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Teotónio R. Souza
Teotónio R. Souza
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Teotónio R. de Souza (1947) é professor catedrático na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, no departamento de História. É diretor do jornal da Associação dos Cientistas Sociais do Espaço Lusófono e diretor-adjunto da revista Fluxos e Riscos- Revista de Estudos Sociais.

 
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Preocupações e experiências pessoais

Intervenção do autor no Congresso "Ensino Superior e Lusofonia", organizado pelo Instituto Universitário da Maia, realizado nos dias 26 e 27 de novembro de 2015,  sobre a sua experiência pessoal, em contextos colonial e pós-colonial. 

Conheci algumas famílias Gracias em Goa. Tive um colega seminarista de Canácona (sul de Goa), Miguel Gracias. Uma doutorada orientada por mim foi Fátima Gracias de Benaulim (Salcete), e vive agora em Panjim. Gracias de Loutolim esmeraram no jornalismo nos finais do século XIX e início do século XX. O principal deles, J. A. Ismael Gracias, morreu em 1919, e podem ser consultados vários encómios na imprensa nessa altura. Foi dire{#c|}tor da revista de arqueologia O Oriente Portuguez (antiga série) e colaborou em vários jornais e revistas da época.

São naturais de Goa e sem mestiçagem até aos tempos mais recentes como confirma Forjaz. Se alguns apelidos|sobrenomes dos goeses diferem dos apelidos|sobrenomes existentes em Portugal, não me parece ser razão para se surpreender. Garcia poderia ter sido corrompido em Gracias. É um processo normal de adaptação que ocorre nas línguas em novos climas.

Artigo do historiador goês Teotónio R. de Souza, publicado no Semanário de 20 de Fevereiro de 2009, sobre os 200 anos do nascimento de Joaquim Heliodoro da Cunha Rivara.

 

Joaquim Heliodoro da Cunha Rivara foi filho de uma linhagem não portuguesa, uma mistura de famílias italiana e espanhola. Nasceu em Portugal, em Arraiolos, região famosa pelos seus tapetes, em 23 de Junho de 1809. (…)

«Sem Acordo [Ortográfico], Portugal poderá ver-se ultrapassado pelo Brasil, e outros países da CPLP poderão ser aliciados por outros grupos linguísticos, como está já a acontecer no caso de Moçambique e a sua participação crescente na Commonwealth inglesa», defende o professor da Universidade Lusófona  e membro da Academia Portuguesa de História Teotónio R. de Souza , em entrevista ao “Semanário" de Abril de 2008

Um projecto para os próximos decénios

Não venho fazer um elogio comemorativo dos 100 anos do nascimento do antropólogo-sociólogo brasileiro Gilberto Freyre, mas também não trago denúncias que se possam acrescentar ao repertório dos analistas do Estado Novo. Aceitei o convite para educar-me a mim. Tenho uma oportunidade de fazer uma leitura crítica de dois escritos de Gilberto Freyre. Poderei assim fazer alguns reparos sobre o “luso-tropicalismo” gilbertiano, t...