«Nos últimos anos, este mar azul, de águas muito salinas e temperaturas amenas, tem sido notícia não pela geografia física, mas pela geografia humana. Em rigor, desumana.»
«Nos últimos anos, este mar azul, de águas muito salinas e temperaturas amenas, tem sido notícia não pela geografia física, mas pela geografia humana. Em rigor, desumana.»
Deve ter sido para fazer toda a diferença com Cristiano Ronaldo, o "capitão" da equipa das quinas, que faz questão, sempre, de falar em português... mesmo quando comemora as suas vitórias e prémios alcançados pelo Real Madrid...
«Um dia destes ia numa estrada – escreve a jornalista Ana Sousa Dias, em crónica publicada no "Diário de Notícias" de 9 de junho de 2018 – e, de súbito, a voz de veludo que me indicava a rota – "a 500 metros, saia para a estrada" tal e tal – e que era de uma mulher brasileira, desapareceu dramaticamente e foi substituída por outra que desatou a dar-me ordens em castelhano. Palavras ditas com rapidez, sem misericórdia, sem a paciência (um pouco condescendente mas com alguma dança) da outra que tanto me tem feito rir ao pronunciar "cácem" em vez de Cacém, "márechal" em vez de Marechal. Já me apeguei a ela, por isso não procuro a tecla da voz portuguesa. Deve ser fácil mas escusam de tentar ensinar-me. Os acentos tónicos fora do sítio são uma bênção no meio do trânsito.»
«A história do "conto de réis do Manuel Vigário" passou, abreviada, para a imortalidade quotidiana, esquecida já da sua origem. (...)»
«Há cada vez mais pessoas a falar português. Pelo menos é o que nos dizem os números: 261 milhões agora, 520 milhões em 2100. Mas há só um português, ou vários? E do que falamos quando falamos de falantes?»
[artigo da autora, transcrito da página do programa Fronteiras XXI, transmitido na RTP 3, dia 6 de junho de 2018]
Se têm tradução em português, porquê counsel e «corporate services providers»?
Novo texto da Sandra Duarte Tavares na sua colaboração mensal na edição digital da revista Visão de 7/05/2018 sobre 10 questões "traiçoeiras "do falante menos avisado.
Um passeio pela toponímia de Portugal leva-nos à Rua Atlântida, ao Largo da Cerveja, a Sá Carneiro, a Cunhal e a Salazar, em Lisboa. O à Canada do Ceguinho, em Ponta Delgada, à Praceta Karl Marx, na Baixa da Banheira, ou ao Jardim do Bacalhau, em Chaves e também em Beja. Fora os topónimos culturais, os religiosos, os militares e os de cidades e países estrangeiros. Mas há também os antropónimos e designações relacionados com os Descobrimentos: Bartolomeu Dias, Pedro Álvares Cabral, Diogo Cão e Gonçalves Zarco, Boa Esperança, Navegantes, Descobertas, Caravelas e Naus. Etc. etc., etc. São ao todo 276 mil artérias com 82 mil nomes distintos no país analisados à lupa neste trabalho de Rui Passos Rocha, com com ilustações de Maria Gralheiro, publicado no jornal digital Observador, no dia 21 de abril de 2018, com o título, no original, "De Cunhal a Salazar. Há ideologia nos nomes das ruas de Portugal (e muito mais)".
Sobre o filósofo muçulmano Al Farabi (872-945), de cujo nome derivou o termo termo afarrabista – sebo no Brasil – neste texto do historiador e político português Rui Tavares, que se transcreve a seguir na integra do jornal "Público" de 2 de março de 2018.
Palavras simples, frases curtas, simplicidade, clareza e poder de síntese são as regras básicas para nos fazermos entender... «tudo à primeira» – como recomenda Sandra Duarte Tavares neste texto transcrito da edição digita da revista Visão do dia 11/04/2018.
Este é um espaço de esclarecimento, informação, debate e promoção da língua portuguesa, numa perspetiva de afirmação dos valores culturais dos oito países de língua oficial portuguesa, fundado em 1997. Na diversidade de todos, o mesmo mar por onde navegamos e nos reconhecemos.
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