O nosso idioma // O português em Angola "Anormalias" anómalas Crónica do autor sobre a deturpação da palavra anomalia, colhida numa irritação provocada no caótico trânsito da cidade de Luanda, [Publicada na coluna "Professor Ferrão" do semanário luandense Nova Gazeta de 15 de julho de 2015, à volta dos usos do português em Angola e com o título "Vejo muitas "Anormalias""] Edno Pimentel · 17 de julho de 2015 · 4K
O nosso idioma // Expressões idiomáticas, frases feitas As muitas formas de dizer adeus Um artigo do linguista brasileiro Aldo Bizzocchi, publicado em 29/06/2015, no blogue associado à edição em linha da revista Língua Portuguesa, no qual o autor confronta as fórmulas de despedida em português com as de outros idiomas: «as fórmulas de despedida sempre contêm algo de esperançoso: o desejo do reencontro, o de que quem parte o faça em paz e o de que Deus guie os passos do viajante.» Aldo Bizzocchi · 15 de julho de 2015 · 38K
O nosso idioma Ditosa língua «O português carregará ainda alguma febre imperial no corpo e é natural que desconfiem dele. Mas acontece que a repressão é mecânica e a língua é biológica. Se chega às terras de outros povos na bagagem do colonizador, em breve sai e se desnuda e se alimenta, e adormece e procria. As armaduras ficam no chão, enferrujadas, podres. A formação orgânica progride.» [texto lido pela escritora portuguesa Hélia Correia na entrega do Prémio Camões que lhe foi atribuído por unanimidade do júri, para o presente ano de 2015, no qual confessa a sua «paixão pela língua portuguesa [que] cega não será, superlativa muito menos [, mas] rica, porque vem das boas famílias dos antigos e o que recebeu multiplicou». A cerimónia realizou-se em Lisboa, no dia 7 p.p., e o texto, lido na altura, transcrevemo-lo do jornal “Público”.] Hélia Correia · 11 de julho de 2015 · 4K
O nosso idioma // O português em Angola Um cubico sem aspas «Todos naquele cubico são mbora boa gente*. E muitos sabem disso. Podiam andar sem aspas, mas parece que ainda não chegou o tempo. Gírias e calões só na informalidade. Na escola e no trabalho são, por recomendação, evitados. O que me alegra é saber que pelo menos têm terra e são angolanos.» Assim se refere Edno Pimentel à gíria luandense, que integra um sem-número de palavras de origem banta (do quimbundo e do chócue), contribuindo para definir cada vez mais a identidade do português falado em Angola. Crónica publicada no semanário Nova Gazeta, em 9 de julho de 2015. * Para os significados de cubico e mbora, consultar o glossário associado ao texto integral. Edno Pimentel · 10 de julho de 2015 · 9K
O nosso idioma // Expressões idiomáticas, frases feitas A saudação «Boas!» Crónica do escritor português Miguel Esteves Cardoso sobre uma fórmula de saudação que está a disseminar-se coloquialmente, no português de Portugal. Transcrição da sua coluna no jornal Público, em 9 de julho de 2015. Miguel Esteves Cardoso · 10 de julho de 2015 · 53K
Pelourinho // Mau uso da língua no espaço público O fantasma dos “biliões” na economia angolana Aqui há dias, juntou-se à grelha de programas da TPA um “Especial Informação” e, como se previa, os fantasmas voltaram à acção. A princípio, o debate parecia muito monótono, dava tempo para tirar água às azeitonas, pois nada se perdia. Era fatídico, até mesmo para os olhos, assistir àquele painel de blá-blá-blá... Lénio Gomes António · 8 de julho de 2015 · 4K
Pelourinho A escorregadela no “explôda” «(…) O que é que esta Europa pretende, se pretende que tudo isto explôda, pode ser… Ou então encontrar uma solução para que a Grécia possa estar num quadro mais fácil.» António Esteves Martins, correspondente da RTP, em Bruxelas, Telejornal da RTP, 5/07/2015 José Mário Costa · 6 de julho de 2015 · 2K
O nosso idioma // Emprego do hífen O uso do hífen segundo o Acordo Ortográfico «De uso controvertido desde sempre, o emprego do hífen, mesmo com as novas regras definidas pelo recente Acordo Ortográfico, continua criando dificuldades para a compreensão do usuário da língua portuguesa», começa por recordar o autor, nesta excelente sistematização que elaborou, com data de 2008, sobre o que mudou – ou não – com a nova reforma do português escrito, nesta área tradicionalmente problemática, dada a dispersão e incoerência nalguns casos de critérios da norma até aqui em vigor. As regras que prevaleceram e/ou foram mais bem clarificadas – ou não, também... – é o que aqui ele enuncia, com a exposição dividida em duas partes, sob os seguintes subtítulos: «(1) Usa-se o hífen; e (2) Não se usa o hífen.» Em cada tópico acrescentaram-se exemplos e, também, observações consideradas necessárias pelo autor ao esclarecimento de cada um deles. Segue, na íntegra, com a devida vénia ao professor Roberto Sarmento Lima. (...) Roberto Sarmento Lima · 6 de julho de 2015 · 334K
O nosso idioma // O português em Angola «Alfabetização com "aderência" positiva» Um erro muito comum, a confusão entre adesão e aderência, cometido desta feita por quem mais obrigação tinha de evitar "misturas" de dois nomes formados a partir do mesmo verbo, aderir. «São, ambos, filhos da mesma mãe, vivem juntos, mas são diferentes», lembra-se nesta crónica sobre o português em Angola, transcrita do semanário Nova Gazeta, de 2 de julho de 2015. Edno Pimentel · 2 de julho de 2015 · 3K
Controvérsias // O português e as patentes europeias Estamos à altura da língua que temos? Um teste muito simples Artigo-reflexão da autoria do deputado português José Ribeiro e Castro e publicado no Diário de Notícias, em 31/05/2015, sobre «o último acto de um dossiê deplorável». Trata-se da aprovação, em 10/04/2015, pelo parlamento português, do Acordo relativo ao Tribunal Unificado de Patentes, que impõe o uso do inglês, do francês e do alemão ao regime europeu de patentes, excluindo outras línguas, entre elas, o português. José Ribeiro e Castro · 1 de julho de 2015 · 4K