Antologia // Brasil O Sertanejo Falando 1. A fala a nível do sertanejo engana: as palavras dele vêm, como rebuçadas (palavras confeito, pílula), na glace de uma entonação lisa, de adocicada. Enquanto que sob ela, dura e endurece o caroço de pedra, a amêndoa pétrea, dessa árvore pedrenta (o sertanejo) incapaz de não se expressar em pedra.2. Daí porque o sertanejo fala pouco: as palavras de pedra ulceram a ... João Cabral de Melo Neto · 28 de fevereiro de 2011 · 6K
Pelourinho // Discurso Moderem o pretensês Acerca da linguagem relativa ao trânsito automóvel em Portugal, o escritor Miguel Esteves Cardoso critica a falta de economia e a artificialidade do "pretensês", ou seja, da pretensão de falar bem. Nas auto-estradas vem o aviso: «Com chuva/Modere velocidade.» Porque é que estes sinais não conseguem falar português? Português é a língua como se fala ou como se escreve, quando se quer ser entendido. Miguel Esteves Cardoso · 22 de fevereiro de 2011 · 5K
Controvérsias // O português e as patentes europeias O eurolusocídio «Consumou-se a primeira etapa de um “lusocídio” — a exclusão do português do regime europeu de patentes», escreve o deputado do CDS, e presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, em artigo publicado no diário Público [de 21/02/2011]. Sobre o mesmo tema, e o mesmo autor, vide O português pelo cano. Como chama o leitor a isto? e Requiem pela língua portuguesa. José Ribeiro e Castro · 22 de fevereiro de 2011 · 6K
O nosso idioma // Pragmática O que fazemos com a linguagem? Em artigo publicado no Diário de Notícias de 19/02/2011, Anselmo Borges, professor de Filosofia da Universidade de Coimbra, convida a reflectir sobre a relação da vertente pragmática da linguagem com a ética e a vida em sociedade. Lá está Ludwig Wittgenstein: a linguagem não serve apenas para descrever a realidade, usamo-la também para pedir um favor, para agradecer, para amaldiçoar, para saudar, para rezar... Anselmo Borges · 21 de fevereiro de 2011 · 4K
Pelourinho // Ortografia «A moção pertença...» ou «a pretensa moção ...»? A versão online do Diário Económico (de 18/02/2011), na notícia Ministério do Trabalho em risco de extinção, apresenta a seguinte frase: «O Bloco de Esquerda organiza uma pantomina em torno de uma pertença moção de censura ao Governo do PS […]» Paulo J. S. Barata · 21 de fevereiro de 2011 · 2K
Pelourinho // Tempos e modos verbais Embora + indicativo (?!) Tenho reparado que começa a ser preocupantemente corriqueira, na língua portuguesa, a utilização de conjunções e locuções subordinativas concessivas — como embora, ainda que, mesmo que — com o modo verbal indicativo, e não com o conjuntivo, como o seu uso, na maior parte das vezes, exige. Para provar o que acabo de referir, aqui transcrevo dois exemplos recentes da autoria de dois jornalistas bastante conhecidos e de quem tenho, aliás, a melhor opinião. Pedro Mateus · 20 de fevereiro de 2011 · 9K
Controvérsias // O português e as patentes europeias Requiem pela língua portuguesa «Não pode haver uma “1.ª divisão de línguas” europeias sem o português, a terceira língua europeia global», escreve o deputado do CDS José Ribeiro e Castro, em artigo publicado no semanário Expresso de 19/02/2011, a propósito da imposição, apenas, do inglês, do francês e do alemão no regime europeu das patentes. José Ribeiro e Castro · 20 de fevereiro de 2011 · 6K
Controvérsias // O português e as patentes europeias O português pelo cano. Como chama o leitor a isto? Artigo publicado no jornal i de 14 de Fevereiro de 2011, onde se critica o papel do Governo português na questão do regime linguístico das patentes, na União Europeia. José Ribeiro e Castro · 20 de fevereiro de 2011 · 5K
Pelourinho // Tradução Algaraviadas ininteligíveis Uma notícia publicada no caderno Economia do Expresso (n.º 1998, de 12 de Fevereiro de 2011) aborda a questão dos rótulos e instruções que constam nos produtos de origem chinesa comercializados em Portugal, dando alguns exemplos grosseiramente caricatos. Assim, numa lanterna pode ler-se: Paulo J. S. Barata · 15 de fevereiro de 2011 · 4K
Pelourinho // Estrangeirismos Em inglês nos (des)entendemos?! Pode-se até aceitar que empresas multinacionais estabelecidas em Portugal, empresas estrangeiras a operar em Portugal ou empresas portuguesas a operar no estrangeiro, que recrutem em Portugal quadros para trabalhar maioritariamente em/com mercados externos, coloquem anúncios de emprego bilingues, em inglês/português! Mas fará algum sentido que, em Portugal, num jornal português, dirigido sobretudo a portugueses, se redijam anúncios de emprego exclusivamente em inglês?! Ou se redijam em portug... Paulo J. S. Barata · 4 de fevereiro de 2011 · 5K