DÚVIDAS

O uso do travessão e da vírgula
Gostaria que me explicassem o uso do travessão e da vírgula nesta frase retirada de um concurso público: «Em metade dos municípios brasileiros, os detritos são despejados em lixões – pontos clandestinos, ou quase, em que tudo é jogado e nada é tratado, ameaçando a saúde dos catadores e da população em geral com a contaminação do solo e dos cursos de água.» Eu imaginava que o deveria haver duplo travessão em: «(...) em lixões – pontos clandestinos, ou quase –, em que tudo é jogado e nada é tratado (...).» O gabarito está afirmando que a frase anterior está correta. Qual é a explicação para este uso da pontuação?
Cosmópole e cosmópolis
O novo filme do realizador David Cronenberg tem o título internacional Cosmopolis, palavra que aparentemente não encontra referente directo em português. A edição portuguesa do romance de Don DeLillo (que deu origem ao filme), publicada pela Relógio d’Água, optou por Cosmópolis, mas, quer no Dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora quer no dicionário online da Priberam, não encontro qualquer referência à palavra (com ou sem acento). Qual a forma correcta de a escrever?
O plural de pára e de pêra (grafia de 45)
Agradeço a vossa resposta a uma pergunta que fiz há poucos dias, relativamente à grafia do plural de pára (pára-quedista), segundo o antigo AO. Mas, agora, fico sem perceber por que razão é que, se o plural de pára é páras, o de pêra é (como confirmei no Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora) peras, e não pêras. Julgo que pêra tem acento devido à existência do termo arcaico pera; e pára, por haver para. Dado nem pera nem para terem (como é óbvio) formas plurais (ao contrário de pelo, motivo por que o plural de pêlo é pêlos), não entendo a diferença na formação dos plurais de pêra e pára. Poderão explicar-me, por favor? (Repito que a pergunta se refere às grafias segundo o antigo AO.)
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