nos exemplos abaixo, a primeira frase parece ficar agramatical sem o «se» (complemento direto) do verbo «tornar-se», enquanto a frase equivalente é claramente agramatical pela mesma razão. «Foi um jogador que se afirmou e tornou um craque.» = «O jogador afirmou-se e tornou um craque.» Em que...
associado a verbos coordenados Pergunta: «É uma obra para se ler, ver e ouvir.» = «É uma obra para ser lida, vista e ouvida.» As frases acima (sinónimas) parecem ser gramaticais, mesmo sem a repetição do «se» apassivante, na primeira, e de «para ser», na segunda. Já nos exemplos abaixo, a primeira frase parece ficar agramatical sem o «se» (complemento direto) do verbo «tornar-se», enquanto a frase equivalente é claramente agramatical pela mesma razão. «Foi um jogador que se afirmou e tornou um craque.» = «O jogador afirmou-se e tornou um craque.» Em que...
