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Textos publicados pelo autor

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Acerca de cor-de-rosa e «cor de laranja»

Pergunta: Consultei [...] esta resposta. Talvez pelo facto de as minhas línguas maternas — o espanhol e o catalão — estarem muito sistematizadas, em grande parte para facilitar a vida de quem escreve, não pude, depois de ler a mencionada resposta, deixar de me perguntar se tem algum sentido escrever "cor-de-rosa" com hífen e "cor de laranja", "cor de tijolo" ou "cor de vinho" sem o mesmo. Pessoalmente, acho que não e apenas confunde e dificulta a vida, para além de me parecer completamente arbitrário, mas gostaria de saber a sua...

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Designadamente e o uso de vírgulas

Pergunta: Está completamente errado escrever designadamente entre vírgulas?Resposta: Não, sobretudo porque há expressões sinónimas empregadas entre vírgulas. Normalmente este advérbio, como nomeadamente, é usado sem vírgula à direita, «[...] para acrescentar informações mais específicas, detalhadas ou pormenorizadas ao que acabou de ser dito» (dicionário da Academia das Ciências de Lisboa»): 1. «[A] caça a cavalo foi proibida em numerosos países da Comunidade Europeia,...

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Dativo ético e de posse em português

Pergunta: Na frase «A raposa comeu o queijo ao almoço», consideramos «ao almoço» como modificador do grupo verbal, uma vez que não faz parte da estrutura argumentativa do verbo. E na frase «A raposa comeu o queijo ao corvo»?, como classificamos a expressão «ao corvo»?Resposta: Trata-se de um constituinte que me parece ter difícil enquadramento numa descrição que apenas contraste complementos verbais com modificadores do grupo verbal. Com efeito, a expressão «ao corvo» tem uma relação de interesse ou posse com «o queijo», sendo...

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Acerca das duplas grafias no novo Acordo Ortográfico

Pergunta: Pela lógica, um acordo ortográfico serve entre outras coisas para normalizar a língua. Como se entende então que passe a haver um elevado número de palavras com múltiplas grafias possíveis em Portugal —  ex.: aspecto e aspeto, caracteres e carateres, facto e fato, sector e setor, ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção? Não trará isto ainda mais confusão desnecessária à língua? Porque não se obriga à escrita de uma única grafia? Não conheço nenhuma língua entre as mais faladas do...

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A formação e a etimologia da palavra incrível

Pergunta: Por que a palavra incrível é considerada derivação prefixal e sufixal? Existe "crível" ou "incri"? Desde já agradeço.Resposta: A palavra pode ser analisada como palavra derivada por prefixação, formada pelo sufixo in- e pelo adjectivo crível, «que se pode crer, passível de se crer; acreditável» (Dicionário Houaiss). Em alternativa, basta considerar que é um empréstimo latino datado, pelo menos, do século XVI, conforme aponta o Dicionário Houaiss: «[do] lat[im] incredibìlis, e "inacreditável, inimaginável,...
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