O nosso idioma // Neologismos Covfefe – o gerador de patetice O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, rematou uma das suas mensagens de Twitter com a forma "covfefe", que, não sendo palavra reconhecida do inglês, logo suscitou numerosas reações a respeito do que poderia ser. Gralha, lapso, neologismo arbitrário e idiossincrático? Há quem considere que foi simples erro de digitação, por coverage, o mesmo que «cobertura jornalística»*; mas o que o historiador e político português José Pacheco Pereira aí deteta é um sinal preocupante de crescente e perigosa loucura: «[...] Ele é Presidente dos EUA e o que diz e o que escreve tem sempre enorme importância, visto que o faz com os mesmos dedinhos com que pode digitar os códigos nucleares. E se ele estiver doido?» Texto publicado no jornal Público em 3/06/2017, que a seguir se transcreve na íntegra, com a devida vénia. *N. E. (11/06/2017) – Pode também tratar-se de deturpação fónica e gráfica de kerfuffle, usado no inglês britânico no sentido de «confusão; agitação desnecessária» (dicionário de inglês-português da Porto Editora). Agradece-se à Dr.ª Rosalina Goulão a chamada de atenção para esta explicação, bastante plausível. José Pacheco Pereira · 3 de junho de 2017 · 5K
Ensino // Práticas de ensino-aprendizagem do português Rap – uma via para o ensino da literatura Felizmente Há Luar! e outras obras literárias, de leitura obrigatória no ensino secundário em Portugal, ao ritmo do rap – a experiência pedagógica de uma turma do 12.º ano da Escola Secundária D. Dinis, em Chelas, contada no Só Neste País*, da Antena 1 do dia 20 de maio p.p. – é um recurso de muitos professores para porem os seus alunos a gostarem e aprenderem melhor literatura. E o caso da autora, que utiliza igualmente o canto nas suas aulas de Português, agora na Escola Básica e Secundária Dr. Isidoro de Sousa, em Viana do Alentejo, como antes na Guiné-Bissau, na Namíbia ou em Timor-Leste. * Oiça-se do minuto 12´20'' até aos 23'07 e também aqui e na TVI24. Arlinda Mártires · 1 de junho de 2017 · 5K
Acordo Ortográfico // Critérios a rever – propostas e sugestões O Acordo Ortográfico de 1990 e as sugestões da Academia das Ciências de Lisboa Texto em que D´Silvas Filho resume e comenta dois documentos – Sugestões para o aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, publicação da Academia, e a "Base IV do AO 90", artigo de Ana Salgado, publicado no Pórtico da Língua – que sistematizam as propostas da Academia das Ciências de Lisboa para a aplicação, em Portugal, do Acordo Ortográfico de 1990. D´Silvas Filho · 24 de maio de 2017 · 6K
Acordo Ortográfico // HIstória e perspetivas da ortografia do português O papel histórico da Academia das Ciências de Lisboa para a concretização do Acordo Ortográfico de 1990 João Malaca Casteleiro, linguista português, professor catedrático (jubilado) da Faculdade de Letras de Lisboa, membro efetivo da Academia das Ciências de Lisboa (ACL) e coautor do Acordo Ortográfico de 1990, recorda neste artigo o papel desempenhado nos últimos 100 anos pela ACL na concretização de um projeto ortográfico comum a todos os países de língua portuguesa. E, para a sua concretizão, o contributo ativo de filólogos e académicos portugueses e brasileiros. No primeiro caso, por exemplo, Américo da Costa Ramalho, Luís Filipe Lindley Cintra, Maria Helena da Rocha Pereira, Vitorino Nemésio, Jacinto do Prado Coelho, Álvaro J. da Costa Pimpão, M. de Paiva Boléo, A. da Costa Ramalho ou Herculano de Carvalho; e, no segundo, Antenor Nascentes, J. Mattoso Câmara, Sílvio Elia, Gladstone Chaves de Melo, António Houaiss ou Nélida Piñon. [Juntam-se, em anexo, a 1.ª e a última página de cópias de cada um dos dois documentos aprovados, e com as respetivas assinaturas, pelos representantes das delegações de Angola, Brasil, Cabo Verde,Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e da Galiza (com o estatuto de observadores), no encontro realizado na Academia das Ciências de Lisboa, no dia 12 de outubro de 1990: “Introdução ao Projeto de Ortografia Unificada da Língua Portuguesa (1990)” e “Projeto de Ortografia Unificada da Língua Portuguesa (1990)”, respetivamente.] João Malaca Casteleiro (1936-2020) · 22 de maio de 2017 · 7K
O nosso idioma // A arte do uso da linguagem Para quê cantar em português? A propósito da vitória do cantor português Salvador Sobral no festival Eurovisão 2017 – a primeira de um representante de Portugal, cantando no nosso idioma –, pergunta o autor, no artigo que a seguir se transcreve na íntegra, publicado no jornal Público do dia 19 p.p: «(...) Como se vence cantando em português? O que é o mesmo que perguntar, o que nos diz a nós e porque é que também diz a tanta gente que não sabe a língua?» Francisco Louçã · 21 de maio de 2017 · 5K
Acordo Ortográfico // Vocabulário Ortográfico Comum Com 310 mil palavras de cinco países, VOC é um monumento da lusofonia Assinalando o lançamento oficial, na capital de Cabo Verde, no dia 12 p.p., da primeira versão do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC) e dos vocabulários nacionais associados, recursos que, desde a referida data, estão disponíveis na plataforma do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, o escritor, jornalista e critico literário brasileiro Sérgio Rodrigues dá conta neste texto da dimensão deste gesto de afirmação da língua portuguesa, no contexto internacional. [Artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo do dia 18 de maio de 2017.] Sérgio Rodrigues · 18 de maio de 2017 · 5K
Pelourinho «Deitaram meu gerúndio fora» «O uso do gerúndio não é exclusivo dos brasileiros», recorda a autora neste apontamento, a propósito de um vídeo a circular nas redes sociais, no qual o músico Caetano Veloso manifesta o seu descontentamento (legítimo), por uma jornalista portuguesa que o entrevistou ter trocado o uso que faz da conjugação perifrástica «estamos passando» por «estamos a passar». Arlinda Mártires · 15 de maio de 2017 · 6K
O nosso idioma // Expressão Escrita Escrever bem em 7 passos O que fazer para escrever bem? A linguista e professora Sandra Duarte Tavares elenca sete etapas de elaboração textual, juntando recomendações práticas para desenvolver a competência e apurar a arte de comunicar por escrito. [Texto publicado na revista Visão em 11/5/2017.] Sandra Duarte Tavares · 11 de maio de 2017 · 16K
Pelourinho A "intensão" da SIC Intenção em vez de intensão, neste erro apontado pelo autor a um rodapé descuidado do canal televisão SIC Notícias. Domingos Lopes · 4 de maio de 2017 · 3K
Pelourinho Reunir ≠ reunir-se – ou como persistir anos a fio no mesmo erro Reunir, como verbo transitivo, em vez de reunir-se, conjugado pronominalmente – um persistente erro «de anos a fio» na comunicação social portuguesa. Por desleixo e... José Mário Costa · 28 de abril de 2017 · 7K