Portugal e Brasil com vocabulário comum em julho de 2012
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Portugal e Brasil com vocabulário comum em julho de 2012
1. A garantia foi dada pelo diretor executivo do Instituto Internacional da Língua (IILP), Gilvan Müller de Oliveira, em declarações ao semanário Sol: Portugal e Brasil vão dispor de um vocabulário ortográfico comum aos dois países, em julho de 2012. «Vai ser um momento histórico», acentua o linguista brasileiro, lembrando que «desde 1911 [ano da primeira reforma da escrita do português], altura em que houve uma rutura linguística, (…) Portugal e Brasil não partilhavam de um vocabulário». Gilvan Müller de...
Comungar de um léxico comum
Lexicógrafos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) encontram-se reunidos em Cabo Verde para definir a metodologia destinada a fundir os dois vocabulários, que já existem em Portugal e no Brasil, num só, partindo de uma base informática comum e usando critérios uniformes de incorporação das palavras....
Professor-autor: um conceito (muito) necessário
O sítio brasileiro educacao.pe.gov.br/oje abriu o concurso Professor-Autor que visa estimular a criação de materiais e projetos inovadores no seio da comunidade de professores — de português e de outras áreas de ensino. Cada professor pode submeter até quarenta projetos. Mas, mais do que um concurso, há a consolidação de um conceito: o do próprio professor-autor: aquele que, em face de um grupo de alunos específico e em condições específicas, não se limita a servir de canal de transmissão para planos e materiais produzidos por...
Para um multilinguismo real, um apoio virtual
Poliglotti4.eu é a nova plataforma, financiada pela União Europeia, cujo objetivo primordial é aumentar o número de cidadãos multilingues no espaço europeu. As áreas de trabalho desenvolvido são, por isso, a educação, a tradução, a terminologia e a política de língua....
Consultório pró-ativo
Deixamos, neste dia, como sugestão de leitura, a indicação de um artigo que, ao figurar neste consultório, é já resposta às perguntas «Qual a origem de entrevado?», «E a de labrugem?», «E a de relento?». Trata-se de um texto, já antigo, de Joseph M. Piel, que não apenas nos poupa o trabalho de responder a estas perguntas, quando/se elas aparecerem, mas que também, e antes de mais, é um modelo de abordagem rigorosa das questões da língua....
Escola, norma e variação
Qual o papel da escola no ensino de uma língua com acentuada variação, como é o caso do português no Brasil? Poderá o professor cingir-se apenas à(s) norma(s) culta(s)? Sugerimos a este propósito a leitura do artigo O ensino da variação em sala de aula, de José Sérgio Moura, da Universidade Estadual de Alagoas.
Independente das opções tomadas a este nível, é dado como certo que o aluno tem de dominar também, em pleno, a língua padrão, domínio esse que em larga medida se desenvolve através da gestão de programas de leitura...
Linguística e linguísticas
Para o grande público, a linguística continua a ser uma bela desconhecida, sobretudo se falamos de investigação fundamental. Quando, porém, saltam para as páginas dos jornais aplicações dessa investigação a áreas como o direito e a criminologia, eis que alguma curiosidade desponta. É o caso da recente notícia sobre o "rapaz da floresta", um adolescente que diz ter vivido cinco anos numa floresta no Sul da Alemanha. Um dos instrumentos principais de averiguação da veracidade da sua história e das suas origens geográficas é a...
Falantes de português em Timor: quantos são?
Um coisa é certa: o número real de falantes de português em Timor-Leste não é certo. É muito curiosa a citação que Hanna Batoréo faz em entrevista ao Hoje Macau: «Actualmente cerca de 25% dos timorenses falam português só nos sonhos de alguns fazedores de relatórios da Cooperação Portuguesa…» Estima-se que o número real de falantes ronde os 5% ou 6%. Se a tendência se mantiver, até quando pode a Constituição da República Democrática de Timor-Leste garantir o português como língua oficial?...
Mudar as consoantes mudas no novo Acordo: ainda é possível?
Se a ortografia é normativa e a pronúncia nunca o é, como é possível fazer depender a ortografia da pronúncia? É este o paradoxo em que se firma Hélio Alves, num artigo publicado no Jornal Online da Universidade de Évora, para retomar a questão da facultatividade na redação de consoantes que — consoante a comunidade linguística — são mudas ou não.
E a propósito: neste ano de entrada do novo Acordo no sistema de ensino oficial português, prevê-se um acréscimo de perguntas no consultório sobre o tema, justamente sobre consoantes...
Aprender português na Bélgica — até quando?
Desde 2001 que tem vindo a assistir-se à redução do número de inscrições nas aulas de português de crianças e jovens lusodescencentes residentes na Bélgica. Apesar das campanhas de sensibilização, de que o vídeo abaixo é exemplo, a situação piora neste país. E no corrente ano lectivo aconteceu o inevitável: a redução de horários de português. Valia a pena fazer um estudo sistemático e apurar qual a razão de esta tendência se verificar de modo tão agudo neste país — e invertê-la....
