Textos publicados pela autora
O anglicizante «ficar a dever uma» (= «ficar a dever um favor»)
Pergunta: Admitindo o princípio da pressuposição inerente ao enunciado que se segue, pergunto-vos se podemos aceitá-lo:
«O André ficou a dever-lhe uma.»
É claro que o enunciado («dever-lhe uma») remete para «ajuda». No entanto, estou em dúvida quanto à sua aceitação/admissibilidade.
Agradecia o vosso esclarecimento.Resposta: É plausível que a expressão «ficar a dever uma», interpretável como «ficar em dívida com alguém», tenha chegado ao português pela via do inglês «to owe someone one», que tem...
«Muito fundamental»
Pergunta: Gostava de saber se é possível dizer «muito fundamental.»
Ex.: «Prestem atenção pois o tema de hoje é muito fundamental.»Resposta: Apesar de fundamental ser um adjetivo, que faria o seu grau superlativo absoluto analítico como «muito fundamental», não se recomenda este uso.
A palavra fundamental marca a ideia de que algo é absolutamente necessário ou indispensável (parafraseável como «muito importante») e, nesta significação, verificamos que lhe está inerente...
«No sábado» vs. «ao(s) sábado(s)»
Pergunta: Funcionar aceita a preposição em ou a?
«Funciona nos sábados.»
«Funciona aos sábados.»
Grato!Resposta: A questão colocada não se prende com o verbo funcionar, mas sim com a preposição que antecede os dias da semana, no caso, sábado.
Quando nos referimos a uma ação habitual, que ocorre com frequência, devemos optar pela preposição a, seguido do plural do nome do dia da...
«Jogar mais ele» vs. «Jogar com ele»
Pergunta: Poder-se-á afirmar que e frase «O Rui está a jogar mais ele» está errada?Resposta: A frase não está errada.
É comum ouvir-se «estou a jogar mais ele» com o significado de «estou a jogar com ele», construção em que ao verbo se associa o advérbio mais, o qual assume um valor equivalente ao da preposição com. No entanto, esta construção, que está correta, denota um estilo mais popular e cinge-se geralmente ao discurso em contextos informais,como confirma o registo do seu uso...
Ruas e Gentes na Lisboa Quinhentista
Esta obra, da autoria do historiador António Borges Coelho e editada sob a chancela da editora Caminho, apresenta-se como uma síntese da dinâmica da vida diária da cidade de Lisboa no século XVI, século em que se exploravam os oceanos do mundo.
Ruas e Gentes na Lisboa Quinhentista divide-se em quatro grandes secções intituladas «A cidade e o rio», «População e riqueza», «O Rossio e a Ribeira» e «Nomes de Ruas e de Gente». São verdadeiros capítulos, através dos quais o autor traça um retrato das pessoas...
