DÚVIDAS

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Textos publicados pela autora

O nosso idioma

Histórias

Porque é que o texto narrativo é um texto de eleição — no ensino e no linguajar comum? Uma reflexão de Ana Martins no semanário Sol. O leitor já reparou na quantidade de expressões fixas que envolvem a palavra história? História pode significar um discurso persuasivo com finalidades obscuras — «não me venham com histórias»; «não caio nessa história» — e pode até ser sinónimo de léria, treta, balela — «o resto são histórias», ou simplesmente «eh… histórias!»....

Consultório

Sequências textuais prototípicas e géneros textuais

Pergunta: Gostaria de saber quais os tipos de discurso existentes para além do Discurso político, que faz parte do programa de 11.º ano. Será que podemos dizer que existe um discurso poético (no sentido de declamação de um poema), ou aquilo que existe são textos poéticos divididos nas suas respectivas categorias (épico, lírico...)? E um discurso publicitário existe? Quais as principais características?Já agora, agradecia alguma bibliografia sobre o assunto que seja do vosso conhecimento.Agradeço desde já a atenção...

Consultório

Sobre a «lei da litotes»

Pergunta: Nas respostas anteriores, a propósito de subentendidos, referiu-se a lei do litote. Será possível uma explicação da referida lei? Muito obrigada.Resposta: Num qualquer acto comunicativo, o interlocutor pode sempre captar mais informação do que aquela que o enunciado significa, de um modo literal. A operação interpretativa geral é esta:Se o locutor K acreditou que era bom dizer X, é porque ele pensa Y. Concluiu-se Y, não pelo que se disse (o conteúdo de X), mas pelo facto de se ter dito X.Oswald Ducrot...

Pelourinho

Uma casa estilo "maison"

Sobre a boçalidade do uso indiscriminado de palavras inglesas na imprensa — um artigo de Ana Martins no Sol. Li há tempos esta passagem no Diário de Notícias: «refere o analista André Rodrigues (…) num relatório de research» (DN, 24/10/08). Lembrei-me imediatamente do dialecto miscigenado dos emigrantes portugueses em França, parodiado (com injustificável desprezo, aliás) em locuções do tipo «ir de vacances», «entrar na autoroute» e «janelas à la fenêtre numa casa estilo maison»....
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