DÚVIDAS

O uso da preposição de na terminologia geológica
A definição e caracterização das diversas unidades estratigráficas (Grupo, Formação, Membro, Camada e Escoada) é feita segundo procedimentos expressos no International Stratigraphic Guide (I.S.G.) da International Commission on Stratigraphy (UNESCO/IUGS – International Union of Geological Sciences). No caso da escolha da designação das unidades estratigráficas, é escolhido da carta topográfica sobre a qual estão a ser implantados os levantamentos geológicos, de preferência um topónimo do local onde essa unidade é caracterizada. Exemplo: «Formação Marão» (Ordovícico Inferior); «Formação Bateiras» (Câmbrico Inferior). Acontece que há quem defenda que deve ser «Formação de Marão», «Formação de Bateiras». A crítica de quem usa a preposição é que estamos a ser influenciados pela linguagem anglo-saxónica. Mas acontece que os espanhóis também não usam a preposição de (exemplos: Formación Culebra, Formación Manzanal del Barco, etc.). Os brasileiros também não usam. Quem tem razão? Pessoalmente, “soa mal” o uso do de nestes casos de nomenclatura geológica. Agradeço a vossa atenção.
Vírgula e deslocação de constituinte frásico
Aqui há dias escrevi a seguinte frase: «Se falhares oito vezes, da próxima vez que jogares aparecerá um bloco verde com um ponto de exclamação.» Fui corrigida por um revisor, que me "obrigou" a alterar o que tinha escrito: «Se falhares oito vezes, da próxima vez que jogares, aparecerá um bloco verde com um ponto de exclamação.» Sei que a frase está correcta, mas aquela segunda vírgula é ou não é obrigatória? E, seja qual for a resposta, porquê? Obrigada.
Escrever bem e a gramática
Adoro línguas, na medida em que elas nos permitem levar o uso da linguagem até um campo bem mais esclarecedor e emotivo. No entanto, odeio gramática. Na minha opinião, escrever bem é um dom, e é desnecessário o classicismo exagerado das palavras com o intuito de avaliar a capacidade descritiva de alguém, uma vez que os seus significados nada têm que ver com a classe a que pertencem, isto é, não importa se, por exemplo, amar é um verbo, importa, sim, se quem o escreve sabe o seu significado e como aplicá-lo. Uma vez dada a conjectura dessa premissa, pouco importa o restante. Portanto, a minha questão é: qual o vosso ponto de vista dada esta afirmação, e em que visão se centrava o Fernando Pessoa, bem como outros grandes escritores (dado que muitos deles nunca frequentaram escolas e grandes colégios, e, no entanto, isso não funcionou como um impedimento ao seu desenvolvimento e afirmação intelectual)?
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