Controvérsias // Sobre o ponto de exclamação Em defesa do ponto de exclamação A favor do uso do ponto de exclamação – escreve o jornalista Ferreira Fernandes, transcrito da crónica do autor publicada no "Diário de Notícias" do dia 9 de agosto de 2009, ao contrário de outros autores como o poeta e cronista Pedro Mexia [cf. Contra a exclamação]. Ferreira Fernandes · 12 de agosto de 2009 · 3K
Pelourinho Quem não sabe inventa-as Os propósitos da criação neológica — o tema do artigo de Ana Martins no semanário Sol. Porque é que os nossos políticos falam por palavras que não existem? Bom, não é rigoroso dizer que não existem. É melhor dizer que são palavras que não estão atestadas nem em dicionários nem em corpora (conjuntos de textos, devidamente organizados, que servem a análise linguística). Passemos aos exemplos. Ana Martins · 12 de agosto de 2009 · 4K
O nosso idioma Espargata espargueta Qual a origem da palavra espargata? Miguel Esteves Cardoso andou a investigar e diz-nos qual é — no Público do dia 4 de Agosto de 2009. Queria escrever esparregata mas o único dicionário que tinha à mão, o da Academia [das Ciências de Lisboa], não me deixava. Telefonei a um ginasta amigo que me explicou que "esparregata" era só para o caso especial em que se escorrega num bocado de esparregado. Para todas as outras ocorrências, envolvendo espargos ou não, é espargata que se deve escrever. Miguel Esteves Cardoso · 4 de agosto de 2009 · 6K
O nosso idioma Gradações A palavra democracia é um termo de sentido fluido? É este o ponto de partida do artigo de Ana Martins no semanário Sol. Ana Martins · 31 de julho de 2009 · 3K
Pelourinho O pano e a nódoa Sobre os contrastes na qualidade da escrita jornalística — contrastes que podem ocorrer num mesmo jornal. Trata-se de mais um artigo de Ana Martins no semanário Sol. Ana Martins · 31 de julho de 2009 · 4K
Pelourinho Chumbar = reprovar — e não o seu contrário Na gíria escolar, chumbar significa «reprovar». Ou seja, não passar neste ou naquele exame, nesta ou naquela disciplina ou… nelas todas. Como o termo virou modismo na comunicação social portuguesa, lá se voltou ele a ouvir (e a ler) no seu sentido… contrário. Noticiava-se a votação do relatório da Comissão Parlamentar da Assembleia da República no caso do Banco Português de Negócios. Mais concretamente os votos contra do Bloco de Esquerda, PCP e CDS: «O relatório foi chumbado pela oposição». José Mário Costa · 24 de julho de 2009 · 5K
Pelourinho Ninguém se reprova a si próprio (a não ser moralmente)… O termo ensino possui a raiz latina sign-, presente nas palavras signo, significar, significado; mas também em sinal, assinalar, assinar, sina, sino e sinete. Aquele que ensina, verdadeiramente, deixa uma marca, um sinal, em quem aprende, marca-lhe, algum modo, a sina. E quem aprende adquire o conhecimento. Aprender é um verbo formado de apreender (do mesmo étimo latino apprehendere), com o significado de «abarcar com o espírito», «abranger com o entendimento». Maria Regina Rocha · 24 de julho de 2009 · 4K
Pelourinho Na língua dos quês Sobre o excesso de orações subordinadas numa mesma frase — um artigo de Ana Martins no semanário Sol. As 27 funções da palavra "que". Verdadeira palavra mágica da nossa língua é o título do livro de José Perea Martins, editado pela brasileira Ediouro. Que a palavra que tenha 27 funções é óptimo, mas que ela apareça 27 vezes num mesmo texto breve é dramático. Ana Martins · 22 de julho de 2009 · 4K
Pelourinho Porque não "hablam" eles também em português? Cristiano Ronaldo nem fez um mês de Real Madrid e já se expressa só em castelhano. Mais precisamente: logo que chegou e os media espanhóis não mais o largaram. Aconteceu com ele, como, antes, com todos os futebolistas portugueses e brasileiros que se transferiram para clubes espanhóis. E acontecerá, sempre assim. José Mário Costa · 17 de julho de 2009 · 5K
Pelourinho Dizer tem muito que se lhe diga Sobre os verbos dicendi, um artigo de Ana Martins no semanário Sol. Escolher a palavra certa, em função da estrutura da frase, do sentido e do género do texto, é uma tarefa cognitivamente complexa e só aparentemente banal. Ana Martins · 12 de julho de 2009 · 9K