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Textos de investigação/reflexão sobre língua portuguesa.
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«(…) Só penso como estas expressões serão entendidas por uma boa fatia da sociedade portuguesa, envelhecida, analfabeta, muitas vezes, aldeãos esquecidos numa província cada vez mais longínqua das grandes cidades litorais onde a “civilização” acontece com halloweens, blackFridays/weeks, marginalizando, criando fossos, insistindo num progresso que ignora continuamente a sua língua materna e promove um país a duas velocidades. (…)»

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Ignorar totalmente a língua portuguesa numa conferência internacional realizada em Lisboa – «precisamente precisamente na altura em que o primeiro-ministro António Costa, reivindica o reconhecimento do português como língua oficial na ONU» – não fez sentido nenhum, como assinala a correspondente da Rádio France Internacional, em Lisboa, Marie-Line Darcy, em artigo publicado no "Diário de Notícias" de 12/10/2917

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Check in e check outDuty free, handling, hub, jet-lag ou stopover são alguns dos 11 termos e expressões em inglês mais recorrentes na terminologia das viagens aéreas, tanto em Portugal como em Espanha, nestes tempos de crescimento exponencial de turistas estrangeiros e dos dois países ibéricos. A verdade é que qualquer desses anglicismos tem equivalência no português e no castelhano.

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«À condição», em vez de «sob condição», e «por defeito» – tradução literal do inglês "by default" – são dois casos de «modismos mais ou menos tecnocráticos e de anglicismos forçados» apontados neste texto do autor, que se transcreve do jornal Público do dia 16/02/2017.

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« (...) Lembre-se a Senhora do que sofre a nossa língua com tanto deletelow cost, shopping, startuptake away and so on. A Senhora sempre falou português com seus pais e familiares e amigos, pois que as santas também vivem como as outras pessoas, exceção feita à santidade. Salve com a sua ajuda todas as palavras postas em perigo porque delas se precisa até para rezar. Apresse-se Senhora e receba a prece. (...)»

[texto transcrito, com a devida vénia ao autor, do bloque "O Chocalho", colocado aí no dia 1 de novembro de 2016.]

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Os anglicismos proliferam na língua portuguesa, fruto da globalização, é verdade – mas, e em grande parte, também, por insensibilidade pelo primado e o bom uso do idioma nacional. Ainda por cima, de fácil equivalência por termos portugueses já existentes. Alguns casos mais correntes no espaço mediático, em Portugal. (...)

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O que nos levará a esta opção linguística, se temos ao nosso alcance a familiaridade da língua materna? Uma forma de exibicionismo cultural? Parecer cosmopolita? Ou provocará o riso, como acontece n’Os Maias?

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«(...) O inglês de Inglaterra passou a ser visto como uma “coisa parecida” com o inglês americano simplificado. Ora é esta “coisa parecida”, que na verdade é a “coisa” original, que agora dizem estar em risco como língua de trabalho na União Europeia (...)»

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O jornalista Nuno Pacheco alerta para as situações caricatas que o «vírus do anglicismo» provoca em Portugal, propagando-se muito além do que é admissível (texto saído com título original Perdidos na tradução no jornal Público em 29/04/2016).

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«(...) Novos mistérios cosmopolitas surgem todos os dias, sempre vestidos à inglesa, como winelovers espalhados pelo lounge a discutir o último jantar vínico num espaço underground. Quase os conseguimos ouvir gabar a experiência fine dinning e o chill out do seu próprio lifestyle. Ouvimos, sim, mas não é fácil perceber. (...)»

Trabalho jornalístico publicado na revista do semanário Expresso de 22/01/2016, à volta do vocabulário que caracteriza o cosmopolitismo contemporâneo, inçado de excessos de anglicismos e não só, nos usos da língua em Portugal por estratos sociais mais contaminados por um certo «novo-riquismo lexical», como o define o linguista João Valente, ouvido neste artigo que transcrevemos na íntegra, a seguir, com a devida vénia aos autores e ao jornal português.