Controvérsias Regras e regras Na resposta intitulada "Ser cego e não querer ver", escreviam José Mário Costa e José Neves Henriques (in Controvérsias anteriores): "Ponto prévio: Ciberdúvidas não ministra cursos universitários, daqueles em que se descreve academicamente a história da língua e se divaga sobre as ramificações da sociolinguística. O que se propõe é bem mais simples. Se calhar, até mais difícil: ajudar a resolver as dúvidas que se colocam ao comum dos lusofalantes, do ponto de vista da ortografia, da si... Gérald Verdon · 3 de outubro de 1997 · 2K
Controvérsias Holocausto: com maiúscula e sem aspas para designar o extermínio dos judeus I A recente polémica sobre o uso de holocausto entre aspas, para designar o extermínio de seis milhões de judeus na Alemanha nazi durante a II Guerra Mundial, repassou da política para a semântica. E naturalmente, já que é à luz desta que se podem separar denotações e conotações ou, se quisermos, distinguir designações com carga afectiva das que a não têm. Trata-se de saber se e quando podemos pôr holocausto entre aspas e, por outro lado, se e quando a... Teresa Álvares · 19 de setembro de 1997 · 5K
Controvérsias «Holocausto» com aspas 2 Com o distanciamento próprio dos verdadeiramente sábios, o Prof. Neves Henriques coloca a questão das aspas do holocausto no seu devido lugar gramatical. Não há nada a acrescentar do ponto de vista linguístico àquilo que ele, com a sua habitual competência, defende. Duarte Calvão · 15 de setembro de 1997 · 4K
Controvérsias «Holocausto» com aspas 1 Vários comentários se podem fazer sobre o vocábulo holocausto. Vamos ao que parece que interessa: 1 - É uma palavra da linguagem bíblica, onde aparece umas 500 vezes no Velho Testamento. No Novo Testamento, aparece umas quatro. 2 - Era um sacrifício oferecido pelos judeus a Deus, no qual a vítima (um animal) era inteiramente consumido pelo fogo. 3 - Depois o vocábulo holocausto estendeu-se aos seres humanos, na situação do nosso bem conhecido auto-de-fé. José Neves Henriques (1916-2008) · 15 de setembro de 1997 · 3K
Controvérsias // Género Senhora Presidente O caminho que vai do erro à norma é longo e irregular, tão longo e irregular como a história dos povos. No sistema não unitário que é uma língua, entrecruzam-se diversos subsistemas resultantes de situações sociais, históricas, culturais e geográficas também diversas. Lindley Cintra e Celso Cunha, na Nova Gramática do Português Contemporâneo, distinguem «três tipos de diferenças internas que podem ser mais ou menos profundas: Teresa Álvares · 8 de agosto de 1997 · 6K
Controvérsias // Género Senhora Presidenta O facto de presidenta ser o feminino de presidente não quer dizer que nos vejamos obrigados a empregar a forma feminina. Cada um fará como lhe agradar. E não é por os dicionários registarem presidenta que nos veremos obrigados a empregar tal palavra. Lembremo-nos, até, do seguinte: Há muitas e muitas formas femininas que os dicionários não mencionam: professora, advogada, aluna, empregada, enfermeira, etc. José Neves Henriques (1916-2008) · 8 de agosto de 1997 · 4K
Controvérsias Imbondeiro, sempre imbondeiro Vivi em Angola até 1955 e quem faz a língua é o povo... Sempre ouvi (rádio) e vi escrito em todas as publicações angolanas (jornais, revistas, livros, etc.) imbondeiro, tal como Ana Paula Almeida (cf. Embondeiro, in Respostas Anteriores). Autóctones e não autóctones, todos escreviam e diziam imbondeiro. Mário César Borges d´Abreu · 25 de julho de 1997 · 5K
Controvérsias Embondeiro O facto de eu afirmar que a grafia oficial é embondeiro, justificada pelo notável foneticista Gonçalves Viana pela sua origem africana, não quer dizer que não haja dicionarizada a variante imbondeiro (p.ex., de facto, na "Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira"). Embora respeite muito a grande competência do professor e poliglota Artur Bivar, neste ponto vale mais para mim a de Gonçalves Viana, o maior linguista português até a data. Para contrapor ao "D... F. V. Peixoto da Fonseca (1922-2010) · 25 de julho de 1997 · 8K
Controvérsias Torriense, naturalmente 1- É claro que podemos formar várias palavras como gentílicos de Torres Vedras: torreenses, torrienses, torrianos, torresãos, etc. Mas o que interessa é outra coisa: é ver qual a forma preferível. Para isso não é preciso comentar, discorrer e tomar posição, porque temos uma ortografia que foi estabelecida em 1945. Basta, pois, consultar um dicionário - todos eles, a partir daquela data, registam as palavras seguindo essa ortografia. Vemos, pois, que esse gentílico se deve escrever assi... José Neves Henriques (1916-2008) · 18 de julho de 1997 · 6K
Controvérsias Obviamente, Torreense (…) Designando os naturais de Torres Vedras podemos escrever torreenses, torrienses, torrianos, torresãos, e ainda outras formas gentílicas que queiramos adoptar. Todas elas estão correctas, e, para cada uma, haverá argumentos que validam o respectivo critério de adopção. Andrade Santos · 18 de julho de 1997 · 4K