Pelourinho Um intercâmbio (necessariamente) mútuo Numa entrevista publicada no Diário de Notícias (n.º 52 267, de 18 de maio de 2012, p. 56) e a propósito de uma eventual participação de árbitros estrangeiros na Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o antigo árbitro António Garrido afirmava: «Sou favorável a que esses intercâmbios abranjam países como Itália, Espanha, Inglaterra… Mas atenção: o intercâmbio tem de ser mútuo, árbitros estrangeiros em Portugal e árbitros portugueses no estrangeiro.» Paulo J. S. Barata · 22 de maio de 2012 · 2K
Controvérsias // Polémicas em torno de questões linguísticas, sintaxe O se das construções impessoais reflexas Esta é uma controvérsia sobre a função sintática do pronome se. Surgiu a propósito da seguinte pergunta chegada ao consultório do Ciberdúvidas: no segmento «Diz-se que o João é bom aluno?» — quis saber a professora Isabel Santiago —, a oração subordinada substantiva completiva desempenha a função de sujeito, ou de complemento direto? 15 de maio de 2012 · 5K
Pelourinho Um anúncio abaixo da média O Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) publicou no Expresso (Primeiro Caderno, n.º 2063, 12 de maio de 2012, p. 31) um anúncio com o seguinte texto: «Quem tem uma média acima da média merece o nosso reconhecimento. Quadro de Honra* do ISEG [Seguem-se os nomes] *Licenciados com media igual ou superior a 16 valores entre 1915/1916 e 2010/2011. Paulo J. S. Barata · 15 de maio de 2012 · 4K
Controvérsias O clítico se, as construções passivas e as impessoais e os predicativos A propósito dos diferentes pontos à volta da questão apresentada pela professora Isabel Santiago sobre a função sintática do pronome se na frase «Diz-se que o João é bom aluno?», fica em linha também este texto de Maria Regina Rocha. Na oração «Diz-se que o João é bom aluno», o «se» é uma partícula apassivante (nomenclatura tradicional), também chamado «clítico se passivo», e, portanto, a oração «que o João é bom aluno» desempenha a função sintática de sujeito. Maria Regina Rocha · 15 de maio de 2012 · 11K
Controvérsias A construção impessoal reflexa (III) Réplica do autor à discordância do consulente Fernando Bueno, sobre a resposta A construção impessoal reflexa. E ainda bem que discorda, Sr. Engenheiro! Nem precisa de pedir licença. Sempre que discordar, faça favor de o dizer, que da discussão pode nascer mais luz. Eu gosto de ser entendido! Virgílio Catarino Dias · 15 de maio de 2012 · 5K
Controvérsias A construção impessoal reflexa (II) Em consulta de Isabel Santiago, respondida em 19/4/2012, o Prof. Virgílio Catarino Dias afirma que: «[O] se pode ser sujeito em orações reduzidas» – e, nesse caso, terá de admitir predicativos. Será verdade? Tentemos: «João declarou-se capaz de falar em público.» Representemos graficamente: – «O João declarou [-se capaz de falar em público]»: «o João declarou [que ele mesmo era capaz de falar em público].» Notemos a oração entre... Fernando Bueno · 15 de maio de 2012 · 5K
Pelourinho Ser mais ou menos favorito... Há adjetivos que, pura e simplesmente, não admitem graduação. É o caso de favorito. Ou se é ou não se é, como escreve o jornalista Wilton Fonseca, neste texto publicado no jornal "i" de 11/05/2012. Ao longo da campanha [das presidenciais, em França], à medida que o domingo eleitoral se aproximava, François Hollande passou de “candidato” a “favorito”, de “favorito” a “mais favorito” e finalmente a “cada vez mais favorito” (“Público”, dois dias antes das eleições). Wilton Fonseca · 11 de maio de 2012 · 3K
O nosso idioma Memorial do Convento, O Livro da nova língua portuguesa «Inicialmente, podemos olhar Memorial do Convento como um exercício retórico, como uma narrativa histórica, com personagens magníficas, ou não, mas à medida que o tempo passa por mim, vejo esse livro como O Livro, não só de <a style="font-style: italic;" href="http://josesaramago.blogs.sapo.pt/240431.html" targe... Paulo José Miranda · 8 de maio de 2012 · 6K
O nosso idioma // Pontuação Uma possibilidade estilística do código literário A repetição de dois sinais de dois pontos na mesma frase é ou tem sido possível, pelo menos, em textos literários, embora se trate de um uso muito marginal que a maioria dos prontuários, das gramáticas de referência ou dos guias gramaticais não chega a mencionar1. Há, no entanto, algumas pistas históricas que permitem um juízo normativo mais consistente. Carlos Rocha · 2 de maio de 2012 · 17K
O nosso idioma // Pontuação Ao arrepio da norma Na frase «Estava precioso: tinha fígado e tinha moela: o seu perfume enternecia: três vezes fervorosamente, ataquei aquele caldo.», o uso dos dois pontos não segue a norma. A obra A Cidade e as Serras foi publicada em 1901, um ano após a morte de Eça de Queirós, que faleceu antes de ter conseguido fazer a revisão total das provas desta obra. Assim, embora na primeira edição a pontuação da frase seja a que é acima transcrita, há edições em que a frase apresenta a seguinte pontuação: Maria Regina Rocha · 2 de maio de 2012 · 7K