Controvérsias Ser cego e não querer ver Ponto prévio: Ciberdúvidas não ministra cursos universitários, daqueles em que se descreve academicamente a história da língua e se divaga sobre as ramificações da sociolinguística. O que se propõe é bem mais simples. Se calhar, até mais difícil: ajudar a resolver as dúvidas que se colocam ao comum dos lusofalantes, do ponto de vista da ortografia, da sintaxe ou da simples pronúncia. José Mário Costa, José Neves Henriques (1916-2008) · 9 de maio de 1997 · 2K
Controvérsias A incomunicação do Ciberdúvidas Em "A língua muda toda de 50 em 50 anos?", João Carreira Bom (JCB) destempera, em verdadeiro auto-de-fé que não lembraria ao Diabo. Parece que ficou melindrado por uma citação que eu fizera de Vasco Botelho de Amaral, antiga prata da casa e antepassado do Ciberdúvidas. Carlos Sousa Ferreira · 2 de maio de 1997 · 4K
Controvérsias Ainda sobre o bilião A controvérsia à volta da equivalência do bilião levou-nos a procurar estabelecer uma espécie de ponto da situação. No Brasil bilhão, no português europeu bilião têm, de facto, modernamente significado diferente do antigo. Quando eu andava no liceu (já lá vão 60 anos!), o termo queria dizer 'mil milhões' (1 000 000 000), como o francês milliard. Na Alemanha, Espanha e Inglaterra, o ter... F. V. Peixoto da Fonseca (1922-2010) · 2 de maio de 1997 · 8K
Controvérsias Aval, avais Segundo ensinam as boas gramáticas (que são pouquíssimas…), os nomes terminados em -al fazem o plural em -ais, excepto mal (pl. males, a moeda real (pl. réis) e cal, pois de acordo com alguns pode ter como plural cales e cais. Surge agora a dúvida quanto a aval. Embora Cândido de Figueiredo e a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira dêem o plural avales, julgamos tratar-se de francesismo desnecessário este plural (em francês é avals). F. V. Peixoto da Fonseca (1922-2010) · 2 de maio de 1997 · 14K
Controvérsias Aval, avales Como já aqui defendi (cf. Aval, in Respostas Anteriores), a palavra aval provém do francês "aval", cujo plural é "avals". Eis uma justificação, embora de não muito valor, para o plural avales. Nem todas as palavras terminadas em -al fazem o plural em -ais como é o caso, por exemplo, de mal, males. Entretanto, há mel, que, além do plural méis, possui também o plural meles. E fel faz no plural feles. O melhor é deixar, pois, passar o tempo, até que o uso escolha uma das formas: avales ou avais. José Neves Henriques (1916-2008) · 2 de maio de 1997 · 5K
Controvérsias Norma linguística, desvio e erro A questão da norma linguística associada à determinação do que deve ou não ser considerado erro é terreno movediço falho de um poder regulador. Alguns linguistas - quais visitantes alienígenas - fazem questão de se insurgir contra qualquer possível iniciativa reguladora, pretendendo que aqueles que tentam determinar o que é erro estão de costas voltadas para a «realidade dinâmica da língua» (que, aliás, nunca esclarecem em termos práticos), que se apropriam indevidamente de um poder que é de ... José António Fernandes Camelo · 30 de abril de 1997 · 15K
Controvérsias K, w e y não são portugueses Carlos Sousa Ferreira (cf. Ainda sobre black-out com ou sem hífen) contestou uma minha resposta, onde defendi que as letras k, w e y não pertencem ao nosso alfabeto. Vejamos: 1.a) Diz Rebelo Gonçalves no seu "Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa" que as tais vinte e três letras são «letras fundamentais». Se são fundamentais, as outras três (k, w e y) não pertencem ao fundamento da nossa grafia. Ficam, pois, à parte. José Neves Henriques (1916-2008) · 30 de abril de 1997 · 4K
Controvérsias A língua muda «toda» de 50 em 50 anos? O correspondente que assina Carlos Sousa Ferreira (CSF) começa por imputar a Ciberdúvidas uma afirmação inexistente: «Em inglês, não há "black-out" com hífen». Procure-se nas Respostas Anteriores! CSF delirou. Ou, então, está de má-fé. Animado pela energia da imaginação, CSF «ensina-nos» a diversidade da língua inglesa e, a seguir, tenta demonstrar que o reputado helenista e latinista Rebelo Gonçalves - só pelo facto de ter admitido a sua utilização em casos especiais - autorizou o ... João Carreira Bom · 18 de abril de 1997 · 5K
Controvérsias Ainda sobre black-out com ou sem hífen Isto são minidúvidas, mas não se pode dizer sem mais nem menos que em ingês não há black-out com hífen. Na realidade, o inglês, tal como o português, o espanhol, o francês, o alemão e o sueco (e, provavelmente, algumas outras que eu desconheço), são línguas que registam diversidade de grafias consoante as unidades geopolíticas que as utilizam. Ignoro a grafia australiana, sul-africana, etc. Mas sei que em inglês de Inglaterra, ao contrário do inglês norte-americano, é norma a utilização do hí... Carlos Sousa Ferreira · 18 de abril de 1997 · 5K
Controvérsias Proactivo e reactivo Muito agradecido pelas indicações sobre esses vocábulos. Na formação destas palavras, entram o prefixo pro- (movimento para diante, para a frente; em favor de) e o prefixo re- (movimento para trás). Daqui conclui-se o seguinte: O ser humano proactivo é o que age «para a frente» (pro-), isto é, olha e pensa acompanhando «para a frente» determinado acontecimento e dá a sua contribuição para esse acontecimento se desenrolar como se deseja. José Neves Henriques (1916-2008) · 16 de abril de 1997 · 4K