DÚVIDAS

Topónimos geográficos
Em topónimos geográficos como Serra da Estrela, Rio Mondego, Baía de Sesimbra, Ribeira de Odivelas ou Monte das Oliveiras, Rebelo Gonçalves estatuiu que, se se trata de acidentes naturais, se deveria usar minúscula - serra, rio, baía, ribeira, monte, etc. Esta regra - que me parece sem cabimento hoje, quando o homem já interage a tão elevada escala com a natureza - ainda estará "em vigor", ou seja, ainda fará sentido?
Vende-se ou vendem-se?
E aqui vai uma questão (só para assinalar esta data!), a partir de comentários que, há tempos, recebi de um leitor. Perdeu-se quase por completo, creio, a consciência da diferença entre o "se", pronome apassivador, e o "se", símbolo de indeterminação do sujeito (correspondente ao on francês, ou ao man, alemão). É cada vez maior a tendência para se dizer, por exemplo, «falam-se línguas estrangeiras», ou «vendem-se andares», em vez de «fala-se línguas estrangeiras» ou «vende-se andares». Regra geral, «se a indeterminação do sujeito for indicada pelo pronome, o verbo fica na 3.ª pessoa do singular"» (C. Cunha e L. Cintra, Gramática, p. 501). Mas poderá dizer-se ser verdadeiramente errada a construção que opte pela forma apassivante? Não haverá antes uma evolução no sentido de um suplemento de concordância (plural com plural), apassivando-se as coisas para que tal efeito se dê?
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