Pelourinho Come, come, come, "Telecome"! P.S. - Nem faz mal que, logo a seguir, se voltasse a ouvir essoutro disparate recorrente na rádio portuguesa do dezenas de "milhar" (como se escutou toda a semana na RDP, a propósito de uma reportagem sobre as eleições na Figueira da Foz). Come, come, come, "Telecome"! José Mário Costa · 22 de agosto de 1997 · 4K
Pelourinho Assassínio cinéfilo P. S. - «Foi retirado o texto que anteriormente se encontrava neste local, tendo em conta eventuais interpretações ofensivas contra terceiros que poderiam resultar da utilização da palavra "analfabetos". Ciberdúvidas da Língua Portuguesa não teve, não tem nem nunca terá como seu objectivo a ofensa de terceiros e admite que o termo usado e o contexto da Internet (globalidade e permanência) pode causar lesão à Ideias e Letras, Traduções e Legendagem, Lda.» José Mário Costa · 18 de agosto de 1997 · 3K
Antologia // Goa A literatura indo-portuguesa Júlio Francisco Adeodato Barreto (1905-1937) nasceu em Margão e fez estudos secundários em parte no antigo Liceu de Margão, e em parte no Liceu de Nova Goa. Aos 18 anos veio para Coimbra, onde se matriculou na Faculdade de Direito, e decorrido um ano, na de Letras. Teotónio R. Souza (1947-2019) · 14 de agosto de 1997 · 5K
Controvérsias // Género Senhora Presidente O caminho que vai do erro à norma é longo e irregular, tão longo e irregular como a história dos povos. No sistema não unitário que é uma língua, entrecruzam-se diversos subsistemas resultantes de situações sociais, históricas, culturais e geográficas também diversas. Lindley Cintra e Celso Cunha, na Nova Gramática do Português Contemporâneo, distinguem «três tipos de diferenças internas que podem ser mais ou menos profundas: Teresa Álvares · 8 de agosto de 1997 · 6K
Controvérsias // Género Senhora Presidenta O facto de presidenta ser o feminino de presidente não quer dizer que nos vejamos obrigados a empregar a forma feminina. Cada um fará como lhe agradar. E não é por os dicionários registarem presidenta que nos veremos obrigados a empregar tal palavra. Lembremo-nos, até, do seguinte: Há muitas e muitas formas femininas que os dicionários não mencionam: professora, advogada, aluna, empregada, enfermeira, etc. José Neves Henriques (1916-2008) · 8 de agosto de 1997 · 4K
Antologia // Brasil Eloquência singular Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou: — Senhor Presidente: não sou daqueles que... O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular: — Não sou daqueles que... Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem - que recusa ? -, ele facilmente caía nelas, e era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que ... Resolveu ganhar tempo: Fernando Sabino · 8 de agosto de 1997 · 10K
Pelourinho "Expósição", pois então! Se cumprisse minimamente as atribuições custeadas pelos 10 milhões de contos que recebe do bolso dos contribuintes, a rádio portuguesa dita de serviço público RDP começaria por ser um modelo do português aí falado. Nas vozes como na pronúncia (não passa por ai o crivo do acesso a um microfone?), mas também na propriedade vocabular e na correcção sintáctica. Era o mínimo, porque, noutras sintonias (como a BBC de Londres, em relação ao inglês, por exemplo), a perfeição é a meta e a elegância o req... José Mário Costa · 7 de agosto de 1997 · 2K
Pelourinho /Periúdo/? Os canais portugueses de televisão SIC e RTP, que capricham numa apresentação "jovem" da meteorologia, poderiam caprichar também na pronúncia de algumas palavras. Por exemplo, período é termo onde, com tempestade ou bonança, não pomos tónica em nenhum u. Fechamos, é certo, um o antes e depois do d, mas na fala mal os sentimos. A tónica está no I e, por isso, deitado para a direita, lá temos o acento. /Pe... João Carreira Bom · 4 de agosto de 1997 · 5K
Antologia // Portugal Noções de Linguística A língua como definidora de identidade portuguesa neste poema de Jorge de Sena, transcrito na antologia Poesia-III, Moraes Editores, Lisboa. Jorge de Sena · 1 de agosto de 1997 · 4K
Antologia // Portugal Estão podres as palavras... Estão podres as palavras — de passarempor sórdidas mentiras de canalhasque as usam ao revés como o carácter deles.E podres de sonâmbulos os povosante a maldade à solta de que vivema paz quotidiana da injustiça.Usá-las puras — como serão puras,se caem no silêncio em que os mais purosnão sabem já onde a limpeza acabae a corrupção começa? Como serão purasse logo a infâmia as cobre de seu cuspo?Estão podres: e com elas apodrece o mundoe se ... Jorge de Sena · 1 de agosto de 1997 · 4K