Lusofonias Carta Aberta ao Presidente Lula Senhor Presidente, É como Reitor da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (mais conhecida simplesmente como Universidade Lusófona) e com uma ilimitada esperança para o Brasil, para a América Latina, para o Espaço Lusófono e para o Mundo, que tomo a liberdade de dirigir-me a V. Exa., enquanto Presidente democraticamente eleito da República Federativa do Brasil, nas históricas eleições de 27 de Outubro de 2002. A Universidade Lusófona, que é já, estatisticamente, a maior das Univers... Fernando dos Santos Neves · 18 de dezembro de 2002 · 4K
Lusofonias // Sobre o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa Ciberdúvidas «(...) O Ciberdúvidas, como todas as coisas simples, aparece hoje como um verdadeiro ovo de Colombo. Claro que um espaço como este teria que existir. Mas nunca ninguém se lembrou disso. Nem a Academia de Ciências de Lisboa, nem a Sociedade de Língua Portuguesa, nem o Instituto Camões, nem o Ministério da Educação ou qualquer outra instituição, pública ou privada, com responsabilidades na divulgação da Língua Portuguesa. (...)» [Artigo do autor na revista da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em 31/10/2002, a propósito da celebração do protocolo que permitiu ao Ciberdúvidas as condições logísticas indispensáveis para a sua continuidade, após o súbito falecimento do jornalista João Carreira Bom, graças a quem fora possível a sua existência, desde que fora criado cinco anos antes.] Alípio de Freitas · 31 de outubro de 2002 · 4K
Pelourinho «Tento na Língua!...» O inevitável "interviu" e o tropeçante "intervido". Os tratos de polé dados ao pobre do verbo haver (o "hadem" até teve honras de ministro...) e a asneira entre "a moral" e "o moral". Ou a confusão recorrente entre "a personagem" e "o personagem". Fora o que por aí se ouve com a rubrica e a "rúbrica", mais as trapalhadas do "preferir mais do que" ou à volta do "de que". E o snobismo dos "mídia" e dos "multimídia"? E a asneira do "tens de te haver... José Mário Costa · 19 de fevereiro de 2002 · 4K
Pelourinho «Tento na Língua!...» O inevitável "interviu" e o tropeçante "intervido". Os tratos de polé dados ao pobre do verbo haver (o "hadem" até teve honras de ministro...) e a asneira entre "a moral" e "o moral". Ou a confusão recorrente entre "a personagem" e "o personagem". Fora o que por aí se ouve com a rubrica e a "rúbrica", mais as trapalhadas do "preferir mais do que" ou à volta do "de que". E o snobismo dos "mídia" e dos "multimídia"? E a asneira do "tens de te haver comigo"? E as "dezenas de milhar" e "as milhares ... José Mário Costa · 19 de fevereiro de 2002 · 2K
Controvérsias Contra a doutrina gramatical tradicional (…) Em 1990, o lingüista e educador britânico Michael Stubbs escrevia que «toda a área da língua na educação está impregnada de superstições, mitos e estereótipos, muitos dos quais têm persistido por séculos e, às vezes, com distorções deliberadas dos fatos lingüísticos e pedagógicos por parte da mídia». É triste constatar que essas palavras, publicadas há mais de uma década, se aplicam com precisão impressionante ao que ainda ocorre hoje em dia no Brasil. A... Marcos Bagno · 4 de novembro de 2001 · 10K
Antologia // Portugal A «contextura», um conceito polémico no século XIX Segundo o ensaísta António Feliciano de Castilho, é na sintaxe que se encerra o «génio» da língua. As leis que comandam as conexões entre as formas elementares do idioma são, não apenas de difícil revogação, senão mesmo garantia de estabilidade das marcas distintivas do mesmo. É, porém, no prolongamento desta coesão sintáctica que se estende um domínio ainda mais individualizante, e por isso exactamente de maior melindre. Denomina-o Castilho, com outros autores, umas vezes «construção», outra... Fernando Venâncio (1944-2025) · 4 de julho de 2001 · 4K
Diversidades Academia do mirandês já! Suponho que a questão está parlamentar e nacionalmente esquecida. Co-oficializado que foi o mirandês, parece que ninguém mais quer saber desse singular idioma lá das bandas de Miranda. Pois é, e não poucos se surpreendem quando encontram nos escaparates de algumas livrarias uma colecção de livros em mirandês, chancela Campo das Letras, onde avultam dois nomes: Fracisco Niebro (é assim mesmo e lê-se fra-cis-co-ni-bro) e António Bárbolo Alves. Daquele são Cebadeiros (poemas) e Las Cuntas do Tiu... Viale Moutinho · 16 de junho de 2001 · 7K
Controvérsias "Despoletar", etc. A propósito do meu artigo de há duas semanas, alguns leitores exprimiram-me a sua discordância quanto ao sentido do termo "despoletar", por entenderem que ele significa "impedir uma explosão". Vejamos. O termo "despoletar" surge registado, pela primeira vez, na 7.ª edição do dicionário da Porto Editora, que é de 1994. Antes disso, não vinha em nenhum dicionário. (...) Vasco Graça Moura · 14 de junho de 2001 · 11K
Controvérsias A maldição da Academia... saudação@empreendimento.pt Quebrou-se a maldição da letra «A»! Os académicos apresentaram ao país um dicionário de «A» a «Z» - de seu nome completo Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa - com 70 mil entradas, raiz etimológica e transcrição fonética das palavras, pondo termo, com o apoio da Fundação Gulbenkian e de outras instituições estatais e privadas, a uma espécie de assombração com 222 anos de idade: a de não conseguir pa... Mário Mesquita · 28 de maio de 2001 · 3K
Controvérsias A fuga da coitanaxa Enxameiam os termos ingleses, no novo Dicionário, dito da Academia. Vi badge e blues, bluff e copyright, design e stick, stock e stop, stress e striptease. Em nenhum caso as transcrições no alfabeto fonético internacional coincidem com as que são dadas pelo The Oxford English Reference Dictionary, ed. Judy Pearsall e Bill Trumble, Oxford University Press, 1995. E então compreendi tudo: a Academia resolveu ir em socorro da Loira Álbion co... Vasco Graça Moura · 24 de maio de 2001 · 3K