Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Um «a fim» nada «afim» «Afim de capturarem um perigoso terrorista a CIA estende-lhe uma armadilha contando para tal com a ajuda de um sósia do criminoso» (sinopse do filme Caça ao Terrorista, exibido em 27 de agosto (21h30), no canal Hollywood. O que deveria lá estar era a locução «a fim de», que significa «para», «para que», «com o propósito/a finalidade/o intuito/o objetivo/a intenção de», e não o adjetivo afim, que significa «que tem afinidade, semelhança ou ligação». (...) Paulo J. S. Barata · 6 de setembro de 2013 · 5K
Pelourinho // mau uso da língua no espaço público Dementes mentais?! A propósito dos presumíveis autores dos incêndios que, por estes dias, fustigam Portugal, refere um leitor do Público: «Quem foram essas pessoas? Residentes locais, moradores perto das zonas ardidas? Pessoas com atividade suscetível de beneficiar da terra queimada? Madeireiros? Pastores? Criadores de gado? Dementes mentais? […]» (14 de agosto de 2103, p. 44; grafia atualizada por nós). Paulo J. S. Barata · 26 de agosto de 2013 · 3K
Pelourinho // mau uso da língua no espaço público A língua num desastre Sobre como a opção pela reportagem em direto, em situações de catástrofe, nem sempre coincide com o uso sereno que a boa gramática exige. Texto do autor publicado no jornal “i” de 1/07/2013. As primeiras notícias não indicavam que a tragédia ferroviária de Santiago de Compostela iria assumir as proporções que mais tarde se verificaram. Wilton Fonseca · 3 de agosto de 2013 · 3K
Pelourinho // mau uso da língua no espaço público "Ezéquias fúnebres"?!?! «Foi-lhe, contudo, impossível fazê-lo por indisponibilidades várias – mas não deixou de avisar que amanhã estará às 9.30 na Estrela para seguir à frente da equipa de futebol em direção ao cemitério dos Prazeres, onde se cumprirão as ezéquias fúnebres.» Referia uma pequena notícia n'A Bola (30 de julho de 2013, p. 4) para explicar a ausência do atual presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, do velório de Fernando Martins, antigo líder daquele clube. Paulo J. S. Barata · 1 de agosto de 2013 · 5K
Pelourinho // mau uso da língua no espaço público Erros ex(s)tremos «Com Catió Baldé e Bebiano Gomes, empresário e advogado do extremo, as posições ficaram estremadas […]», escrevia-se, assim mesmo, no semanário Expresso (Primeiro Caderno, 20 de julho de 2013, p. 37), a propósito de uma notícia sobre o jogador do Sporting, <a href="http://www.maisfutebol.iol.pt/sporting/contrato-bruma-sporting-maisfutebo... Paulo J. S. Barata · 30 de julho de 2013 · 3K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Uma invasão extraterrestre... "eminente" Os resumos dos filmes e outros programas dos canais por cabo portugueses teimam num velho erro, assinala Paulo J. S. Barata. Paulo J. S. Barata · 27 de maio de 2013 · 3K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Um "há" pavoroso A confusão entre há e à – um erro que ameaça eternizar. Paulo J. S. Barata dá mais um exemplo colhido na comunicação social portuguesa. Na sua habitual coluna semanal, numa crónica intitulada "Choque e Pavor", Daniel Oliveira escreve: Paulo J. S. Barata · 6 de maio de 2013 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Trambolhões Uma reflexão a propósito dos "trambolhões" do jornalismo em Portugal. Grandes, sucessivos trambolhões, são o que se vê. Os jornalistas "políticos" perdem-se nas iniciativas partidárias e não oferecem ao público uma leitura segura da segura coroação; os jornalistas "económicos", por seu turno, saltitam atrás da troika, entrevistam banqueiros e espanta-os que ninguém tenha tido a ideia de examinar os relatórios e as contas das empresas públicas, onde com toda a certeza os estrag... Wilton Fonseca · 2 de maio de 2013 · 4K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Mau tempo no canal Paulo J. S. Barata dá conta de mais um caso de confusão entre sobre e sob, desta vez, com um resultado semântico totalmente absurdo. «[…] aguaceiros sobre a forma de neve»¹Obviamente que o que deveria ter sido dito era aguaceiros «sob a forma de neve», aguaceiros «em estado de neve». Ou seja, que foram submetidos a uma determinada ação ou efeito – a ideia de subordinação, de suje... Paulo J. S. Barata · 8 de abril de 2013 · 2K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público Pobre Chipre! Como se não constituísse já desgraça suficiente passar a ser conhecido para sempre como «a lavandaria da Europa» (ou da Rússia?), Chipre continua muito maltratado nas televisões portuguesas. Até aos naturais da ilha alguns jornalistas atribuíram um estranhíssimo gentílico — como se assinala nesta crónica publicada pelo autor no jornal "i" de 28 de março de 2013 Wilton Fonseca · 28 de março de 2013 · 4K