DÚVIDAS

Significado, etimologia e deturpação de palavras
Estive lendo estes dois artigos em O Globo e na agência de notícias Alma Preta. Em ambos, foi levantada a questão de o sentido original de algumas palavras não ser mais respeitado. Daí, a dúvida: devemos levar isso a sério realmente, se a maior parte das palavras troca de sentido com o passar dos tempos? É porque, em um artigo, dizem que foram deturpados os sentidos originais das palavras aniversário e obra-prima. Já no outro, dizem que foi deturpado o sentido original da palavra índio! Mas não é bem comum que palavras passem por mudanças um tanto quanto radicais e extremas, sejam para o bem, sejam para o mal? Vejam o caso da palavra desaforo, por exemplo, na página Origem da Palavra! Pois muito bem, que palpites vocês próprios têm disso tudo aí de verdade? Por favor, muitíssimo obrigado e um grande abraço! P.S.: por falar em aniversário, percebi que vocês fizeram 25 anos de existência enquanto site. E eu também faço anos no dia 29 de janeiro. Bem legal poder fazer anos! Não é verdade isso?
Abertura (12.08.1997)
Os políticos e a língua   O escritor brasileiro Fernando Sabino, em "Eloquência Singular", a partir de hoje na nossa Antologia, frui a dificuldade com que os políticos se exprimem em português. Reconheçamos: o português, como qualquer língua, é complicado. Veja-se, por exemplo, nas Controvérsias, os problemas que se levantam perante a utilização do género feminino - no caso, «senhora presidente» ou «senhora presidenta». Por isso, os políticos deveriam assegurar a aprendizagem da Língua Portuguesa por todos e em todos os meios. Mas não asseguram. Leia-se, por exemplo, no Correio: perguntam-nos se existe na Internet um curso que ensine português a estrangeiros. Respondemos que não há. Agora, no entanto, um correspondente informa-nos de uma possibilidade. Alguma iniciativa do Instituto de Camões? Ou de qualquer outra instituição dos países de língua portuguesa? Nada disso. O nome fala por si: The Rosette Stone Linguage Library. É aí que os estrangeiros podem aprender português na Internet!   Lisboa, 8 de Agosto de 1997
Indicativo e conjuntivo: «não importa quais desafios nos aguardem»
Sabemos que o modo subjuntivo é usado com mais frequência acompanhado de algumas conjunções ou expressões impessoais. Mas ele também é o modo usado para indicar incerteza/possibilidade. No caso a seguir, a frase indica incerteza/possibilidade, mas não há conjunção. Qual é a melhor forma de conjugar o verbo aguardar? «Aguardem» ou «aguardam»? O uso do subjuntivo, neste caso, é aceitável? Não importa quais desafios nos aguardem, teremos força para enfrentá-los. / Não importa quais desafios nos aguardam, teremos força para enfrentá-los.
A tradução de Phyllocian (período geológico de Marte)
Gostaria de saber como proceder para a formação de uma palavra que não existe em qualquer dicionário. Refere-se a um período geológico de Marte que em inglês se dá pelo nome de Phyllocian. O nome deriva dos minerais chamados filossilicatos. Partindo do exemplo do período Ordovician em inglês, que em português se forma como Ordovícico, gostaria de saber qual será a estrutura mais aceitável para este termo: "Filócico", ou "Filóssico"? Muito obrigado.
O adjetivo participativo
"Participativo". 1. A palavra existe na Língua Portuguesa? 2. Será um neologismo? Quando passou a fazer parte do vocabulário da Língua? Só a conheci, por volta dos anos 80, como calinada dos professores do Ensino Básico (mesmo os de Língua Portuguesa) que a empregavam ao avaliar a participação dos seus alunos nas actividades lectivas. Deparei-me ultimamente com a expressão «orçamento participativo». Se a palavra "participativo" é o adjectivo que os professores usavam na avaliação dos alunos, pergunto: o orçamento participa em quê? Obrigado.   [O consulente escreve conforme a norma anterior ao Acordo Ortográfico atualmente em vigor]
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