Pelourinho // Tempos e modos verbais Embora + indicativo (?!) Tenho reparado que começa a ser preocupantemente corriqueira, na língua portuguesa, a utilização de conjunções e locuções subordinativas concessivas — como embora, ainda que, mesmo que — com o modo verbal indicativo, e não com o conjuntivo, como o seu uso, na maior parte das vezes, exige. Para provar o que acabo de referir, aqui transcrevo dois exemplos recentes da autoria de dois jornalistas bastante conhecidos e de quem tenho, aliás, a melhor opinião. Pedro Mateus · 20 de fevereiro de 2011 · 9K
Controvérsias // O português e as patentes europeias Requiem pela língua portuguesa «Não pode haver uma “1.ª divisão de línguas” europeias sem o português, a terceira língua europeia global», escreve o deputado do CDS José Ribeiro e Castro, em artigo publicado no semanário Expresso de 19/02/2011, a propósito da imposição, apenas, do inglês, do francês e do alemão no regime europeu das patentes. José Ribeiro e Castro · 20 de fevereiro de 2011 · 6K
Controvérsias // O português e as patentes europeias O português pelo cano. Como chama o leitor a isto? Artigo publicado no jornal i de 14 de Fevereiro de 2011, onde se critica o papel do Governo português na questão do regime linguístico das patentes, na União Europeia. José Ribeiro e Castro · 20 de fevereiro de 2011 · 5K
Pelourinho // Tradução Algaraviadas ininteligíveis Uma notícia publicada no caderno Economia do Expresso (n.º 1998, de 12 de Fevereiro de 2011) aborda a questão dos rótulos e instruções que constam nos produtos de origem chinesa comercializados em Portugal, dando alguns exemplos grosseiramente caricatos. Assim, numa lanterna pode ler-se: Paulo J. S. Barata · 15 de fevereiro de 2011 · 4K
Pelourinho // Estrangeirismos Em inglês nos (des)entendemos?! Pode-se até aceitar que empresas multinacionais estabelecidas em Portugal, empresas estrangeiras a operar em Portugal ou empresas portuguesas a operar no estrangeiro, que recrutem em Portugal quadros para trabalhar maioritariamente em/com mercados externos, coloquem anúncios de emprego bilingues, em inglês/português! Mas fará algum sentido que, em Portugal, num jornal português, dirigido sobretudo a portugueses, se redijam anúncios de emprego exclusivamente em inglês?! Ou se redijam em portug... Paulo J. S. Barata · 4 de fevereiro de 2011 · 5K
O nosso idioma // Neologismos Tabletes, pranchetas ou lousas? O desenvolvimento da tecnologia é, como se sabe, um duplo desafio para a língua portuguesa, porque, além da fidelidade idiomática pedida pela criação de um novo termo, impõe-se também fazer frente à pressão das línguas em que essa vanguarda tecnológica encontra expressão. São, por isso, de assinalar os esforços que, de modo institucionalizado ou como espontâneas reacções, têm levado a substituir o jargão informático anglo-saxónico por formas mais de acordo com as estruturas fonológica e morfo... Carlos Rocha · 3 de fevereiro de 2011 · 6K
O nosso idioma Quanto vale a língua portuguesa? «Se a pujança do português permite a criação de obras literárias em países de todos os continentes, como não se considerar esta língua como uma riqueza dos que a falam?», pergunta — e responde — a presidente do ILTEC, em artigo publicado no semanário Expresso de 29 de Janeiro de 2011. Maria Helena Mira Mateus · 1 de fevereiro de 2011 · 6K
O nosso idioma O tuteio da Media Markt: Lutamos por ti! Lutamos por ti! Cumulativamente com o Eu é que não sou parvo, a cadeia de lojas Media Markt, a maior empresa europeia daquilo que se designa por electrónica de consumo, tem agora o slogan: Lutamos por ti! Constatei isso numa recente visita a... Paulo J. S. Barata · 28 de janeiro de 2011 · 2K
O nosso idioma // Neologismos Já se “focalizou” no português que anda a falar? «O novo português não precisa de se concentrar — precisa de se “focalizar”. Não tem de ser resistente — tem de ser “resiliente”. Não imprime um texto — “printa”. E não tem esperança — tem “ilusão”.» Artigo sobre os mais recentes modismos do português escrito e falado nos media portugueses, publicado no Público de 26 de Janeiro de 2011, que aqui se reproduz na íntegra, com a devida vénia ao autor e ao seu jornal. João Bonifácio · 26 de janeiro de 2011 · 8K
Antologia Quando d´amor se pode humanamente Quando d'amor se pode humanamenteSentir, tu o sentes; ou cantar, tu o cantas,Salício1: e em-quanto a doce voz levantas.Tudo arde em fogo, em tudo amor se sente. Só Flérida2, e Amor a ela obediente,Ao vivo fogo teu, lágrimas tantas,Aos grandes versos com que o Mundo espantas,Olhos e ouvidos cerram cruelmente… Por ventura que em-quanto à estrangeiraLíngua entregas teus doces acentosNão é tua voz com tanto efeito ou... António Ferreira · 20 de janeiro de 2011 · 5K