Pelourinho «Ter de» e «mais bem (e não "melhor") remunerado» «É evidente que Portugal tem que apostar cada vez mais num modelo assente em trabalho cada vez mais qualificado e, portanto, melhor remunerado.»1 Duas incorecções nesta frase: Em primeiro lugar, embora esteja generalizado o uso de «ter que» em vez de «ter de», é bom lembrar que «ter de» é a locução adequada quando se pretende referir um dever, uma obrigação: «Portugal tem de apostar cada vez mais num modelo assente em trabalho qualificado.» Maria Regina Rocha · 2 de fevereiro de 2007 · 2K
Pelourinho Estrangeirismos q.b. Os limites do seu uso Os estrangeirismos que percorrem todas as secções dos jornais portugueses, nesta crónica das professora Ana Martins, pulicado no semanário Sol de Ana Martins · 27 de janeiro de 2007 · 5K
Pelourinho Dignitário (e não "dignatário") O recorrente tropeção em dignatários assinalado neste apontamento da professora Maria Regina Rocha, a prpósito do que se ouviu numa entrevista ao primeiro canal da televisão pública portuguesa. Maria Regina Rocha · 24 de janeiro de 2007 · 11K
Pelourinho // Género "Poetisa" inferioriza? Está em voga dizer uma poeta portuguesa. Ainda esta semana isto se ouviu e leu, no programa Os Grandes Portugueses, da RTP-1. No entanto, a forma poeta, como nome capaz de designar género masculino e género feminino, não se encontra registada em nenhuma gramática ou dicionário. Aprendemos todos na escola que o contraste de género, para além do recurso a formas terminadas em - a (pintor — pintora</... Ana Martins · 21 de janeiro de 2007 · 5K
Pelourinho Flexissegurança Em declarações1 ao enviado da RTP-1 que acompanha a visita do Presidente da República português à Índia, Cavaco Silva, falando em Goa, referiu-se à flexissegurança (o conceito de mobilidade do mercado de trabalho sem desproteger os trabalhadores), tendo aquela palavra aparecido escrita em legenda da seguinte forma:fexis... José Mário Costa, Maria Regina Rocha · 17 de janeiro de 2007 · 3K
Pelourinho Em que param as modas Já vimos que o discurso publicitário recorre frequentemente a “charadas gráficas”, a combinações de símbolos que exigem decifração e que apelam ao lado visível e auditivo das palavras. Veja-se o exemplo: «i9 (produto TMN). Condensa-se aqui a instigação a uma atitude muito valorizada socialmente: «inove». Capta-se o interesse do consumidor através de uma criação inusitada e divertida. Ana Martins · 15 de janeiro de 2007 · 4K
Pelourinho «Chamar a atenção» e «chamar à atenção» «Filipa tem chamado à atenção do marido para o peso excessivo», escrevia-se no jornal 24 Horas, de 9 de Janeiro p.p. Escrevia-se mal: chamar alguém à atenção é uma forma de dizer que se chama alguém para que preste atenção; e pode também significar repreender, advertir, admoestar. 10 de janeiro de 2007 · 5K
Pelourinho «… de encontro a…» «… ao encontro de…» «A economia portuguesa ainda funciona de uma forma tradicional (…); são empregos de âmbito tradicional e não vão de encontro às novas licenciaturas». Fátima Campos Ferreira, a apresentadora do programa “Prós e Contras” da RTP-1 (8 de Janeiro de 2007), ainda confunde o inconfundível: de encontro a significa «contra» («Ele foi de encontro à parede»), enquanto ao encontro de significa «em consonância com», «de acordo com» («a proposta veio ao encontro dos meus desejos (...) Maria Regina Rocha · 10 de janeiro de 2007 · 3K
Pelourinho O melhor estilo é não ter nenhum Chegados ao Natal e Fim de Ano, somos confrontados com as tristes notícias sobre acidentes rodoviários, feitas fundamentalmente com base em balanços do número de mortos e feridos graves nas estradas portuguesas. Daqui é possível retirar breves exemplos de como o discurso dos “media”, muitas vezes, em vez de actualizar a norma padrão da língua e o registo corrente, ora se tenta aproximar do discurso da ciência (sob a égide do rigor e da objectividade), ora é permeável a dizeres perfeitam... Ana Martins · 8 de janeiro de 2007 · 2K
Pelourinho Taurino/a, tauricida, tauriforme, tauromaquia, tauródromo No programa Dança Comigo da RTP1 de Domingo, 31 de Dezembro de 2006, a apresentadora, Catarina Furtado, referiu-se assim à dança espanhola "paso doble": «Embora os mais conhecidos "paso dobles" sejam os de temática tourina, a verdade é que também existem outros tipos de "paso doble": os marcha, os de concerto e os regionais.» (...) Maria Regina Rocha · 2 de janeiro de 2007 · 2K