Pelourinho Mais "lê" menos "lê"? A nova marca "Allgarve", apresentada pelo ministro Manuel Pinho, no passado dia 16, é uma ofensa aos algarvios, a todos os portugueses, a todos os que falam português e a todo o ser vivo pensante. Ensina-se nas nossas escolas que os árabes entraram na Península Ibérica em 711 e aqui permaneceram cerca de cinco séculos, ocupando a faixa centro-sul. Por isso é que a presença de palavras de origem árabe é extremamente marcante no português actual. Ana Martins · 24 de março de 2007 · 4K
Controvérsias Sobre a pronúncia de euro O nome da moeda única europeia continua a oferecer dúvidas. A vogal da sílaba átona de euro é pronunciada com u ( símbolo fonético [u]) ou com o aberto (símbolo fonético [ó])?1 Do ponto de vista normativo interessa saber qual é a pronúncia mais adequada histórica e estruturalmente. Se uns empregam o nome da moeda única com [ó], muitos encaram-no como uma palavra grave e articulam a letra <o> como [u], ou seja, o som que é esperar na posiçã... Ciberdúvidas da Língua Portuguesa · 23 de março de 2007 · 5K
Pelourinho Fétiche = feitiço Notícia do jornal 24 Horas, de 21 de Março p. p., sobre a preparação do Futebol Clude do Porto para o jogo com o Benfica: «Tomo Sokota regressou este mês ao Dínamo Zagreb e criou um vazio num dos grandes “fetiches” do FC Porto (…): ir buscar jogadores ao Benfica.» Maria Regina Rocha · 22 de março de 2007 · 6K
Pelourinho Paulo Portas e os tempos verbais Paulo Portas, a seguir ao tumultuso Conselho Nacional do CDS-PP, em declarações via Jornal da Tarde da RTP 1, de 19 de Março p. p.: «Lamento profundamente que a direcção do CDS tenha mau perder. Perdeu uma vez, perdeu duas vezes, perdeu três vezes e, quando percebeu que perdeu, bateu com a porta e foi-se embora.» Maria Regina Rocha · 20 de março de 2007 · 3K
Lusofonias Liberdades ortográficas em Olhos Verdes, de Luísa Costa Gomes 1. Não é necessária uma leitura especialmente atenta para detectar em Olhos Verdes, de Luísa Costa Gomes, opções gráficas inusitadas. 1.1. Vale a pena fazer uma listagem classificada de diferentes tratamentos gráficos de estrangeirismos. Adaptações gráficas isoladas: Ana Martins · 20 de março de 2007 · 4K
Pelourinho Cordas e cordelinhos É comum o recurso a expressões idiomáticas na comunicação social, inclusivamente nos títulos. «Sonae.com admite "voltar à carga" daqui a um ano» (Agência Financeira, 2/3/07), «IPPAR aponta o dedo à autarquia» (Rádio Renascença, 5/3/07), «Bush põe América Latina a ferro e fogo» (Portugal Diário, 10/3/07). Ana Martins · 20 de março de 2007 · 5K
Pelourinho "All… garve"?! No "Jornal da Noite" da SIC de 16 de Março de 2007 foi noticiado que «o Governo português vai investir nove milhões de euros na promoção e realização de eventos no Algarve» e que, «para vender melhor a região, o Governo até aprova, e paga, uma mudança de nome de português para qualquer coisa tipo inglês: acrescenta-se um "... Maria Regina Rocha · 19 de março de 2007 · 3K
Lusofonias O mistério do cérebro dos portugueses Parece que o cérebro dos portugueses surpreende cientistas. A tal ponto que investigadores das universidades de Coimbra, Aveiro, Porto e Minho vão debruçar-se sobre esse órgão misterioso, vistoriando, com tenaz denodo e um pouco de apreensão, o que nos faz assim. Eis um empreendimento difícil, por avançar em terreno fértil de interpretações. É inumerável a lista de obras de todos os géneros e ramos que têm vasculhado a idiossincrasia do indígena nascido cá no brejo. Não se chegou a conclusão ... Baptista-Bastos · 16 de março de 2007 · 5K
Pelourinho «Mais bem tratado» ( não “melhor tratado”) Na última página da edição de 14 de Março do jornal 24 Horas, Joaquim Letria escreve que o presidente do Uruguai «ficou muito impressionado com a doação, manifestou a sua gratidão, mas avisou que não quer caridade e que preferia ter sido melhor tratado no âmbito do Mercosul (…)». Maria Regina Rocha · 15 de março de 2007 · 6K
Pelourinho Emoção, alegria e satisfação não são adjectivos… Telejornal, RTP 1, 13 de Março p. p. Numa peça sobre as reacções ao aparecimento do bebé de Penafiel, que tinha sido raptado do Hospital Padre Américo, o pivô José Alberto Carvalho quer saber o que dizia o hospital perante o desfecho do caso. O repórter no local respondeu deste modo: «O hospital resume em poucas palavras, mas que se pode traduzir numa única só: emoção, alegria, satisfação. Tudo adjectivos para um único sentimento.» Maria Regina Rocha · 15 de março de 2007 · 2K