Profanação e desconsagração
Num texto que evoca a história de um edifício destinado ao culto (uma igreja), encontrei os termos consagração/consagrar e profanação/profanar.
Exemplos:
A cerimónia religiosa de profanação Igrejas e locais consagrados são profanados antes de serem abandonados.
A profanação é realizada numa cerimónia religiosa .
Em virtude da autoridade que me foi conferida, profano este lugar.
Se o termo consagração me remete para um ato pelo qual uma coisa deixa de ser profana para ser destinada ao serviço divino (cf. Infopédia), já o termo profanação parece-me ter uma conotação pejorativa e ser sinónimo de desrespeito ou violação daquilo que é santo, de sacrilégio, de mau uso de uma coisa digna de apreço...
Estarei equivocada ao preferir desconsagração (antónimo de consagração) a profanação?
Agradecia a vossa prestimosa ajuda para o uso do termo que melhor corresponde ao conceito.
Ordem de constituintes na frase e vírgulas
Eu vejo que na língua italiana há uma liberdade na colocação dos termos nas orações. Parece que o português também concede está possibilidade, mas eu preciso ter certeza disso.
Sabe-se que, quando se usam orações do tipo de «O homem matou o dragão», «o homem» cumpre a função de sujeito, e «o dragão», a de objeto.
Mas, se se mantiver a mesma estrutura da oração e se também se puser uma vírgula após «o homem», «o homem» cumpriria a função de objeto, e «o dragão», a de sujeito.
Até agora vimos a estrutura SVO [sujeito-verbo-objeto] e OVS [objeto-verbo-sujeito], respectivamente.
Aí vêm as perguntas:
1.ª Seria possível uma estrutura do tipo VSO [verbo-sujeito-objeto] e VOS [verbo-objeto-sujeito] como, respectivamente, «Matou o homem, o dragão» e «Matou, o dragão, o homem»? (Sem ambas as orações possuírem a retomada do objeto pleonástico)
2.ª Também gostaria de saber se é possível as estruturas SOV [verbo-objeto-sujeito] e OSV [objeto-sujeito-verbo] como se seguem, respectivamente: «O homem, o dragão, matou» e «O dragão, o homem matou»? (Ainda que ambas não sejam retomadas pelo objeto direto pleonástico)
3.ª Gostaria de saber se as vírgulas estão bem empregadas, de tal modo que nos exemplos se justifique o que é sujeito, verbo e objeto?
Desde já, meus agradecimentos.
«Contar com que» vs. «contar que»
«Estamos a contar que ele chegue ao aeroporto cedo» ou «Estamos a contar com que ele chegue ao aeroporto cedo»? O «com» é necessário? De outro modo, o sentido de contar não será diverso?
Obrigado, desde já.
O plural religiões II
Um "conceito" de algo (seja o que for) é, por definição, singular... Assim, sendo religião um conceito antropológico, admitir o plural "religiões" será erróneo...
O nome Vladimir
O nome Vladimir pertence à onomástica da língua portuguesa?
Caso não pertença, qual seria a versão aportuguesada do nome?
«Conviver com» e «compartilhar com»
Minha dúvida é singela – e, talvez, um tanto desarrazoada –, mas me martela há muito.
Expressões como «conviver com» e «compartilhar com» não seriam redundantes? Quando um prefixo já sugere a ideia de uma preposição, o que fazer?
Agradeço muito!
O adjetivo intocável
Gostaria de saber qual seria a regência nominal correta para o predicativo intocável.
O correto seria «sentir-se intocável aos problemas do mundo» ou «sentir-se intocável pelos problemas do mundo»?
Desde já, com meus votos de estima e consideração ao trabalho inestimável prestado por vocês, meu muito obrigado.
O adjetivo circunglobal
Como poderei classificar uma espécie de peixe presente em todos os oceanos? "Circunglobal" ou, à semelhança de circum-estelar, "circum-global"?
Obrigada
«Pacote de biscoitos» vs. «pacote de biscoito»
Como se diz?
«Um pacote de biscoitos, de salsichas» ou «um pacote de biscoito, de salsicha»?
Na verdade, gostava de saber que regra é que determinava o plural nestes casos: «um pacote de bolachas», «um pacote de biscoitos»?
O plural dever-se-á ao facto de a preposição de equivaler à preposição com?
Muito obrigado!
A expressão interrogativa «a que título»
Qual o significado da expressão «a que título»?
