Antologia // Portugal A língua francesa e língua portuguesa A língua em que trabalha Anatole France é da mais pura liga. Admiremo-la e invejemo-la! A nenhum povo concedeu a caprichosa Providência uma dinastia de lapidários da linguagem como a que teve a França do século de Corneille, de Racine, de Boileau, de Fénelon e de La Fontaine. Carlos Malheiro Dias · 15 de janeiro de 1998 · 6K
Pelourinho «Ter a haver com…»? Sexta-feira, 9 de Janeiro, 10 horas da noite. Zarpo dos canais televisivos portugueses de maior audiência, que davam ... programas para grandes audiências. Pensava eu estar a fugir de indigências (rima mas não é verdade, já vão ver porquê). Encalho na TVI, no último episódio de uma série americana chamada "The Pretender", e fico por ali a ver no que dão as desventuras de Jarod. As cenas vão correndo, com o "genérico" justaposto, e ainda este não está completo quando surge ... Teresa Álvares · 13 de janeiro de 1998 · 3K
Controvérsias O sentido de "proveniência" do sufixo -ita Agradecendo, antes de mais nada, os amáveis votos do consulente Pedro Thomaz (cf. "E o -ita de Jesuíta?!), que retribuímos, cumpre-nos acrescentar o seguinte ao que já aqui foi dito (cf. Islão também com acepção étnica). F. V. Peixoto da Fonseca (1922-2010) · 8 de janeiro de 1998 · 4K
Antologia // Brasil Gramática e linguagem «A inteireza do espírito começa por se caracterizar no escrúpulo da linguagem. A vida parlamentar, a administração e o jornalismo têm sido, em toda a parte, os mais poderosos corrutores da língua e do bom-gosto. Aspirar à clareza, à simplicidade e à precisão sem um bom vocabulário e uma gramática exacta, seria querer o fim sem os meios. (...)» [in Da Réplica do senador Ruy Barbosa às defesas de redacção do projecto de Código Civil brasileiro, Cf. Obras Completas de Rui Barbosa, Vol. XXIX, 1902, Tomo IV.] Rui Barbosa · 8 de janeiro de 1998 · 6K
Pelourinho Assassinos com hífens Sábado, 3 de Janeiro, na TVI. Por acaso, por volta das 15 horas liguei a televisão e estava passando o programa Feedback. Era uma entrevista com o grupo irlandês The Korrs. À primeira resposta, a tradução usou uma conjugação que me é desconhecida: «ir-mos». Três legendas mais tarde, apareceu outra pérola: «expor-mo-nos» (sic). Imediatamente desliguei a televisão. Não há como cobrar responsabilidades por estas barbaridades? Ninguém responde pela ignorância encartada? Será que... Amílcar Caffé · 5 de janeiro de 1998 · 2K
Controvérsias Islão também com acepção étnica Islão não é só uma religião; a "Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira" traz, em segundo lugar, esta acepção, de carácter étnico: "Conjunto dos povos ou dos países muçulmanos". Portanto, não há qualquer racismo na afirmação, pelo menos não era essa a minha ideia! É interessante ainda acrescentar que a mais recente edição (1997) do "Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa" escreve para definir o islame, como segunda acepção igualmente: "O mundo do muçulmano; o conjunto dos povos de c... F. V. Peixoto da Fonseca (1922-2010) · 23 de dezembro de 1997 · 3K
Controvérsias Islão sem acepção étnica Na resposta de F.V.P.F.(cf. Respostas Anteriores), sob este título, é afirmado que o sufixo -ita tem sentido étnico, o que justificaria a sua utilização para obter o derivado de "Islão". Desculpar-me-ão, mas esta argumentação parece-me ser inaceitável, pois o "Islão", que eu saiba, não tem qualquer conotação étnica: é uma religião seguida pelas mais variadas etnias. Miguel R. Magalhães · 23 de dezembro de 1997 · 3K
Controvérsias 25% dos alunos ficaram em casa Concordo com a doutrina expendida pelo dr. Peixoto da Fonseca no texto aqui ao lado, mas há aqui um pequeno pormenor que é conveniente levar em conta: em "a maioria" / "a maior parte", está presente o artigo definido no singular, o que nos obriga a pôr o verbo no singular. Em 25% dos alunos ficaram em casa, não está presente o artigo definido. Se estivesse, o verbo teria de ir para o plural: "Os 25% dos alunos ficaram em casa". Como não está presente podemos dizer "25% dos alunos ficou". José Neves Henriques (1916-2008) · 23 de dezembro de 1997 · 2K
Controvérsias 25% dos alunos ficou em casa Como respondi em duas respostas anteriores ("25% dos alunos ficou em casa"), para casos análogos, sobejamente conhecidos, a "Sintaxe Histórica Portuguesa", de A. Epifânio da Silva Dias, diz que se pode (e não que se deve!) usar o verbo no plural. F. V. Peixoto da Fonseca (1922-2010) · 23 de dezembro de 1997 · 3K
Antologia // Angola A propos de la lusophonie Regressei há poucos dias de Paris, onde estive a convite do Festival Atlântida, uma iniciativa, já na segunda edição, que se propõe divulgar em França a literatura e a música dos países de língua portuguesa. Havia cinco escritores portugueses, cinco africanos e um brasileiro. José Eduardo Agualusa · 23 de dezembro de 1997 · 5K