Textos publicados pelo autor
A grafia da conjugação de reusar
Pergunta: Relativamente à formação do nome derivado do verbo reusar, o mesmo deve ser acentuado ou não?
Qual a forma correta, "reúso" ou "reuso"?
Grata pela atençãoResposta: O verbo reusar encontra paralelo em reunir, cujas formas conjugadas se escrevem com acento agudo sempre que o acento tónico (fonético) recai no u: reúno, reúnes, reúne, reúnem (mas reunimos e...
Galiza e(m) nós
Estudos para a Compreensão do Relacionamento Cultural Galego-Português
Publicado conjuntamente pelas Edições Húmus e pelo Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho (CEHUM), este é um livro constituído por «doze estudos, vários já previamente publicados e alguns inéditos», com a cordenação de três investigadores galegos – Carlos Pazos-Justo, Maria de Jesus Botana Vilar e Gabriel André – que dão relevo à coincidência dos textos reunidos, que «de diferentes perspetivas e áreas académicas, abordam, digamos, matéria galego-portuguesa». O volume...
Folioscópio e «cinema de bolso»
Pergunta: Gostaria de saber se, em Portugal, a expressão «cinema de bolso» é sinónimo de folioscópio.
Muito obrigado.Resposta: Folioscópio é palavra que denota um livro constituído por uma sequência de desenhos, que, folheado, dá a impressão de movimento, como se fosse um filme de animação (cf. Dicionário Priberam). Em Portugal, é termo com registos dicionarísticos – além da Priberam, a Infopédia também o consigna – e pode ter como sinónimo «cinema de bolso»,...
A grafia «d'Ele»
Pergunta: Ao referir-me a Deus, como devo escrever o pronome dele: "dEle", D"ele", ou doutra forma?
Obrigado.Resposta: A forma dele – que não é globalmente um pronome, mas, sim, a contração de com o pronome ele – escreve-se geralmente com apóstrofo e inicial maiúscula quando se refere a Deus: «d'Ele».
Este procedimento não é obrigatório e ocorre como realce desde há mais de sete décadas, conforme se pode confirmar pela disposto na norma...
A expressão «em pena»
Pergunta: «A jornada foi longa e muitos dos que tinham rompido marcha comigo ficaram no percurso, alma "empena" e clamorosa» – lê-se no livro Quando os Lobos Uivam de Aquilino Ribeiro.
Não entendo a que se refere a última oração «alma empena e clamorosa» nem o seu sentido, porquanto o substantivo alma tem muitas conotações.Resposta: Há um erro na grafia da expressão em causa, porque deve escrever-se «em pena» («em sofrimento»), e não "empena".
Trata-se de uma expressão adverbial,...
