Anglicismos do nosso descontentamento
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Anglicismos do nosso descontentamento
1. Sectores da opinião pública em língua portuguesa continuam a manifestar-se contra a intensificação do uso irreflectido ou desnecessário dos anglicismos e outros estrangeirismos. A propósito deste descontentamento, chamamos a atenção para um artigo publicado no jornal brasileiro O Estado de S. Paulo, da autoria do professor universitário Roberto Macedo, no qual se propõe mais uma alternativa vernácula à palavra inglesa bullying. Sobre este assunto sugerimos também a leitura de: Rufias, xícaras e búlis e outras faltas de...
Prescrição e descrição linguística: dois mundos, duas órbitas
1. É abundante a bibliografia sobre norma e uso no âmbito dos estudos linguísticos. Várias obras e artigos de divulgação sobre este tema, de extensão e validade variáveis, são facilmente acessíveis.Destacamos hoje um artigo de imprensa, da linguista Clarisse Assalim (Centro Universitário da Fundação Santo André), motivado ainda pelo rescaldo da polémica em torno da edição, no Brasil, do manual escolar Por Uma Vida Melhor. A clareza, a brevidade e a incisividade justificam-no: «Você já ouviu um biólogo dizer que uma maçã está...
Esta língua que nos une e o Prémio Camões 2011 nos programas Língua de Todos e Páginas de Português
O colóquio-debate Esta língua que nos une, promovido pela RDP África, que assinalou o Dia de África deste ano, é o tema central do programa Língua de Todos de sexta-feira, dia 3 de Junho (às 13h15*, na RDP África; com repetição no dia seguinte, às 9h15*). Na emissão de Páginas de Português de domingo, 5 de Junho (às 17h00, na Antena 2), uma conversa com a professora Maria Alzira Seixo, sobre a obra de Manuel António Pina, Prémio Camões 2011. E qual é o plural de eleitor-fantasma: “eleitores-fantasmas", ou "eleitores-fantasma"? E, por...
Uma norma culta sem preconceitos?
1. Ainda a propósito da polémica em torno do ensino do português no Brasil, assinale-se a posição do escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro, manifestada num texto intitulado Observações de um usuário, onde diz: «[A] norma culta não tem nada de elitista, é ou devia ser patrimônio e orgulho comuns a todos. Elitismo é deixá-la ao alcance de poucos, como tem sido nossa política.»
2. A par de dúvidas sobre léxico, sintaxe e ortografia, a questão da pronúncia de palavras como rio, frio e tio volta a ser tratada nas...
Português moçambicano
1. Em Moçambique, desenvolve-se uma nova variedade de português, com características fónicas e sintácticas próprias. Na Montra de Livros, justamente para quem se interessa pelo processo de transformação de uma língua colonial em língua materna, apresenta-se A Génese do Português de Moçambique, um livro de Perpétua Gonçalves, investigadora e docente na Universidade Eduardo Mondlane (Maputo).2. A língua inglesa é estimável, mas a sua hegemonia como veículo da ciência, da tecnologia e da moda satura com anglicismos os textos...
Trabalhar em português
1. Paulatinamente, o português parece alcançar o lugar que merece nas organizações internacionais, como é o caso da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), que lhe conferiu recentemente o estatuto de língua de trabalho. O brasileiro Divino Moura, vice-presidente da OMM, explica que essa atribuição resulta de meios financeiros comparticipados: «Nós conseguimos juntar contribuições de Angola, China (Macau), Brasil, Portugal e da própria Suíça, constituindo um fundo para poder pagar, por exemplo, intérpretes para o...
Norma culta: uma questão de tudo ou nada?
1. A jusante da recente polémica gerada no Brasil em torno de "os livro", e concordâncias similares, presentes no livro escolar Por Uma Vida Melhor, Sírio Possenti, no seu espaço regular do Terra Magazine, desenha a caricatura da pseudo-investigação feita pelos media sempre a campear em questões de língua e usos linguísticos. Um texto, simplesmente, sarcástico.2. Mas, ainda: aceitando que só a norma culta é válida, como explicar a dicionarização de bitaite, por exemplo?3. Défice, juros, rating, dívida, mercados,...
Ruptura, rutura ou rotura?
Com o novo Acordo Ortográfico, caem as consoantes mudas no interior das palavras, como em ruptura. Mas, havendo já a variante (dicionarizada) rotura, como vamos passar a escrever: rutura, ou rotura? Ou ambas, como até aqui? O esclarecimento destas dúvidas pode ser ouvido no programa Língua de Todos de sexta-feira, 27 de Maio (às 13h15*, na RDP África; com repetição no dia seguinte, às 9h15*). Para além destas, duas outras questões são objecto de resposta: as formas-padrão para as citações de artigos ou referências a...
A união faz a língua
1. Esta Língua que nos Une é o título do 5.º Seminário Internacional RDP África, que se realiza em 26 de Maio, pelas 18h00, no Auditório Agostinho da Silva da Universidade Lusófona, em Lisboa. Este evento tem por oradores convidados o vice-presidente do Instituto Camões, Mário Filipe, do linguista moçambicano Gregório Firmino, da Universidade Eduardo Mondlane, e de Margarita Correia, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e vice-presidente do ILTEC. De referir ainda que a sessão, com entrada livre, está também...
Mas, afinal, o que é a norma?
1. Do Brasil, continuam a chegar ecos da polémica suscitada pelo lançamento de um livro para alfabetização de adultos. Quem defende a obra assinala que o chamado «falar errado» é um sistema coerente, mais acessível do que a «norma culta», para apoiar o processo de aprendizagem da palavra escrita. Mas, afinal, o que é a norma? Quem a fixa? Para reflectir sobre este tema, propomos a leitura de um texto de Ivo Castro, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, bem como das seguintes respostas em...
