Pelourinho «É bom ver» (e não “é bom de ver”) «É bom de ver à lupa os golos do Benfica ontem à noite no Estádio da Luz», ouviu-se numa notícia do Diário da Manhã da TVI (13 de Março p. p.). Obviamente está a mais a preposição de. O sujeito do predicado «é bom» é toda a sequência «ver à lupa os golos do Benfica ontem à noite no Estádio da Luz»: «ver à lupa os golos do Benfica é bom». Exemplos da mesma situação: «É bom recordar o passado» (= recordar o passado é bom); «é bom aprender a ler» (= aprender a ler é bom). Maria Regina Rocha · 14 de março de 2007 · 4K
Pelourinho Ainda a confusão entre «ir ao encontro de» e «ir de encontro a» A confusão entre «ir ao encontro de» e «ir de encontro a» continua a ler-se e ouvir-se nos meios de comunicação social portugueses. A jornalista Judite de Sousa, apresentadora do... Maria Regina Rocha · 13 de março de 2007 · 18K
Pelourinho A pronúncia de percurso, de perseverança e de preservar Jorge Gabriel, apresentador do Festival da Canção 2007, na RTP1 (10 de Março de 2007), referindo-se ao trabalho dos autores e dos intérpretes do concurso: «Para que estas dez canções aqui chegassem, tiveram de percorrer um longo percurso. É preciso muito trabalho, muita perseverança.» E articulou o s de perseverança como se fosse um z. Maria Regina Rocha · 12 de março de 2007 · 6K
Pelourinho Termos blindados Já fazia falta um esclarecimento sobre o termo desblindagem, como o da Antena 1, no dia da assembleia-geral da PT. O termo não consta nos dicionários gerais e, no entanto, os principais órgãos de comunicação social usaram-no à vontade, sem recurso a glosa ou expressão equivalente. Ana Martins · 10 de março de 2007 · 3K
Pelourinho «Receio de» (e não “receio com”) «Esta tendência de subida [do petróleo] deve-se ao facto de as baixas temperaturas que se fazem sentir nos Estados Unidos provocarem o receio com um possível aumento na procura de combustíveis (…).» * Construção correcta: «O receio de um possível aumento.» Explicação: o substantivo receio pede um complemento iniciado pela preposição de. Outros exemplos: «Tenho receio de que ele se magoe»; «ele tem receio das doenças». * in Bom Dia, Portugal, RTP1, 7 de Março de 2007 Maria Regina Rocha · 8 de março de 2007 · 3K
Pelourinho «Diferente de» + «menor do que» «Eu tenho uma cara – estou a dar a cara – e não posso, como há-de imaginar, pedir uma votação do partido para, depois, vir a ser acusado de ter uma legitimidade diferente ou menor do actual presidente.»* Nesta frase há dois aspectos a considerar. Em primeiro lugar, deveria ter sido dito «uma legitimidade diferente da do actual presidente» (uma legitimidade diferente da legitimidade do actual presidente) ou «uma legitimidade menor do que ... Maria Regina Rocha · 5 de março de 2007 · 10K
Pelourinho Um arquivo “sob” os escombros… «Hoje [3 de Março de 2007] à tarde, com o fim do Lumiar, Júlio Isidro carimba o fim de uma era; 50 anos depois ainda falta ao canal estatal um museu vivo que não seja uma simplória despensa de maquinaria e artefactos, o livro de ouro está por sair, o teatro para televisão insiste em não se erguer da cova e o arquivo vai-se organizando sob os escombros do que irremediavelmente se perdeu. Mas o f... João Alferes Gonçalves (1944 — 2023) · 5 de março de 2007 · 2K
Pelourinho // Inteligncia Artificial Quociente de Inteligência (QI) Do inglês Intelligence Quotient (IQ) «O apresentador de televisão tem o QI (Quoficiente de Inteligência) mais elevado desde que há vida na Terra», escreveu-se o no jornal “24 Horas” de 1 de Março p.p.. É Quociente (de Inteligência)”, termo traduzido do inglês Intelligence Quotient (IQ). Maria Regina Rocha · 2 de março de 2007 · 5K
Pelourinho O Pregador Sem Acento Ouvi há pouco o pivot do Jornal da Tarde da RTP dizer que Al Gore anda a "pregar sobre o aquecimento global". Não quereria o jornalista dizer antes pr(é)gar? Joana Capitão · 1 de março de 2007 · 2K
Pelourinho Calinadas na TV e no 24 Horas Calinadas na TV... Deixa de haver serviços de atendimento permanente"Se não há justificação para estes SAPs se manterem à noite, então, deixam de haver SAPs e passam a haver atendimentos complementares e consultas abertas": assim explicava um responsável da Comissão de Requalificação das Urgências, no programa "Prós e Contras" (RTP1) de segunda-feira passada. Maria Regina Rocha · 28 de fevereiro de 2007 · 3K