Pelourinho // Ortografia Sejam bem-vindos ao reino do «á» Já há pelo menos três anos que reparo que, nos postos de abastecimento da BP, surge, no pequeno visor do terminal portátil de pagamentos por multibanco, a seguinte mensagem, enquanto se espera pela conclusão da operação, depois de se marcar o código pessoal: «Seja bem-vindo "á" BP.» Ainda há dias, quando fui abastecer o meu veículo, reparei nesta incontornável frase. Ganhei coragem e resolvi ir mais longe — cronometrei o tempo de espera... Pedro Mateus · 14 de março de 2011 · 5K
Antologia «A doçura e harmonia da língua portuguesa…» Qualquer estrangeiro pode traduzir com facilidade e presteza na sua linguagem todo o pedaço de prosa dos nossos bons autores, visto ser a sintaxe da nossa língua mui natural e correcta, sem a imensidade das inversões que vemos nos outros idiomas antigos e modernos, circunstância que os faz de difícil acesso a quem neles pretende ser instruído, e obsta à sua propagação… Francisco Dias Gomes · 10 de março de 2011 · 5K
Pelourinho // Estrangeirismos My Bus porquê?! Os regressados autocarros de dois andares no Porto, 20 anos depois, levam o indicativo My Bus1. My Bus porquê?! Quem optou pelo nome em inglês – a empresa municipal de transportes colectivos da segunda cidade portuguesa – ter-se-á imaginado com a novel carreira noutro qualquer país que não Portugal? 1 Ver A origem da palavra bus José Mário Costa · 4 de março de 2011 · 3K
O nosso idioma // Português do Brasil vs português europeu A conjugação do verbo «premiar» no português europeu e do Brasil Gala SPA premia os melhores foi o título de uma notícia saída no jornal Metro, de 23 de Fevereiro de 2011, que dava conta dos prémios atribuídos pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) a criadores portugueses em diversas áreas: cinema, literatura, música... Paulo J. S. Barata · 3 de março de 2011 · 5K
Lusofonias // Política da língua Hino aos tradutores «Moderno é Lula discursar em português na Cimeira do Clima em Copenhaga. Moderno é Mourinho exibir orgulho ao receber em português o seu título mundial. Saloios, ultrapassados, são os “portugueses não-praticantes” que se inferiorizam e nos empurram para a irrelevância», escreve o deputado do CDS/PP em artigo publicado no jornal Público de 28/02/2011. José Ribeiro e Castro · 1 de março de 2011 · 5K
Antologia // Brasil O Sertanejo Falando 1. A fala a nível do sertanejo engana: as palavras dele vêm, como rebuçadas (palavras confeito, pílula), na glace de uma entonação lisa, de adocicada. Enquanto que sob ela, dura e endurece o caroço de pedra, a amêndoa pétrea, dessa árvore pedrenta (o sertanejo) incapaz de não se expressar em pedra.2. Daí porque o sertanejo fala pouco: as palavras de pedra ulceram a ... João Cabral de Melo Neto · 28 de fevereiro de 2011 · 6K
Pelourinho // Discurso Moderem o pretensês Acerca da linguagem relativa ao trânsito automóvel em Portugal, o escritor Miguel Esteves Cardoso critica a falta de economia e a artificialidade do "pretensês", ou seja, da pretensão de falar bem. Nas auto-estradas vem o aviso: «Com chuva/Modere velocidade.» Porque é que estes sinais não conseguem falar português? Português é a língua como se fala ou como se escreve, quando se quer ser entendido. Miguel Esteves Cardoso · 22 de fevereiro de 2011 · 5K
Controvérsias // O português e as patentes europeias O eurolusocídio «Consumou-se a primeira etapa de um “lusocídio” — a exclusão do português do regime europeu de patentes», escreve o deputado do CDS, e presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, em artigo publicado no diário Público [de 21/02/2011]. Sobre o mesmo tema, e o mesmo autor, vide O português pelo cano. Como chama o leitor a isto? e Requiem pela língua portuguesa. José Ribeiro e Castro · 22 de fevereiro de 2011 · 5K
O nosso idioma // Pragmática O que fazemos com a linguagem? Em artigo publicado no Diário de Notícias de 19/02/2011, Anselmo Borges, professor de Filosofia da Universidade de Coimbra, convida a reflectir sobre a relação da vertente pragmática da linguagem com a ética e a vida em sociedade. Lá está Ludwig Wittgenstein: a linguagem não serve apenas para descrever a realidade, usamo-la também para pedir um favor, para agradecer, para amaldiçoar, para saudar, para rezar... Anselmo Borges · 21 de fevereiro de 2011 · 4K
Pelourinho // Ortografia «A moção pertença...» ou «a pretensa moção ...»? A versão online do Diário Económico (de 18/02/2011), na notícia Ministério do Trabalho em risco de extinção, apresenta a seguinte frase: «O Bloco de Esquerda organiza uma pantomina em torno de uma pertença moção de censura ao Governo do PS […]» Paulo J. S. Barata · 21 de fevereiro de 2011 · 2K