Teotónio R. Souza - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Teotónio R. Souza
Teotónio R. Souza
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Teotónio R. de Souza (1947) é professor catedrático na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, no departamento de História. É diretor do jornal da Associação dos Cientistas Sociais do Espaço Lusófono e diretor-adjunto da revista Fluxos e Riscos- Revista de Estudos Sociais.

 
Textos publicados pelo autor
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Preocupações e experiências pessoais

Intervenção do autor no Congresso "Ensino Superior e Lusofonia", organizado pelo Instituto Universitário da Maia, realizado nos dias 26 e 27 de novembro de 2015,  sobre a sua experiência pessoal, em contextos colonial e pós-colonial. 

Neste meu texto, aqui no Ciberdúvidas, poderá encontrar os esclarecimentos pretendidos sobre a literatura indo-portuguesa. Os descendentes dos portugueses em Goa optaram na sua maioria não continuar na Índia. A percentagem muito reduzida dos falantes da língua portuguesa é dos naturais, tanto cristãos como hindus e muçulmanos (no caso de Diu) e quase ninguém declara o português como a sua língua materna, mesmo nas raras famílias que falam o português em casa. Mantém-se, todavia, o interesse pela língua portuguesa, e mais agora do que no passado, por motivos do turismo internacional. A Fundação Oriente apoia algumas escolas secundárias que optaram por língua portuguesa como segunda língua moderna. Como nenhuma destas escolas tem número suficiente de alunos para abrir uma turma, o Governo não lhes paga os professores para ensinar português.

Cf.:

Os portugueses no folclore goês

Os Descobrimentos e eu... (3)

Os Descobrimentos e eu... (2)

Os Descobrimentos e eu… (1)

Portugal e Vasco da Gama nas redes dos nautas e cibernautas

Os Descobrimentos e eu ... (6)

Os Descobrimentos e eu ... (5)

Os Descobrimentos e eu ... (4)

Os Descobrimentos e eu ... (7)

Conheci algumas famílias Gracias em Goa. Tive um colega seminarista de Canácona (sul de Goa), Miguel Gracias. Uma doutorada orientada por mim foi Fátima Gracias de Benaulim (Salcete), e vive agora em Panjim. Gracias de Loutolim esmeraram no jornalismo nos finais do século XIX e início do século XX. O principal deles, J. A. Ismael Gracias, morreu em 1919, e podem ser consultados vários encómios na imprensa nessa altura. Foi dire{#c|}tor da revista de arqueologia O Oriente Portuguez (antiga série) e colaborou em vários jornais e revistas da época.

São naturais de Goa e sem mestiçagem até aos tempos mais recentes como confirma Forjaz. Se alguns apelidos|sobrenomes dos goeses diferem dos apelidos|sobrenomes existentes em Portugal, não me parece ser razão para se surpreender. Garcia poderia ter sido corrompido em Gracias. É um processo normal de adaptação que ocorre nas línguas em novos climas.

Artigo do historiador goês Teotónio R. de Souza, publicado no Semanário de 20 de Fevereiro de 2009, sobre os 200 anos do nascimento de Joaquim Heliodoro da Cunha Rivara.

 

Joaquim Heliodoro da Cunha Rivara foi filho de uma linhagem não portuguesa, uma mistura de famílias italiana e espanhola. Nasceu em Portugal, em Arraiolos, região famosa pelos seus tapetes, em 23 de Junho de 1809. (…)

«Sem Acordo [Ortográfico], Portugal poderá ver-se ultrapassado pelo Brasil, e outros países da CPLP poderão ser aliciados por outros grupos linguísticos, como está já a acontecer no caso de Moçambique e a sua participação crescente na Commonwealth inglesa», defende o professor da Universidade Lusófona  e membro da Academia Portuguesa de História Teotónio R. de Souza , em entrevista ao “Semanário" de Abril de 2008