O nosso idioma // O português em Angola «Alfabetização com "aderência" positiva» Um erro muito comum, a confusão entre adesão e aderência, cometido desta feita por quem mais obrigação tinha de evitar "misturas" de dois nomes formados a partir do mesmo verbo, aderir. «São, ambos, filhos da mesma mãe, vivem juntos, mas são diferentes», lembra-se nesta crónica sobre o português em Angola, transcrita do semanário Nova Gazeta, de 2 de julho de 2015. Edno Pimentel · 2 de julho de 2015 · 3K
Controvérsias // O português e as patentes europeias Estamos à altura da língua que temos? Um teste muito simples Artigo-reflexão da autoria do deputado português José Ribeiro e Castro e publicado no Diário de Notícias, em 31/05/2015, sobre «o último acto de um dossiê deplorável». Trata-se da aprovação, em 10/04/2015, pelo parlamento português, do Acordo relativo ao Tribunal Unificado de Patentes, que impõe o uso do inglês, do francês e do alemão ao regime europeu de patentes, excluindo outras línguas, entre elas, o português. José Ribeiro e Castro · 1 de julho de 2015 · 3K
O nosso idioma // Curiosidades O que era o machimbombo da Estrela Machimbombo é uma palavra portuguesa que significa elevador mecânico, mas que caiu totalmente em desuso em Portugal – mas, como se refere nesta anterior resposta, de uso corrente em Angola e em Moçambique. O que se transcreve em baixo é a história – e a morte – do antecessor do emblemático elétrico 28 de Lisboa, conforme notícia da revista Ilustração Portuguesa n.º 386, em 17 de julho de 1913. Chamava-se, então, "machimbombo da Estrela". E, do que dela pelo menos parece legítimo concluir, é a comprovação de que a palavra machimbombo, provinda do inglês machine pump, já se usava em Portugal no início do século XX. 29 de junho de 2015 · 11K
O nosso idioma // Pontuação A vírgula em 4 regras simples «A vírgula é um dos elementos que causam mais confusão na língua portuguesa. Pouca gente sabe ao certo onde deve e onde não deve usá-la. O motivo disso é bem simples: sempre nos ensinaram do jeito errado!», começa por lembrar o professor brasileiro André Gazola nesta sua explicação disponível na página Português? É Fácil! – que, com a devida vénia, transcrevemos a seguir, como mais um apontamento sobre o (bom) uso da vírgula e da pontuação em geral [ver Textos Relacionados, ao lado]. Acrescentando, de seguida: «Você deve lembrar da sua professora falando coisas como “a vírgula é usada para indicar pausa”, “prestem atenção em como vocês falam, quando tiver pausa, usem vírgula”. Isso é besteira, pois cada um de nós fala de um jeito diferente, usa pausas diferentes e, basicamente, decide como quer falar. Mas não podemos simplesmente decidir onde vai e onde não vai vírgula. Ela tem poder demais para ser arbitrária. Quer ver o poder da vírgula? Assista [a este] vídeo [em baixo]*.» * O vídeo e o texto que assinalaram os 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) já o tínhamos disponibilizado nesta mesma rubrica, aqui. André Gazola · 28 de junho de 2015 · 719K
O nosso idioma // Léxico Demasiado lampeiros para serem sérios A crónica – como é habitual no autor, na coluna que assina semanalmente no jornal Público [20/06/2015] – é eminentemente política, versando a atualidade portuguesa. A sua transcrição, aqui no Ciberdúvidas, justifica-se pela reflexão que traz sobre o (mau) uso da língua, com «um vocabulário cada vez mais restrito e estereotipado», mas também sobre o que se vai ouvindo e escrevendo em sentido contrário. É o caso dos verbos «tresvaliar» e «surdir». E que dizer dos ora tão mediáticos «lampeiro» , «bombar», «mito urbano» e «zona de conforto»? José Pacheco Pereira · 24 de junho de 2015 · 4K
Pelourinho «"Crise humanitária" causada pelo ébola» (?!) Desta vez, os fantasmas açularam e assolaram a redacção do Jornal de Angola (JA)1. Saiu à estampa a agenda da cimeira de chefes de Estado africanos decorrida nos dias 13 e 16 p.p, em Joanesburgo. Analisou-se, segundo o JA, a questão da «crise humanitária» causada pelo Ébola. Talvez quisessem escrever «crise demográfica». Nenhuma crise é humanitária (humanitário/a = em prol da humanidade). 1 Incorreção também na revista Visão Ler mais aqui. N.E. (agosto de 2021) — A confusão no emprego de ambos os adjetivos voltou a ser recorrente com o regresso a poder dos talibãs no Afeganistão e o cenário subsequente em matéria dos direitos das mulheres, nomeadamente. Erradamente, por exemplo, quando se refere que a ONU alerta para crise humanitária no Afeganistão e certo quando se escreve "Tragédia Humana iminente" no Afeganistão, ou no caso do acolhimento de refugiadas afegãs: Empresas portuguesas que querem contratar afegãs dizem que vai ser aberto corredor humanitário. Lénio Gomes António · 24 de junho de 2015 · 3K
O nosso idioma // Léxico Com respeito às palavras «Se procurar um modo de dizer exacto, brutal, limpo, em que a palavra perca os seus ademanes de palácio, não acharei em “exaustão” o termo certo. Ninguém caminhou tanto que se sinta quase a morrer por desidratação. No “país de poetas”, caímos automaticamente numa coloração vocabular que muito raramente dá bons textos», escreve neste ensaio, publicado no jornal Público de 17 de janeiro de 2014, a escritora portuguesa Hélia Correia, vencedora (por unanimidade) do Prémio Camões 2015. Trata-se de um olhar acerado sobre o discurso dominante, e das suas políticas, hoje na Europa – e, em particular, em Portugal, tão acriticamente reproduzido nos media nacionais. Por exemplo, quando se fala nas «gorduras do Estado», fala-se de quê? Neste «vocabulário esmaecido» dos «novéis cultores da ficção», como passaram a ser usadas na sua «narrativa» as palavras «austeridade», «escrutínio» ou «manifestar»? E que dizer da palavra «indignação», que «deu a volta por dentro de si mesma para contrariar o seu significado»? [O texto na integra, a seguir, com a devida vénia à autora e ao Público.] Hélia Correia · 22 de junho de 2015 · 5K
O nosso idioma // O português em Angola O susto de Talapaxi A (não) uniformização da grafia das palavras de origem africana entradas no português em Angola abordada nesta crónica do jornalista e professor Edno Pimentel, publicada no semanário luandense Nova Gazeta do dia 18/06/2015. Um tema polémico em Angola, como damos nota nalguns textos relacionados, ao lado. Edno Pimentel · 18 de junho de 2015 · 3K
O nosso idioma Encontros e despedidas no português de Portugal «Passou bem?» e «passe bem» são, com certeza, a mais simples salvação em Portugal, como escreve o escritor e cronista Miguel Esteves Cardoso, em crónica que transcrevemos com a devida vénia do jornal Público, do dia 15/06/2015. Miguel Esteves Cardoso · 15 de junho de 2015 · 21K
Pelourinho Um tropeção na "metereologia" ainda mais macroscópico «Vamos entrar de fim-de-semana e, ao que diz a metereologia, o tempo não deverá estar de praia. Por isso, e porque tinha uma farta colheita, seleccionei para hoje um conjunto de textos mais longos, mais intemporais, mas também mais próprios de uma leitura ora relaxada, ora útil, ora mais reflexiva. (...)» José Manuel Fernandes, no boletim informativo que redige e envia por correio eletrónico com as atualizações diárias do jornal digital Observador, de 12/06/2015 José Mário Costa · 14 de junho de 2015 · 3K