DÚVIDAS

Ênclise no subjuntivo (frases optativas)

É sabido que os tempos do subjuntivo são quase invariavelmente precedidos de partículas atrativas (conjunções integrantes, condicionais ou teporais), o que impõe a próclise.

Todavia, em contextos de exclamação optativa ou em construções elípticas, seria gramaticalmente aceitável o uso da ênclise?

Por exemplo, num contexto de fala ou de escrita literária, em vez de «Oxalá o pudesse (fazer)!» ou «Quem me dera que o pudesse!», seria lícito dizer «(Eu) Pudesse-o!»? Existe algum registo histórico ou norma que autorize a ênclise no subjuntivo quando este inicia a frase sem a presença de partícula atrativa?

Obrigado.

Resposta

Não foi encontrado em nenhum compêndio normativo da gramaticografia luso-brasileira a possibilidade de ênclise como norma em frases como as trazidas pelo consulente, de modo que a próclise se impõe, consoante o padrão normativo das duas variedades da língua portuguesa:

– Oxalá o pudesse (fazer)!

– Quem me dera que o pudesse!

Sempre às ordens!

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