DÚVIDAS

CIBERDÚVIDAS

Textos publicados pela autora

Consultório

Modalidade desiderativa: «quero crer que...»

Pergunta: Gostaria de saber qual o valor da modalidade epistémica configurado no seguinte excerto: «... mas quero crer que nunca como agora se assistiu a uma geração que revelasse tão vasta quantidade de autoras.» Muito obrigada.Resposta: Na verdade, a frase apresentada não configura a modalidade epistémica, mas antes a modalidade desiderativa ou volitiva. Ao passo que a modalidade epistémica está relacionada com «graus de certeza ou avaliação de probabilidade acerca do conteúdo proposicional da frase»1, a...

Consultório

Frase copulativa identificadora: «O assassino era o escriba»

Pergunta: Lendo um poema de Paulo Leminski, o título chamou minha atenção e causou dúvida. Segue o título e o questionamento: «O assassino era o escriba.» Como fica uma análise sintática desse período? E se invertemos os termos: «O escriba era o assassino»? Como ficaria a análise? Obrigado.Resposta: A frase copulativa apresentada é um caso de copulativa identificadora, que se caracteriza por «identifica[r] o indivíduo representado pelo sujeito como sendo o portador exclusivo da propriedade individual definida pelo...

O nosso idioma

O léxico da guerra Rússia-Ucrânia

Topónimos, neologismos e outros

«O conflito entre a  Rússia e a Ucrânia  está não só a abalar o mundo como também, no caso português (e noutros não será diferente), a própria língua, que se vê na necessidade de referir novas realidades e de designar locais, pessoas ou acontecimentos respeitantes a realidades distantes e com pouca tradição de referência na língua», refere-se neste apontamento dos professores Carla Marques e Carlos Rocha dedicado a questões lexicais que emergem na língua a propósito da atualidade...

Consultório

«Tornar todos eles personagens»

Pergunta: Causou-me estranheza parte dum texto com que me deparei hoje: «Lisboa era visitada por gente de todo o mundo e para ela convergiam pessoas ilustres e foi difícil deixá-los de fora: embaixadores, aristocratas, pobres, prostitutas, amas, até um macaco. Não resisti a tornar todos eles personagens numa Lisboa protagonista absoluta.» Não deveria ter sido usado o pronome clítico os em vez de eles como complemento do verbo tornar («torná-los todos...
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa