DÚVIDAS

Contracção de pronomes
Sou professora de Espanhol e estudo Tradutorado de Português (variedade português do Brasil). Participo do Clube de Escrita Criativa do Camões, lá em Portugal, e sinto uma grande falta de informação, apesar dos bons sites como este (obrigada). E a gramática de Celso Cunha para o português europeu não está à venda por aqui. A questão — neste caso — que mais me preocupa é sobre -ta. Disseram-me — e é fácil adivinhar com um exemplo — que se trata de dois pronomes juntos: "enviá-tas" (enviar + te + as). Não me lembro se o acento é como no Brasil. Já o lho, suponho que é lhe + o. Mas sei que tem muitas possibilidades. O caso é que não encontro (on-line) nenhuma das regras de formação de estas e outras contrações que não existem no Brasil e gostaria de aprender. Poderiam me enviar um resumo e dizer-me se pertencem ao português culto?
Andre[é]ia, Le[é]ia, Correia
Numa resposta a outra consulta, foi dito que Rebelo Gonçalves considerava as formas "Andrea" e "Lea" impróprias, devendo-se escrever Andréia e Léia (acentuadas aqui conforme a pronúncia brasileira, já que soam como "idéia" e "platéia", e não como "aldeia"). Há duas perguntas sobre tema semelhante que gostaria então de fazer: 1. O sobrenome Correa, imagino, também então não se justifica a não ser como manutenção de uma forma antiga, sendo que a forma moderna deveria ser Correia, está correto? E estaria então certo afirmar que o acento que muitos utilizam ("Corrêa") também não se justifica segundo as normas ortográficas atuais? Dessa forma, nem "Correa" (com e fechado) nem "Andrea" (com e aberto) seriam acentuados. 2. No Brasil são muito comuns os apelidos (no sentido brasileiro de «apodo», «cognome», não de «sobrenome») Teo para Teodoro, Leo para Leonardo, etc. A pronúncia desses apelidos tem o ditongo /éu/, como em céu, e por isso é muito comum vê-los escritos com acento agudo ("Téo", "Léo", etc.). Essa acentuação gráfica, contudo, também não se justifica pelas regras ortográficas atuais, ou estou enganado? Desculpem-me pela longa (e talvez um pouco confusa) mensagem, e obrigado desde já pela atenção.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa