Neologia da crise
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Neologia da crise
1. No Pelourinho, Paulo J. S. Barata comenta a estranha formação de "greciarizar" (em vez de grecizar), neologismo efémero mas bem elucidativo destes tempos de crise em Portugal.2. «A língua portuguesa é, sem dúvida alguma, uma língua particularmente harmoniosa e musical» — disse Alberto d´Oliveira (1876-1940), escritor e poeta português, num texto divulgado na rubrica Antologia.3. Assinale-se a publicação de um novo número da Revista Lusófona da Educação (Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias), que conta...
Irregularidades linguísticas
1. Porque se debatem os falantes portugueses com dúvidas sobre a pronúncia das vogais em sílabas átonas, enquanto quem fala português brasileiro nem sonha com tais perplexidades? A explicação tem que ver com numerosas excepções à regra do vocalismo átono do português europeu, muitas delas só aprendidas durante o processo de escolarização, assim se entendendo, por exemplo, que colite não se pronuncie "culite", mas, sim, "còlite", com ó aberto. A fonética e a fonologia são, portanto, um tema em foco nas novas respostas do...
Uma língua na moda
1. Na China, a professora brasileira Tarsila Borges diz que o português «virou moda», entre outras razões, porque, ao contrário do italiano ou do alemão, é uma língua falada em vários continentes e ganhou projecção em consequência da pertença do Brasil ao grupo dos países de economias emergentes (o chamado BRIC). Pormenores sobre a experiência desta docente em terras do Império do Meio numa peça da Agência Lusa.2. Léxico, sintaxe, ortografia, versificação preenchem a actualização do consultório. Uma selecção de...
O ensino do português já não é o que era
O ensino do português — e das línguas vivas em geral — já não cabe só na relação interpessoal que decorre dentro de portas de uma sala de aula. As plataformas informáticas, o iPad, o iPhone e o iPod não alteraram apenas o suporte da transmissão de saber, mas modelaram irreversivelmente a relação tutor-aprendente.Falamos de uma miríade de sítios, desde os mais ou menos avulsos, como o Só Português, até aos internacionais, como o Babbel, aos produzidos por grupos editoriais, como o Plataforma 20, e aos ligados às instituições...
Uma decisão no mínimo espúria do Instituto Camões
I. Estranha notícia esta: o Instituto Camões optou pelas ferramentas linguísticas de uma empresa comercial para a aplicação do Acordo Ortográfico, seja na sua sede em Lisboa, seja nas respectivas delegações e leitorados pelo mundo fora.Estranha-se, de facto: 1) Para que serviu então o largo investimento do Estado português, através do financiamento do Fundo da Língua Portuguesa, para o desenvolvimento — e sua disponibilização gratuita, via Portal da Língua — do Vocabulário Ortográfico do Português ( VOP) e do...
Revisitar o superlativo
Uma das formas de superlativo absoluto sintético do adjectivo pobre é paupérrimo, mas o de ocre é ocríssimo, e não "oquérrimo" nem "ocrérrimo". Este é um dos temas abordados nas novas respostas em linha, pelas quais também se fica a saber da existência de várias cidades chamadas Filadélfia sem gentílicos coincidentes: filadelfiano, filadelfeno, filadefiense, filadelfense. Dúvidas sobre etimologia, pontuação, semântica, género gramatical e expressões idiomáticas preenchem ainda a actualização deste dia (não esquecer...
A pronúncia dos erres
1. Engana-se quem pensa não haver hesitação na maneira de pronunciar a consoante que ocorre seis vezes no conhecido trava-línguas «o rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia»: uma nova resposta do consultório assinala a variação regional e geracional entre os popularmente chamados "r gutural" e "r rolado". Mas outros tópicos são tratados na actualização neste dia, salientando-se a sintaxe, entre dúvidas sobre morfologia, léxico, semântica e versificação.2. Lembramos que o Ciberdúvidas está também no Facebook, com uma...
Uma Europa que subalterniza o português
1. Na rubrica Controvérsias, é divulgado mais um texto do deputado português José Ribeiro e Castro, que prossegue a polémica sobre a subalternidade da língua portuguesa no sistema linguístico de patentes da União Europeia.2. As novas respostas do consultório têm como temas principais as classes de palavras, a semântica lexical, a sintaxe e a ortografia. Uma selecção das actualizações diárias do Ciberdúvidas encontra-se também disponível no Facebook....
Compreender uma língua sem nunca a ter estudado: é isso possível?
Os relatos de contactos interlinguísticos fazem parte inerente da identidade portuguesa e despontam em relatos de várias épocas, incluindo a contemporânea:«A aldeia inteira insistiu em carregar os nossos sacos e material até às instalações que nos tinham reservado. Por pouco não nos levaram ao colo, também. Enquanto caminhávamos, fomos todo o tempo à conversa com os anfitriões: eles falavam no dialecto deles e nós respondíamos em português de Campo de Ourique. Foi sempre, ao longo de sete dias, uma conversa civilizada, pacata...
Léxico e política da língua
1. Perante a(s) realidade(s) de oito países de língua oficial portuguesa, poder-se-á falar de uma única política da língua, esquecendo as particularidades dos universos linguísticos e culturais de alguns deles, em que o português convive com o(s) crioulo(s) e com outras línguas nativas, igualmente importantes para os seus falantes? Propensa a reflexão, a controvérsias e a troca de opiniões, a política da língua será tema da emissão de Língua de Todos (de sexta-feira, dia 25 de Março, às 13h15*, na RDP África; com repetição no dia...
