Negação: «Isso quando não...»
Ficaria muito grato se tivesse a gentileza de me explicar o que significa a frase abaixo destacada. Será que o não de «Isso quando o padrasto, (que...), não revirava todo o barraco, procurando dinheiro»? Podemos tirar este não sem mudar o sentido da frase? Vou citar o texto na qual está a frase em questão. Meus antecipados agradecimentos.
«Duda saiu da padaria assobiando. Duda poderia assobiar com mais entusiasmo ainda, se, naquela manhã gelada de setembro, não estivesse descalço, se sua roupa não fosse tão fininha, se pelo menos pudesse pôr as mãos nos bolsos. Mas elas estavam ocupadas com uma garrafa e o pacote de pãezinhos. Eram seis — um para ele, outro para a mãe, outro para o padrasto, mais um para cada um dos seus famintos irmãozinhos.
Talvez por isso estivesse assobiando. Porque não era toda manhã que o mandavam buscar pão. O que a mãe ganhava fazendo faxina na vizinhança mal dava para o feijão e para o arroz. Isso quando o padrasto, que seria pedreiro se não vivesse bebendo, não revirava todo o barraco, procurando dinheiro.»
«Espaçamento entre linhas»
É ou não pleonástico dizer «Formatar o espaçamento entrelinhas»? Parece-me que sim (espaçamento/entrelinhas) se atender ao facto de entrelinha significar «o espaço entre duas linhas».
As acepções da palavra ciúme
Minha pergunta já foi feita aqui uma vez antes por um outro consulente, mas permaneço em dúvida a respeito do assunto:
Afinal, quando alguém diz que tem cíumes de outra pessoa, pode ser tanto de um indivíduo cujo lugar você gostaria de tomar (ou seja, uma inveja) quanto um zelo exagerado por alguém que se gosta? Ou apenas um dos dois? Em inglês, se não estou enganado, usa-se a palavra jealous e é sempre referindo-se à pessoa que se inveja, nunca a pessoa que você tem medo de perder. Em português, no entanto, sinto uma tendência maior a se dizer que se tem ciúmes da pessoa pela qual se tem muito zelo (como a música de Roberto Carlos Ciúme de Você)
Afinal, qual seria o mais correto? Ou ambos são aceitáveis?
Sobre a existência de pleonasmo: «dele procedia tudo o que viria»
É de afirmar que existe pleonasmo na frase seguinte?
«Este mentalizou cuidadosamente a direção do corte a ser feito, pois dele procedia tudo o que viria depois.»
Obrigado.
A origem dos verbos girar e virar
Qual a origem dos verbos girar e virar? Latim, grego? Qual a diferença ou qual a definição de ambos, posso utilizá-los em qualquer situação que os requeira, substituindo um pelo outro, sem medo de alterar o sentido do enunciado?
Grato.
Descendência e ascendência
Na frase «Ele é uma pessoa com descendência alentejana», a descendência é uma referência ao progenitor, ou ao procedente?
Na frase «Ele é uma pessoa com ascendência alentejana», a ascendência é uma referência ao progenitor, ou ao procedente?
O significado de almotolia
Após várias pesquisas na Internet por vários dicionários de língua portuguesa para saber o significado de "amotelia" (recipiente onde se colocava o azeite), verifiquei que em nenhum dicionário esta palavra constava. Fiquei com dúvidas se esta palavra na realidade existe na língua portuguesa ou se é um regionalismo.
Vestir, calçar: sobre a definição de vestuário e calçado
Eu também não sabia se a forma correcta seria «vestir as meias» ou «calçar as meias»... Vi o vosso artigo e acredito na vossa resposta, mas surgiu-me outra dúvida. As meias pertencem ao vestuário, ou ao calçado? Agradecia que me ajudassem a esclarecer esta dúvida.
«Ter dúvidas de» e modo da completiva
Agradecia que me esclarecessem uma dúvida decorrente da leitura desta frase: «De resto, não tenho dúvidas que a FMUP é uma excelente faculdade.»
A minha dúvida prende-se com a utilização do presente do indicativo por oposição ao presente do conjuntivo. Por outras palavras, pergunto-me se o uso do presente do indicativo do verbo ser será aceitável neste contexto, ou se o correcto seria mesmo recorrer ao presente do conjuntivo do mesmo — «De resto, não tenho dúvidas que a FMUP seja uma excelente faculdade.»
Gostaria que se justificassem, para que a dúvida fosse completamente exterminada.
Variação no uso das locuções adverbiais «no domingo», «na segunda»
Aqui em Campinas se usa dizer: «de domingo», «de segunda», etc., em vez de «no domingo», «na segunda», etc. Acho que pela norma culta esse uso não está correto, mas gostaria de saber por que o uso do de é errado nessa situação. Ex.: «de domingo irei ao teatro» em vez de «no domingo irei ao teatro».
Obrigada.
