Encontramos registos de uso das duas possibilidades: «ter mas é de» e «ter mais é de». A partir dos dados do Corpus do Português, a construção «ter mais é de» usa-se no português do Brasil, ao passo que a construção «ter mas é de» tem identifica-se sobretudo na variedade europeia do português.
Note-se ainda que a construção «verbo + mas é (de)» pertence ao registo informal, sendo usada sobretudo na modalidade oral. Trata-se de uma construção de natureza enfática na qual mas não tem papel sintático de conjunção coordenativa. A expressão cristalizada «mas é» surge frequentemente após formas verbais como um processo de realce, sendo possível uma frase sem a sua presença, como se observa pelo cotejo de (1) e (1a):
(1) «Ele tem mas é de estudar.»
(1a) «Ele tem de estudar.»
Disponha sempre!