A etimologia da palavra linguagem
Explicar a etimologia da palavra linguagem, sua origem e suas dimensões.
«Gotas de orvalho»
Numa questão em que se pretende localizar erros (sem especificação de tipo), não se deveria considerar como "erro" a expressão «gotas de orvalhos»?
Muito obrigada.
«Medicamento para lactentes»
Necessito da vossa ajuda para esclarecer o uso das palavras: lactante e lactente.
Por exemplo, um medicamento para bebés — é um medicamento «para lactantes» ou «lactentes»?
Encontro textos onde utilizam as duas palavras, mas gostava de saber qual delas está correta, ou se as duas são corretas.
Muito obrigada.
Cônjuge e consorte
Cônjuge e consorte são sinônimos. Consorte é comum-de-dois, e cônjuge é sobrecomum, apesar de em dicionários eu encontrar comum-de-dois. Qual o certo e o errado?
Desde já agradeço e sinto uma grande satisfação de participar do seu estimável site.
Pacífico Sul
Gostaria de saber se é correcto o uso da expressão «Pacífico Sul» e ainda se Sul é grafado com maiúscula ou minúscula.
Muito obrigada.
Película e livreco
Película e livreco são diminutivos?
O diminutivo da palavra sobrevivência
Queria saber qual o diminutivo da palavra sobrevivência.
A designação de um terminal de comboios
Como se chama a um terminal de comboios que também faz a manutenção técnica e mecânica dos comboios?
Sequenciamento e sequenciação
Tenho visto seqüenciamento, mas outro dia me apareceu seqüenciação. A meu ver é também aceitável, mas estarei certo?
Obrigado.
Judia e judaica como adjectivos
Num blogue intitulado Grafofone critica-se o jornalista Mário Crespo por ter empregado o adjectivo judia, em vez de judaica, nesta frase: «[Aristides de Sousa Mendes] ajudou a população judia.»
Transcrevo a argumentação do autor do referido blogue, Ricardo Cruz:
«Hoje faz cinquenta anos que morreu (na miséria e escorraçado pelo governo português de então) Aristides de Sousa Mendes. A sua actuação durante a II Grande Guerra terá salvo centenas de milhares de pessoas da morte em campos de concentração. O jornalista da SIC Notícias, Mário Crespo, estava a apresentar uma pequena reportagem sobre a actuação de Aristides de Sousa Mendes , quando o ouço dizer "ajudou a população judia". Pois realmente a verdade é que essa afirmação é falsa... Quem ele ajudou efectivamente foi a população judaica.
Mário Crespo: errar é humano, mas há erros e erros. Para quem está numa posição na qual o que diz é ouvido por milhares de pessoas e tido como normativamente correcto, torna-se importante ter atenção a estes deslizes. Não me leve a mal, se calhar fui eu que ouvi bem demais!
Para que não restem dúvidas:
os adjectivos biformes terminados em -eu formam o feminino em -eia: europeu, europeia; hebreu, hebreia.
Contudo, judeu e sandeu são excepções: judia e sandia.
Mas a questão não reside aqui. O jornalista utilizou uma analogia entre o substantivo gentílico e o adjectivo correspondente. É que na maioria dos casos, ambos são iguais. Ex.:
português — civilização portuguesa;
alemão — civilização alemã;
russo — civilização russa;
italiano — civilização italiana.
Mas:
judeu — civilização judaica; hebreu — civilização hebraica. (por acaso o povo também pode ser chamado de hebraico).
Conclusão: cuidado com as analogias. Há diferenças e existem por variados motivos. A de judaica reside na etimologia (do latim judaicus, a, um e por sua vez do grego ioudaikos, e, on.»
Não discordando deste argumentário, a verdade é que qualquer dicionário (da Academia das Ciências de Lisboa, os vários da Porto Editora ou o Houaiss) dá como sinónimos os adjectivos judeu/judia («mulher judia», «população judia») e judaico/judaica.
Gostava de saber a opinião do Ciberdúvidas.
Obrigado.
