David Borges - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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David Borges
David Borges
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David Borges nasceu em Ondjiva, província do Cunene, Angola (1949), onde se iniciou na rádio muito jovem, como locutor, redator, relator desportivo e rádio-ator. Em Portugal, a partir de 1975, trabalhou em várias estacões de rádio, entre as quais a TSF, de que foi um dos seus fundadores e, depois, diretor, e a RDP, onde criou a RDP-África, de que é o seu atual diretor. Ao serviço da TSF, conquistou o mais prestigiado galardão de jornalismo em Portugal, o Prémio Gazeta, com um conjunto de três reportagens em Moçambique, na altura da guerra civil.

 
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Enquanto Portugal resiste ao Acordo Ortográfico, o Brasil começou a aplicá-lo desde o primeiro dia de 2009 — escreve o jornalista David Borges, num trabalho da sua autoria na secção Mundo em Português do Diário de Notícias de 4 de Janeiro. Com dúvidas a mais sobre muitas palavras com dupla grafia e várias perguntas ainda sem respostas.

Entrevista a José Mário Costa sobre a importância do Vocabulário Comum da Língua Portuguesa pós-Acordo Ortográfico. E onde se fala, também, da inexistência, para o português, de uma entidade como a Fundéu, para a hispanofonia. Ver ainda Falta vocabulário comum na língua unificada + Perguntas ainda sem resposta, in Diário de Notícias de 4 de Janeiro de 2009.

 

 

 

 

— O Acordo Ortográfico entrou em vigor no Brasil no dia 1 de Janeiro. Que planos tem  Portugal? Vai o Governo português, e nomeadamente o Ministério da Cultura, ficar  à espera do período de seis anos de transição, que fez questão de impor na ratificação do Acordo?

O primeiro-ministro [português] José Sócrates seguiu para Luanda Angola , nela se concentrando, como destacou, embevecida, a comunicação social portuguesa, um terço do PIB nacional.

Angola justifica, é verdade, o peso da comitiva de Sócrates, e espera-se que da visita, necessária e importante, resultem alargados ganhos para os dois países, ligados por laços mais afectivos do que se imagina. A verdade é que, não obstante, outros objectivos poderiam ter sido perseguidos se, para além da ide...

«De Braga a Canchungo, de Londrina a Baucau, de Newark ao Lobito, de São Vicente à Beira, de Penang à ilha do Príncipe, essa riqueza, que atravessa firmemente todas estas civilizações da língua portuguesa, emociona e permite reconhecer, aqui e ali, nos mais diferentes espaços e contextos, o sentimento de que não estamos sós no mundo.»
(Carlos Lopes, director da ONU, escritor, cidadão da Guiné-Bissau)

O professor Eduardo Lourenço não sabe o que é a RDP-África, e é natural que não saiba,...