O primeiro dia do mês em atas
Gostaria de saber se, numa acta, é correto escrever-se «Aos um dias do mês de outubro».
Obrigada, desde já, pela atenção.
As aspas, outra vez
Com relação à consulta sobre o emprego das aspas com outro sinal de pontuação, creio que se deve observar o seguinte: - O sinal abrangido pelas aspas se mantém, permanecendo o ponto final (ou outro qualquer) após as aspas, que a ele compete encerrar o período, e não às aspas. Trata-se do caso em que a expressão entre aspas é parte do período. Ex.: Marina sussurrou: "Aonde vamos?". Poderia Marina sussurrar: "Aonde vamos?"? Poderia Marina dizer: " Não virei almoçar."? Note-se que, no caso de frase declarativa abrangida pelas aspas, basta um ponto final após as aspas, mas sempre após elas. Ex.: Marina disse: "Não virei almoçar". - Não há sinal após as aspas. Trata-se do caso em que toda a frase ou todo o período são abrangidos por elas. Ex.: "Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la." Justifica-se o exposto pela necessidade de preservar a entonação própria do período e a da oração abrangida pelas aspas.
Covarde e cobardices
Sou estudante da licenciatura em Informática de Gestão (2º ano) na Universidade do Minho e venho por este meio - felizmente que pensaram nele - pedir-lhes que me esclareçam: - devo dizer covarde ou cobarde?
A etimologia de esposo e esposa
Donde vieram as palavras esposo e esposa?
Funções sintáticas dos pronomes pessoais
No livro de exercícios Gramática Activa I, de Olga Mata Coimbra e Isabel Coimbra, edição Lidel, aparece como pronomes pessoais do complemento directo me, te, o/a, nos vos, os/as e como pronomes do complemento indirecto me, te, lhe, nos, vos, lhes.
A minha dúvida recai sobre os pronomes da 1.ª e 2.ª pessoas do singular e do plural, como exemplos apresentam as seguintes frases:
Como pronomes pessoais do complemento directo «– Não consigo levantar o caixote. Ajudas-me?/– Ajudo-te já. É só um minuto» e «–Podes levar-nos a casa?/– Está bem. Eu levo-vos.»
Como pronomes pessoais do complemento indirecto: «– Apetece-te alguma coisa?/– Apetece-me um gelado» e «– O que é que nos perguntaste?/– Perguntei-vos se vocês estão em casa hoje à noite.»
Reformulando cada frase introduzindo a preposição a (por excelência a preposição que inicia o complemento indirecto) resultaria algo como:
«– Podes ajudar a mim?/– Eu posso ajudar a ti»; «– Podes levar a nós a casa?/– Eu levo a vós a casa» (ex. do comp. directo);
«– Apetece alguma coisa a ti?/– A mim apetece um gelado»; «– O que perguntaste a nós?/– A vós perguntei se estão em casa» (ex. comp. indirecto).
Como poderei distinguir se um me, te, nos, ou vos é o pronome pessoal de um complemento ou do outro, já que todos me parecem ser do indirecto?
O colectivo de sapo
Que nome se pode dar a um conjunto de sapos?
Agrafo e agrafe
Gostaria de saber qual a grafia correcta do seguinte substantivo: "agrafes", ou "agrafos"?
Muito obrigado.
«Ouro sobre azul»
Gostaria de conhecer a origem da expressão «ouro sobre azul».
Centígrados + percentagem
Nesta resposta pode ler-se: «Os símbolos das unidades são escritos a seguir aos algarismos que representam a grandeza, com um espaço de intervalo (ex.: 3 min). O símbolo do grau Celsius (conhecido por centígrado) é ºC. Portanto, por exemplo, deve escrever 10 ºC e não «10ºC, ou 10º C, ou 10 º C»). No caso da representação em percentagem, eu considero que o conjunto é que representa a percentagem, e escrevo, por exemplo, 10% (`dez partes em cada cem´) e não «10 %». Ao seu dispor, D´ Silvas Filho» Duas observações (se calhar já obsoletas): 1 – «conhecido por centígrado»: [http://www.bipm.org/fr/si/history-si/temp_scales/ipts-48.html] O grau Celsius não é conhecido por centígrado nem pode ser, pois são coisas diferentes. Tal como acontece, por vezes, com palavras que parecem redundantes, se atendermos à origem, graus Celsius e graus centígrados não têm nada a ver uns com os outros. Quer dizer, a sua definição é diferente (desde 1954). E parece que homenagear Celsius e evitar confusões com o prefixo “centi” também ajudaram a mudar o nome da escala. Foi o escolhido entre as opções: grau centígrado; grau centesimal; grau celsius. [http://www.bipm.org/en/si/si_brochure/appendix1/decisions_base_units/decisions_temperature.html] A unidade 'grau Celsius' é igual à unidade 'kelvin'; O grau Celsius é a mesma escala lida em cima de um escadote!: serve apenas para dizer 30 em vez de 303,15. O valor da unidade é o mesmo; quer dizer: de 30 ºC para 31 ºC vai o mesmo que de 303 K para 304 K. A definição de grau centígrado vem, como nos lembramos, de dividir em 100 segmentos a diferença da altura de uma coluna de mercúrio entre o ponto de congelação e o de ebulição, da água... (Anders Celsius, 1701-1744). Os links contam a história. A definição de kelvin vem do ponto triplo da água, e os graus Celsius apenas transformam os valores para números mais corriqueiros. [http://www.bartleby.com/64/C004/016.html] 2 – «eu considero que o conjunto é que representa a percentagem» Se por vezes há excesso de humildade (em prejuízo da simplicidade das respostas) por parte dos estimados e doutos consultores do nosso essencial Ciberdúvidas, outras vezes... O símbolo % significa estritamente o número 0,01. Como se sabe, um espaço também serve para indicar multiplicação. Assim, escrever 10 % quer dizer 10 x 0,01. Logo se vê que não fica bem escrever 10% pois é como escrever 100,01 quando se quer dizer 10 x 0,01. Mas é um engano tão vulgar, que até no próprio documento do BIPM, "Le système international d'unités", se pode encontrar um exemplo! Apesar de ser evidente, quando se nota que % apenas significa o número 0,01, que deve haver um espaço a separar os dois números que se escrevem, calculo que seja praticamente impossível conseguir abolir este mau hábito. Também não é difícil chegar a essa conclusão, pensando que % é um símbolo (neste caso de um número) como kg é um símbolo (neste caso da unidade quilograma) e se há espaço entre o valor numérico e o símbolo da unidade, também deverá existir entre o valor numérico e o símbolo de 0,01. É com grande apreço e admiração que sigo o esforço que o Ciberdúvidas tem feito para se manter actualizado e rigoroso nestas matérias, compreensivelmente longe de serem as preferidas dos estimados linguistas, digo eu...! Estas minhas observações têm intenção de ajudar nessa, às vezes górdica, tarefa.
Do ponto de vista
Em meus escritos profissionais, e não só, deparo muitas vezes com a vontade de escrever «do ponto de vista de...».
Mas constato que alguns colegas, no mínimo, colocam em dúvida se não seria correcto escrever antes «no ponto de vista de...».
Qual das expressões é a mais correcta? Serão ambas legítimas? E têm exactamente a mesma dimensão semântica?
