O nosso idioma Malabarismos «Ao contrário de muitos neologismos que diariamente são criados, as malabarices já nasceram “naturalizadas”, com grafia, som e significado que não ferem os usos e costumes», escreve Wilton Fonseca, na sua coluna semanal do diário "i", a propósito do mais recente neologismo entrado no léxico político português. Wilton Fonseca · 18 de novembro de 2011 · 6K
O nosso idioma Ainda à volta do abusado Uma incorreção sintáttica Um texto de Sandra Duarte Tavares, ainda à volta da (errada) utilização do verbo abusar na voz passiva, nos media portugueses. Sandra Duarte Tavares · 15 de novembro de 2011 · 7K
O nosso idioma Almofadas de contrafacção Crónica do jornalista Ferreira Fernandes, à volta de uma palavra recém-entrada no léxico político português. In Diário de Notícias de 11/11/2011. Com o gosto do Parlamento [português] por discussões que dão sono, almofada entrou no debate político. Miguel Relvas deitou a palavra à discussão e [António José] Seguro repousou nela as esperanças socialistas. Até que (…) Passos Coelho tirou o assunto da cabeceira: «Este Orçamento não tem almofadas.» Ferreira Fernandes · 11 de novembro de 2011 · 5K
Pelourinho Clichés Numa admirável crónica no Expresso, Miguel Sousa Tavares descreveu a angústia do jornalista que quer “fechar” o seu artigo, mas sabe que a qualquer momento pode surgir um desenvolvimento importante. Wilton Fonseca · 11 de novembro de 2011 · 3K
O nosso idioma Como pronunciar o nome Qantas? A propósito das notícias sobre a greve que envolveu os trabalhadores da companhia aérea australiana Qantas, o exame atento de alguns serviços informativos em português revela que a forma de pronunciar esta denominação pode variar: – Nas televisões portuguesas, ouve-se pronunciar “cantas”, dando ao q o valor de c na palavra canto (ver também aqui). Carlos Rocha · 6 de novembro de 2011 · 4K
Pelourinho Ficar, ficar-se Texto publicado no jornal i, sobre o mau uso na imprensa portuguesa do verbo ficar-se, no sentido de «restringir-se». No mesmo artigo de jornal: «Lisboa seguiu a tendência positiva, mas ficou-se pelos 2,62 por cento (PSI 20)»; e mais adiante: «A valorização dos quatro bancos portugueses cotados no PSI 20 ficou entre os seis e os oito por cento.» Em que é que ficamos: «ficar-se», ou «ficar»? Wilton Fonseca · 4 de novembro de 2011 · 5K
Pelourinho A vírgula e o á encalhados no Museu da Farmácia Já aqui foi abundantemente salientada a já clássica – mas erradíssima – colocação da vírgula entre sujeito e verbo. No entanto, não posso deixar de voltar a chamar a atenção para o grau assustador de expansão e de enraizamento que tal prática atinge. Pedro Mateus · 4 de novembro de 2011 · 6K
Pelourinho Acontecer Crónica publicada no jornal i de 28/10/2011 sobre o que está a acontecer ao verbo acontecer nos jornais portugueses. Acontece cada uma! Não, esta crónica não é sobre o programa do saudoso Carlos Pinto Coelho. É sobre a má utilização do verbo “acontecer”. Escreveu um dos “jornais de referência”, há dias, a propósito de progressos verificados na pesquisa de uma vacina contra a malária: «A RT... Wilton Fonseca · 28 de outubro de 2011 · 4K
Pelourinho Os insondáveis mistérios do verbo «tar» Em qualquer língua, serão certamente detetáveis diferenças (algumas até bastante vincadas) entre contextos escritos e orais. Na língua portuguesa, escrevemos, por exemplo, menino, mas podemos dizer mnino, ou, no caso do português do Brasil, minino; escrevemos para, mas podemos dizer p’ra. O que não podemos é, como é evidente, confundir os referidos contextos, e passarmos, por acharmos que a oralidade valida a escrita, a escrever, por exemplo, mnino e p’ra. Pedro Mateus · 25 de outubro de 2011 · 4K
Pelourinho Apelar Texto publicado no jornal i à volta do mau uso do verbo apelar num jornal português. As duas frases surgiram no mesmo “jornal de referência”, no mesmo dia, a propósito do «regresso aos tempos de miséria e de opressão do Estado Novo», conforme a situação do país foi caraterizada pelo PCP num recente comunicado. Dizia a primeira frase: «O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, ... Wilton Fonseca · 21 de outubro de 2011 · 7K