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Textos publicados pelo autor

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A locução adverbial «em alerta»

Pergunta: A palavra alerta sempre foi usada sem o "apoio" do em. Inclusivamente, nos anos que estive na tropa, nunca ouvi ninguém perguntar a um soldado de sentinela se estava «em alerta»! Mas, unicamente, «alerta»: «estás alerta?» ou seja, «estás vigilante, de vigia, de sobreaviso, atento»? Pelo que ouço e leio hoje, tudo ou quase tudo é antecedido por em. Nessa lógica, será correcto escrever-se: «Estou em atento, estou em vigilante, em de vigia»? Será mais uma influência e adopção da maneira de escrever e de falar da...

Consultório

O pronome quem em construções clivadas

Pergunta: Haveria alguma restrição para utilização do pronome quem na posição de predicativo do sujeito? Exemplos: «Ela é quem eu julgo inteligente.» (Ela é a pessoa a quem julgo inteligente.) «Ela é quem fez isso.» (Ela é a pessoa que fez isso.)Resposta: Em frases como as apresentadas, quem faz parte de uma construção clivada ou de foco, isto é, de uma construção que visa realçar certos constituintes de uma  frase. Por isso, é difícil considerar que as orações introduzidas por...

Consultório

A formação da palavra infelizmente

Pergunta: Gostaria que me esclarecessem uma dúvida que surgiu na classificação da palavra infelizmente quanto à sua formação. O DT não refere a «derivação por prefixação e sufixação» e há quem defenda que ela deixou de ser considerada. Deste modo, a parassíntese substitui aquilo que designávamos como derivação por prefixação e sufixação. Mas a definição de parassíntese do DT é clara, e não me parece que a palavra infelizmente possa ser considerada derivação parassintética. Devemos continuar a considerar esta palavra como...
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