Textos publicados pela autora
Mais-que-perfeito do indicativo x imperfeito do conjuntivo
Pergunta: Na letra da canção popular «Ó rama, que linda rama», há versos que dizem: «Se houvera quem me ensinara/ quem aprendia era eu.»
Qual é o motivo da utilização do mais-que-perfeito do Indicativo (houvera, ensinara), e não do imperfeito do conjuntivo (houvesse, ensinasse)?
Muito obrigado.Resposta: Em sincronia, o pretérito mais-que-perfeito simples é um tempo pouco usado, surgindo sobretudo em textos escritos. No seu lugar, os...
Concordância verbal depois de «como se»
Pergunta: Na frase, na qual se faz uma breve citação de Camões, perguntava-vos se o verbo destacado foi corretamente utilizado:
«O vento era muito forte como se fossem "touros indómitos".»
Resposta: A forma verbal fossem deveria surgir com a forma fosse na frase em apreço.
(1) «O vento era muito forte como se fosse «touros indómitos».»
A 3.ª pessoa do singular deve surgir porque o sujeito do verbo é «o vento».
Acrescente-se que a frase transcrita em...
O uso de nenhuns
Pergunta: Qual será a importância e utilidade da utilização do pronome nenhuns (como plural de nenhum), se nenhum, literalmente, já quer dizer «zero» no caso?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!Resposta: Há contextos que exigem a forma plural nenhuns.
Nenhum pode ser usado como pronome ou como determinante com vários valores:
(i) «indica ausência ou negação total e usa-se sem outra partícula de negação, quando é...
Um aparte com função de comentário
Pergunta: Na frase «Por experiência própria sei bem o esforço de concertação que é preciso empreender para que as vontades de todos (e muitas foram, seguramente) se harmonizem em torno da causa que a todos congregou», qual a função dos parênteses: comentário ou aparte?
Obrigada.Resposta: A classificação da expressão como um aparte não exclui a sua classificação como um comentário.
Num dado texto, um aparte corresponde a palavra ou frase que interrompe quem fala num discurso formal ou numa conversa. Este aparte pode ser...
