Construção: é / deve ser
Em uma norma, qual a frase correcta: "O departamento x deve ser o responsável..." ou "O departamento x é o responsável..."?
Vogal temática e índice temático
Não consigo entender o que são a vogal temática e o índice temático.
Já li os powerpoints do meu professor, fiz pesquisas na Internet e consultei o dicionário terminológico.
Peço que alguém me explique da forma mais simples possível, como se estivesse a explicar o conceito a uma criança de cinco anos.
Muito obrigada.
Benemerim, Corcim e Prazentim
Deparei-me, num livro sobre D. Pedro I duma sequência de biografias dos nossos reis que está a ser publicada por um jornal, com as três palavras no título, e não as consigo encontrar nos dicionários que tenho disponíveis. Será que me podiam esclarecer quanto ao seu significado? Obrigado.
Chegado a casa
«Em chegado a casa, sentou-se à mesa.» Esta expressão estará correcta, ou deverá dizer-se: «E chegado a casa, sentou-se à mesa.»
Ilogismos
Ao contrário do caso do ressuscitar do pobre electrocutado [Pelourinho, 3/11/06] , foi a morte de alguém que foi algo miraculosa...:
Aqui há anos, a TSF abriu vários noticiários seguidos com a notícia «O primeiro-ministro israelita Yitzhak Rabin foi vítima de uma tentativa de atentado». Já só assim soava mal, mas soube-se umas horas depois que o dito político falecera mesmo! Pareceu-me espantoso alguém "tentar atentar"(!), e conseguir que, com isso, outrem morra!
Também miraculoso, mas mais de como é possível ascender-se a jornalista de órgãos mediáticos "de ponta" sem se ter de preocupar com a língua, é um par de asneiras já muito repetidas, e que também pedia a gentileza de que comentassem.
Nunca as ouvi ocorrerem juntas, mas coloco-as na mesma frase pois, além de mais cómico, nada nos livra de tal coincidência, por este andar... «Um grupo de terroristas, armados com três armas e duas facas, causou 10 vítimas e um ferido.»
Que acham de todos estes milagres?
Obrigada.
O sufixo tele- antes do Acordo Ortográfico de1990
A minha questão tem a ver com a utilização do hífen na grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990, ou seja, com as regras aplicáveis na vigência do acordo de 1945, ou decorrentes do mesmo ou porque já existiam anteriormente.
Sei que o prefixo semi, escrito com esta grafia só era precedido de hífen se as palavras principiais começassem por h, i, r ou s. E quanto ao prefixo tele?
Com o acordo de 1990, nos últimos dois casos não existe hífen, e o r e o s são dobrados. Mas como era anteriormente? Aplicam-se as regras do prefixo semi? Um texto que não segue o acordo deve escrever, por exemplo "tele-radiestesia" e "tele-receptor"?
Já encontrei vários artigos vossos, mas todos eles se centravam na perspectiva do acordo de 1990.
Obrigado.
Flexão de tempo com a expressão «é que»
Examinem-se as seguintes frases:
«Quando foi que te vi tão bonita?»;
«Quando é que te vi tão bonita?».
Não falta na segunda frase a harmonia dos tempos verbais? Pois dizemos «Foi ontem que te vi tão bonita», mas não «É ontem que te vi tão bonita».
Obrigado.
«Apertou-me as mãos» (português)
vs. «me lavé las manos» (castelhano)
vs. «me lavé las manos» (castelhano)
Estudando espanhol, deparo-me com a construção normativa «me lavé las manos», e ainda, lendo Machado de Assis, deparo-me com a construção «Escobar apertou-me as mãos». Interessante que, no dia a dia, fala-se «apertou (as) minhas mãos» ou «beijou (o) meu rosto», mas então, por causa da construção típica da língua espanhola (sendo ela a norma padrão) e do uso dessa construção na literatura portuguesa, comecei a perceber que também se fala «apertou-me as mãos» ou «beijou-me o rosto» no dia a dia.
Por isso, indago sobre essa construção na língua portuguesa e seus aspectos normativos: é possível? É padrão? Ou ainda, qual é a diferença entre «apertou (a) minha mão» e «apertou-me a mão»?
Agradeço antecipadamente a resposta.
Concordância negativa: «se não queres que ninguém saiba»
Bem haja o Ciberdúvidas, e bem hajam os seus colaboradores pelo importante veículo que são em prol do correto uso da nossa língua.
Muito agradeço o vosso esclarecimento sobre o seguinte:
Atentas as expressões, frequentes:
A. «Se não queres que ninguém saiba, não o faças nem o digas.»
B. «Se queres que ninguém saiba, não o faças nem o digas.»
Que as duas expressões são convergentes, acho que sim, que são. Mas serão ambas corretas ou só uma em prejuízo da outra? E no último caso, qual delas?
A resposta poderá ser a sacramental (que penso ser a A.), mas a dúvida subsiste.
Agradeço o vosso douto comentário.
Se impessoal e verbos intransitivos
Li, na Gramática de Napoleão M. Almeida, que o pronome se só pode indicar impessoalidade quando acompanha um verbo intransitivo, transitivo indireto, ou um transitivo direto cujo complemento é preposicionado (e.g.: Louva-se aos juízes).
Ele diz que, não preposicionando os objetos nos verbos trans. diretos, «elas [as palavras que têm essa função] forçosamente passariam a funcionar como sujeitos [i.e. a construção passaria a ser passiva]», e que construções como «Louva-se os juízes», onde o objeto não é preposicionado, seriam galicistas, por atribuírem ao pronome se a função reta.
Qual é o motivo do pronome se não poder indicar impessoalidade com os verbos transitivos diretos sem que o objeto destes seja preposicionado? E por que na construção «Passeia-se bem do Rio de Janeiro» o se não seria sujeito, ao passo que em «Louva-se os juízes» erroneamente se lhe atribuiria a função reta?
Obrigado.
