Resultado dos exames 2011 em PortugalFalta treino da escrita
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Resultado dos exames 2011 em PortugalFalta treino da escrita
Os alunos portugueses que realizaram exames de Língua Portuguesa, no 9.º ano, e de Português, no secundário, revelam dificuldades no uso da língua materna, conclui o relatório sobre os Exames Nacionais de 2011, publicado pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), do Ministério da Educação e da Ciência. No que diz respeito ao secundário, a média nacional dos resultados das provas de Português em 2011 foi de 9,6 valores (numa escala de 1 a 20).Analisando os grupos de questões em que os alunos obtiveram piores resultados, o Gave...
Ciberdúvidas: o eterno retorno do risco de extinção
Ciclicamente, o sítio do Ciberdúvidas (consultório e publicação regular de textos) sofre, de uma maneira mais ou menos gravosa, de falta de financiamento que permita pagar, condignamente, a todos os seus colaboradores: consultores, revisor, secretário, técnico informático. É assim agora, foi assim no passado. Assinalamos neste dia o editorial do jornal i, que faz o ponto da situação sobre o estado atual do serviço Ciberdúvidas....
Metas de aprendizagem do português já em consulta pública
Metas Curriculares de Português – 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico em Portugal, documento colocado já anteriormente no portal do Ministério da Educação, encontra-se em consulta pública. Aqui.
Apela-se nele para a participação de representantes das sociedades científicas, associações profissionais de professores, conselhos de escolas, autores de programas, consultores e editoras na proposta de metas curriculares do ensino básico para as disciplinas de Português, Matemática, Educação Visual, Educação...
Feliz com Félix
O brilhante desempenho da atleta portuguesa Dulce Félix nos campeonatos europeus de atletismo de 2012, realizados em Helsínquia – medalha de ouro na prova dos 10 mil metros* –, não teve a melhor correspondência por quantos, na rádio e na televisão nacionais, voltaram ao anómalo "Féliks". Uma boa razão, por isso, para recordarmos porque devemos dizer a última sílaba do nome Félix como dizemos na palavra feliz. A explicação da professora Maria Regina Rocha neste apontamento, transcrito na rubrica Pelourinho.
* 10 mil metros, por...
Minha língua, minha amante
«A língua portuguesa e eu somos um casal de amantes que, juntos, procriam apaixonadamente» (João Guimarães Rosa).«Decerto que eu amava a língua. Apenas não a amo como a mãe severa, mas como a bela amante e companheira» (in Carta a João Condé, de Guimarães Rosa).Minha pátria, minha línguaLinha pátria, minha mínguaJuro-te, se fores minha gramáticaEu serei tua sintaxe. […]Seremos não mais uma língua e seu falanteTão só uma palavra (uma palavra simples)e o seu não menos...
Em busca da forma correta
A consciência da pluralidade de variantes no domínio do léxico, da grafia e da pronúncia não leva os falantes atentos à língua a negligenciarem o cuidado com a legitimidade de cada uma das formas que o uso pode ter vulgarizado. Por exemplo, como se designam os praticantes da modalidade de BTT (bicicleta todo-o-terreno)? Escreve-se “nebulado”, nublado, ou ambas as formas estão legitimadas? O que significa a expressão «(em) roda livre»? E deve pronunciar-se a palavra mestrado com o e aberto, ou fechado? Estes são os...
A licença da língua no discurso literário
O uso da língua implica o respeito pela norma, de forma a que a comunicação se torne transparente e compreendida de imediato pelo outro. Excetuam-se os casos em que o discurso foge ao comum, entrando no domínio da arte. Aí sobressai a beleza de uma linguagem repleta de códigos, cujos sentidos se têm de desvendar. São textos que gozam da licença poética, estatuto da sensibilidade privilegiado dos escritores e dos poetas.As duas novas respostas deste dia têm como objeto textos literários, fruto de estudos, cuja interpretação e...
Sobre a sobrevivência do Ciberdúvidas
«Nos últimos anos, [em Portugal,] a língua beneficiou apenas de dois acontecimentos. O primeiro foi um daqueles achados que saltam gerações: Ricardo Araújo Pereira, um humorista que não escreve apenas “bem”, mas faz com a língua o que outros não conseguem fazer com o sexo. O segundo foi o Ciberdúvidas, um reduto de civilização que juntava utentes e especialistas da língua, onde se podia discutir o uso de “espoletar/despoletar” ignorando o colapso financeiro da Europa. Não erro o tempo dos verbos, porque não é certo que o...
Variação, marca de riqueza da língua
Das quatro novas respostas, ainda em atraso, sobressai o tema das variantes com que nos confrontamos constantemente, sinal da diversidade das realidades linguísticas do Brasil e de Portugal. O contacto com termos/expressões diferentes gera estranheza nos falantes da mesma língua de um e do outro lado do Atlântico, questionado-se sobre a legitimidade de formas como: enquete e inquérito, treinamento e treino, todo (o) mundo e toda a gente, zonamento, zoneamento e zonagem. Em tempos de crise económica, não é por acaso a...
