Textos publicados pela autora
A frase «conhece-te a ti mesmo»
Pergunta: O «conhece-te a ti mesmo» está correto e não implica em redundância, certo?
Obrigado.Resposta: Não ocorre nenhuma redundância quando enunciamos «conhece-te a ti mesmo».
A estrutura «a ti mesmo» dá ênfase à mensagem transmitida pelo verbo reflexivo. Celso Cunha e Lindley Cintra referem, na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Lisboa, Sá da Costa, 2002, p. 300), que as formas tónicas de pronome pessoal (mim, ti) regidas da...
Saberes em Sociolinguística
Trilha, Demandas e Proposições
Saberes em sociolinguística: trilha, demandas e proposições, editada pela Pá de Palavra em junho de 2023, é uma revista que reúne textos de investigadores que participaram no 1.º Fórum Internacional em Sociolinguística: Descrição, Teoria, Metodologia e Ensino (IFIS), realizado nos dias 26 e 27 de novembro de 2019. Esta coletânea agrega um total de nove artigos em que os autores, das áreas de sociolinguística e dialetologia/geolinguística, apresentam e discutem uma visão contemporâneo da...
O adjetivo desregulatório
Pergunta: Pode dizer-se desregulatória?
Obrigado.Resposta: Aquilo que encontramos atestado é, como adjetivo e nome masculino, desregulador/a: «que ou o que desregula ou tem por função desregular» (Priberam). O sufixo -(d)or é usado como agente, instrumento da ação.
Por outro lado, encontramos atestado o oposto de desregulatória, i.e., regulatório (Ibidem). Por isso mesmo, não há...
Costumar e a voz passiva
Pergunta: Como fica esta frase na passiva: «O João costuma ler as revistas»?
ObrigadaResposta: A frase na voz passiva correspondente a «O João costuma ler as revistas» é «As revistas costumam ser lidas pelo João».
O que aqui acontece é que, na voz ativa, temos o núcleo verbal preenchido por uma perífrase verbal composta pelo verbo costumar seguido do verbo pleno ler, na alternativa passiva, a perífrase verbal, desde que se mantenha a sinonímia, é: verbo...
A locução «de todo»
Pergunta: Escrevo-lhes porque gostaria de saber qual é a diferença entre «passar-me de todo» («esquecer-me de alguma coisa por completo») e «passar-me de tudo».
Porque não seria neste caso «passar-me de tudo»? Resposta: De facto, tudo indica a totalidade, o conjunto das coisas, daí a consulente considerar que «passar-se de tudo» seria uma expressão aceitável, sendo sinónima de «esquecer-se completamente/totalmente de algo» (completamente e...
