Ainda o substantivo juro(s)
Recebi opiniões diferentes sobre a existência da palavra «juro» (financeiro), no singular. Alguns afirmam, com base no dicionário Aurélio que a palavra existe no singular. Entretanto, sempre vejo grafado 1% de «juros», no plural, o que nos parece opor-se à existência do singular. Um professor disse-me que não seria adequado empregar no singular, o que me parece o correto, pois, usa-se: 1% de «juros», 2% de «juros», 3% de «juros», etc. Os mesmos exemplos no singular nos soariam estranho; entretanto, não consegui fundamentação para sustentar esta última tese, em que eu e o professor citado acreditamos. Alguém teria alguma fundamentação credível? Se tiver, socorram-me, por favor.
Quilos e libras
Muito obrigado pela resposta à minha consulta. Porém, não estou inteiramente satisfeito com a vossa interpretação de que se trata bem de um caso estreme de aproximação, mas antes, segundo creio, um misto de rigor (de avaliação) e os condicionantes em que essa avaliação foi obtida.
Eu explico que começo por dizer que não pus o advérbio aproximadamente na boca das personagens: não me lembro se de facto ele foi proferido, nem vem muito ao caso, segundo penso. Com toda a reserva que se deve pôr (em vista da minha ignorância da língua), eu classificaria antes como um exemplo de harmonização texto/contexto. Em português chão: Um urso de 800 libras de peso deixa (nas condições de observação vigentes na altura) uma pegada não distinguível da de outro pesando umas tantas dezenas de libras para mais ou para menos. Claro que não se trata de uma correcção ou reparo à vossa resposta mas, talvez, quem sabe, quiçá, de supérflua precisão (dic. Carência de alguma coisa necessária ou útil). Ou estarei eu enganado?
A expressão «adjectivo substantivado» e a TLEBS
Se a designação substantivo foi substituída por nome, deixa de ser correcto dizer «adjectivo substantivado»? Se assim é, qual é a expressão correcta? Existe actualmente alguma gramática ou publicação que contemple a terminologia gramatical actualmente em vigor para o ensino secundário e que seja fiável? É que mesmo tendo já lido a legislação sobre o assunto e consultado o CD-ROM enviado para as escolas, continuamos, eu e os meus colegas professores de Português, com muitas dúvidas e indignados perante a o que espera os nossos alunos nos exames nacionais do 12.º ano: um grupo para testar o funcionamento da língua. A aplicação da legislação foi suspensa para o ensino básico, criando-se, assim, um período de transição para, por exemplo, permitir a informação e formação dos docentes. Então e os professores do ensino secundário não estão na mesma situação?!
Nestas circunstâncias, lembro-me de uma expressão que ouvia, quando era miúdo, às pessoas da minha terra: «As cadelas apressadas parem os cães cegos.» Mais conhecido é o dito que se aplica como uma luva à situação presente: «O pior cego é aquele que não quer ver.» Está-se a criar um ambiente pouco propício ao ensino e aprendizagem que preocupa as famílias e penaliza fortemente os alunos.
Quanto aos professores, como têm uma longa experiência de fazer "omeletas sem ovos" e "das tripas coração", já estão habituados a tudo.
Obrigado pelo valioso trabalho que desenvolvem neste sítio (ou "site"?)
O indicativo em lugar do conjuntivo
Sempre disse e ouvi duvidar na afirmativa com subjuntivo, mas vejo numa conceituada revista hebdomadária brasileira: «Duvido que o Brasil virá a ser um grande exportador de petróleo. Ninguém sabe qual é o custo de produzir sob a camada de sal.» Esta frase foi proferida por Albert Fishlow, economista americano, que certamente a pronunciou em inglês, e traduzida por alguém depois, o que descarta os lapsos que muitas vezes se cometem na linguagem falada. Por isso mesmo, pergunto-lhes: é lícito usar o indicativo aí? Talvez o tradutor tenha optado por esse modo por haver referência futura (vir a ser), já que o futuro do subjuntivo, existente em português, seria agramatical («duvido que o Brasil *vier a ser»). Usando o subjuntivo, teria de dizer-se algo como «Duvido que o Brasil passe a ser/seja algum dia/se torne ...».
Saudações brasileiras.
Pessoa humana II
Com o crescente debate sobre o aborto surge, frequentemente, o conjunto de palavras "pessoa humana" inserido em contextos diversos como, por exemplo, "Em defesa da vida da pessoa humana". Já ouvi isto na televisão, só hoje (14 de Fevereiro), quatro ou cinco vezes de diversas personalidades, tendo a última sido proferida pelo Dr. Bagão Felix. Não serve esta pergunta para discutir o aborto, até porque este não é o forum apropriado, mas tão somente para que o Ciberdúvidas me tente explicar, se o souber, o que é uma "pessoa humana".
O plural de alterco
Qual o plural do substantivo alterco?
Já vi escritas as formas altercos e alterques. Qual delas é a correcta ou serão ambas?
Muito obrigado.
N.E. O consulente escreve segundo a Norma de 1945.
O uso de «vem chegando» e «vai chegando»
«Passei por isso (a dolorosa morte da mulher)! Muitos passam também. A tudo superei, fui além das saudades. Agora vem chegando a minha vez.»
Na frase acima, do ponto de vista do autor, que vê aproximar-se a morte, penso estar correto o uso de «vem chegando». Poderia utilizar-se também a expressão «vai chegando»?
Obrigado.
O neologismo infoinclusão
Gostaria de saber se a expressão “info-inclusão” existe e caso exista o que quer dizer. Muito obrigado.
Elementos mórficos
Gostaria de saber os elementos mórficos e a classificação das seguintes palavras: desconfiados, utilidade, inúmeros, surpresas e compareceu.
Atributo vs. predicativo do complemento directo
O predicativo do complemento directo é obrigatoriamente um nome ou expressão equivalente? Pode ser também constituído por um adjectivo?
Exemplo: na frase «Tágides, dai-me uma inspiração grandiosa», qual a função sintáctica de «grandiosa»? Considera-se atributo, ou predicativo do complemento directo?
