Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Trambolhões Uma reflexão a propósito dos "trambolhões" do jornalismo em Portugal. Grandes, sucessivos trambolhões, são o que se vê. Os jornalistas "políticos" perdem-se nas iniciativas partidárias e não oferecem ao público uma leitura segura da segura coroação; os jornalistas "económicos", por seu turno, saltitam atrás da troika, entrevistam banqueiros e espanta-os que ninguém tenha tido a ideia de examinar os relatórios e as contas das empresas públicas, onde com toda a certeza os estrag... Wilton Fonseca · 2 de maio de 2013 · 4K
Pelourinho // tempos e modos verbais Falhas de (pre)visão Um jornal português teima em erros semelhantes em duas páginas consecutivas, confundindo vêm com veem (ou vêem, na anterior ortografia). Um apontamento de Paulo J. S. Barata. «A Finlândia, que parece liderar os ortodoxos e bem comportados países do norte da Europa – pelo menos é assim que eles se vêm a si próprios – avisou mesmo os cipriotas para terem juízo e seguirem o excelente exemplo finlandês» (p. 3). Paulo J. S. Barata · 22 de abril de 2013 · 9K
Pelourinho // Ortografia Insuficiências de um despacho já de si polémico Além de polémico, um despacho publicado em Portugal apresenta numerosos erros que Paulo J. S. Barata escalpeliza no seguinte apontamento. O tão falado Despacho n.º 47/2013/MEF, de 8 de abril, que proíbe os organismos públicos portugueses de efetuar despesa, com algumas exceções (pessoal, custas judiciais e contratos em execução), sem prévia au... Paulo J. S. Barata · 19 de abril de 2013 · 4K
Pelourinho // Inadequação vocabular Mais um desventurado «por ventura»… Já por aqui nos referimos à confusão recorrente entre a expressão «por ventura», que significa «por sorte», «por felicidade», e o advérbio porventura, que significa «possivelmente», «talvez», «por acaso», «por hipótese». Esbarrámos novamente com este erro numa notícia do Expresso sobre o recente <a href="http://www.oje.pt/noticias/economia/tc-chumbou-artigos-no-oe-de... Paulo J. S. Barata · 18 de abril de 2013 · 3K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Mau tempo no canal Paulo J. S. Barata dá conta de mais um caso de confusão entre sobre e sob, desta vez, com um resultado semântico totalmente absurdo. «[…] aguaceiros sobre a forma de neve»¹Obviamente que o que deveria ter sido dito era aguaceiros «sob a forma de neve», aguaceiros «em estado de neve». Ou seja, que foram submetidos a uma determinada ação ou efeito – a ideia de subordinação, de suje... Paulo J. S. Barata · 8 de abril de 2013 · 2K
Pelourinho // Inadequação vocabular Complicado Uma reflexão à volta da palavra «complicado», uma espécie de muleta linguística usada nas mais variadas situações… de complexa, ou difícil explicação. Crónica do autor, no jornal i de 4 de abril de 2013. Na popularíssima vox populi (é simples, barata, recompensa a preguiça e dá milhões), a palavra que mais se ouve é «complicado». As águas inundaram a casa, o preço da gasolina subiu, o vizinho matou a mulher? Complicado. Muito complicado. Wilton Fonseca · 4 de abril de 2013 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Pobre Chipre! Como se não constituísse já desgraça suficiente passar a ser conhecido para sempre como «a lavandaria da Europa» (ou da Rússia?), Chipre continua muito maltratado nas televisões portuguesas. Até aos naturais da ilha alguns jornalistas atribuíram um estranhíssimo gentílico — como se assinala nesta crónica publicada pelo autor no jornal "i" de 28 de março de 2013 Wilton Fonseca · 28 de março de 2013 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Morra o Chipre, viva Chipre Um clarificador apontamento do tradutor Miguel Magalhães, publicado no jornal Público de 23-03-2013, a propósito da generalizada utilização do artigo definido na designação de Chipre, nos media portugueses, como já aqui se assinalou. Miguel Magalhães · 23 de março de 2013 · 5K
Pelourinho // Inadequação vocabular Uma má viagem pelo verbo viajar Paulo J. S. Barata depara-se com mais um caso da irritante confusão entre uma forma da flexão do verbo viajar e o substantivo viagem. Deambulando pela programação televisiva que os canais por cabo portugueses disponibilizam, deparo-me com isto: «Uma equipa de cientistas investiga um buraco no tempo que permite que criaturas pré-historicas e do futuro viagem no tempo provocando o caos no presente.» Paulo J. S. Barata · 20 de março de 2013 · 3K
Pelourinho // Inadequação vocabular Sede vacante Texto publicado no jornal i de 14-03-3013, numa abordagem do autor ao (mau) emprego do verbo sedear na imprensa portuguesa. Tema que suscitou, já, anteriores controvérsias. Num mundo sem Papa, não houve quem não escrevesse a expressão «sede vacante», que designa a diocese onde falta o prelado, por oposição à «sede plena», ocupada. Wilton Fonseca · 15 de março de 2013 · 4K