Entre as obras consultadas, apenas o Dicionário Houaiss apresenta datação para a palavra em apreço, indicando o ano de 1955 sem identificar fonte. Quanto à grafia da palavra, tal como o Dicionário da Língua Portuguesa, da Infopédia, e o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o Dicionário Houaiss escreve rastafári, adaptação de rastafari, que tem origem num nome próprio: «[do] antr[opónimo] ras, "cabeça, chefe", Tafari (Tafari Makonnen, 1892-1975), coroado imperador da Etiópia (1930-1974) sob o nome de Haïlé Selassié». O vocábulo tem várias aceções, conforme se regista no Dicionário Houaiss: como termo de religião, «seguidor do rastafarianismo» e «relativo a ou próprio dessa seita ou dos seus seguidores»; em relação à música, «músico ou adepto do reggae1»; em relação a maneiras de vestir ou apresentar-se, «diz-se do cabelo longo característico dos rastafáris, arranjado em mechas enroladas e separadas, às quais se aplica banha ou cera» e, no Brasil, «diz-se do cabelo dividido em mechas trançadas a partir da raiz, às vezes entremeadas de linhas ou contas coloridas».
Apesar da datação precoce que é proposta pelo Dicionário Houaiss para a entrada de rastáfari no português, é plausível que a palavra só se tenha tornado mais frequente no final dos anos 70 do século passado, quando a música reggae e o rastafarianismo eram moda.
1 Reggae: «estilo musical que une os ritmos caribenhos com o jazz e o rhythm and blues, e foi o símbolo dos movimentos político-sociais jamaicanos nas décadas de 60 e 70» (Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora, disponível na Infopédia).